Nike lança comercial inovador com Neymar, Cristiano Ronaldo e Ribery.

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A Nike leva ao ar um comercial inovador, mistura imagens reais com cenas dos videogames. Com a hashtag #makeitcount, a Nike lidera o TWitter. Olha aí:

 

Hipnose Masculina 11: o concurso

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O método do Sr. Miyagi: “se todos os microatos mais cotidianos (como escovar os dentes) expressam o estado de nossa mente, será que podemos estimular uma causalidade inversa, usando ações simples (como lavar um carro) para nos transformar”?

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Enquanto pintava uma cerca, polia o chão e encerava o carro, Daniel San aprendeu golpes de caratê. E pelo caratê aprendeu um pouco mais de tudo.

O método indireto do Sr. Miyagi não funciona romanticamente assim nas artes marciais, mas talvez possamos experimentar um processo parecido na vida. Se todos os microatos mais cotidianos (como escovar os dentes) expressam o estado de nossa mente, será que podemos estimular uma causalidade inversa, usando ações simples (como lavar um carro) para nos transformar?

“Não parece, mas você também está aprendendo a controlar a ejaculação – só depois isso fará sentido, Daniel San, agora respire de novo”

Bagunça de sapatos no templo zen

Assim que comecei a cursar filosofia, com 18 anos, encontrei Mente zen, mente de principianteperdido na biblioteca da USP. Pirei e logo liguei para o templo Busshinji perguntando pelo horário dos iniciantes.

Entrei na sala de prática junto com outros novatos, todos nós ansiosos por receber instruções de zazen, com medo de não aguentar os 45 minutos de imobilidade. Antes de qualquer coisa, a professora apontou para a porta, onde havíamos tirado nossos sapatos no piloto automático, e disse: “É assim que deve estar a mente de vocês. É assim que deve estar a vida de vocês”.

Ansiedade ao avançar um vídeo no YouTube

Alguém recomenda uma longa entrevista com David Foster Wallace e você clica para ver qual é. Noprimeiro de nove vídeos ele começa citando Wittgenstein e você passa alguns milissegundos ponderando entre duas escolhas: 1) realmente parar tudo e ouvir com interesse; 2) clicar na barrinha, pular para 2:30, 4:58, avançar até o fim em busca de algo extraordinário que em poucos segundos capture sua atenção, sirva como entretenimento e o faça divulgar no Facebook como “foda” ou “genial”.

Ora, isso que esperamos encontrar pulando para o meio do vídeo, essa coisa incrível, isso não existe. Vamos morrer frustrados em modo forward.

Se fazemos isso com vários vídeos todo dia, como essa mesma mente está lidando com projetos, relacionamentos, viagens, grandes coisas? Provavelmente com a mesma ansiedade, com a mesma dependência de estímulos, olhando tudo como entretenimento, sem nunca se satisfazer, sempre querendo checar se vale a pena ou se tem coisa melhor na outra aba, sem conseguir parar e viver com interesse.


Link YouTube | Todas as lições do Mr. Miyagi. Você consegue assistir ao vídeo mais incrível do mundo sem clicar na barra de navegação?

Desânimo ao escovar os dentes

Quando minha vida começa a ficar zoneada ou o sentido das coisas se embaça, a primeira coisa que muda é o modo como escovo os dentes. Eu estou longe de me deprimir ou surtar, mas já começo a colocar a pasta de modo mais displicente e esfrego a escova sem tanto vigor, sem me dedicar nos ângulos mais profissionais, como se eu não confiasse mais no propósito da limpeza. Os dentes parecem mais amarelos, irreversivelmente sujos.

Ali, no micromundo do espelho do banheiro, acontece o que em breve acontecerá com todos os âmbitos da minha realidade. Ali eu posso observar minha mente começando a se perder, meu corpo começando a entortar. E ali mesmo eu posso redirecionar tudo com a escova. Aumento o vigor, corto a ilusão, sorrio. Se tivesse deixado a confusão crescer para além da boca, seria bem mais difícil encontrar algum objeto xamânico para retomar a sobriedade.

Indisponibilidade com a caixa de almofadas

Ano passado Fábio Rodrigues chegou no QG com uma caixa cheia de almofadas de meditação: “Gitti, dá uma olhada”. Eu abri por cima: “Legal”.

Ele se aproximou nervoso: “Abre direito, porra, assim ó”. Tirou as almofadas, me jogou algumas na mão. “É bem assim que você está vivendo, cara”. Eu concordei. Sempre com pressa, ocupado, tratando qualquer evento como interrupção, como se tudo e todos estivessem me atrapalhando. As coisas e pessoas e situações que surgiam eu não abria, só olhava por cima, sem adentrar, sem pegar na mão.

Até hoje, especialmente no QG, eu vivo meio de lado, passando, como se eu não quisesse parar a qualquer momento, conversar, entrar. Faço já indo fazer outra coisa. Sofro de indisponibilidade.

Karate Kid - Sr. Miyagi

O método xamânico do Sr. Miyagi

Alguns microprocessos servem apenas para nos ajudar a detectar travas e aflições, não para trabalhar com elas. Inviável se iluminar escovando os dentes, alinhando sapatos, abrindo malas ou assistindo a vídeos sem pular. Porém, é possível usar uma infinidade de ações banais para desenvolver qualidades corporais e mentais que serão utilizadas em muitos outros contextos.

No budismo zen, por exemplo, em paralelo ao estudo e à prática formal de sentar em silêncio, todos os trabalhos manuais são encarados como extensão do treinamento: cortar alimentos, cozinhar, limpar o banheiro, cortar a grama, cuidar da horta… Mais ainda, qualquer tipo de arte ou técnica é usada como suporte e meio hábil: ikebana, cerimônia do chá (sato), bonsai, arco e flecha (kyudo), haikai, sumi-ê, bushido, kabuki.

Numa fala rasa, podemos arriscar dizer que o princípio ativo é parecido com o método do Sr. Miyagi: cortar cenouras ou atirar uma flecha são jeitos de detectar onde está a nossa mente (estou distraído ou presente, sinto cansaço, orgulho, raiva?) e também mecanismos de cultivar, exercitar, desenvolver outro funcionamento, outros hábitos.

“Todas essas coisas, o arco, a flecha, o alvo e eu estamos enredados de tal maneira que não consigo separá-las. E até o desejo de fazê-lo desapareceu. Porque, quando seguro o arco e disparo, tudo fica tão claro, tão unívoco, tão ridiculamente simples.”
–Eugen Herrigel | A arte cavalheiresca do arqueiro zen

Durante a formação de 3 anos para virar líder de TaKeTiNa, vi meu professor usar diversos instrumentos para trabalhar com as pessoas por meio do ritmo. Berimbau, caxixi, surdo, tschanggo, conga, cantos tribais… Enquanto a gente pensa que está aprendendo a usar a pedra no berimbau, na verdade estamos aprendendo a relaxar corpo e mente no meio do caos. Quando escrevo sobre isso agora, pode soar como uma metáfora ou abstração, mas é exatamente assim que acontece.

Do mesmo modo, em rodas de TaKeTiNa, as pessoas usam os pés, as mãos e a voz para explorar processos sutis que operam de modo quase invisível, pouco concreto, durante a vida cotidiana. No trabalho, ficamos estressados sem perceber. Nas relações, ficamos ciumentos, raivosos, ansiosos, sempre culpando elementos externos. Fazendo apenas ritmos crus, sem histórias e conteúdos para atrapalhar, fica mais evidente quando surgem as tensões, quais as estruturas que nos fodem. Além de nos observar, também conseguimos mexer diretamente com cada experiência, testar outros posicionamentos internos, descobrir outros jeitos de viver.

A mente só aprende pelo corpo

Artes marciais, meditação, esportes, método Feldenkrais, escrever para o PapodeHomem, qualquer trabalho ou atividade pode ser usada por alguém com essa habilidade de xamã. Quase todo xamã, aliás, adoece gravemente na infância ou adolescência e é curado por um tipo de mecanismo que depois vai usar para curar outros seres (música, ervas, toques, hipnose, palavras, rituais, qualquer coisa vira macumba).

Você pode fazer um chá e apenas fazer um chá, escrever um texto e apenas escrever um texto, dar uma palestra e apenas dar uma palestra, limpar sua casa e apenas limpar sua casa. Ou pode aproveitar cada ação para se engajar em algum treinamento, para desenvolver qualidades corporais e mentais que serão utilizadas em muitos outros contextos.

Melhor ainda se encontrar algum professor que saiba como usar alguma técnica para treiná-lo em outra coisa. Em vez de aprender a tocar somente guitarra, por exemplo, um bom professor xamazão é capaz de te ajudar a tocar sua vida inteira de outro modo. Ele vai vincular cada processo da guitarra com um desafio específico de proporção muito maior. Vai te encurralar de um modo que será necessário mudar boa parte da sua vida para conseguir fazer aquele solo, ou cortar cenoura sem hesitação, ou bater palmas no ritmo, ou produzir um sumi-ê verdadeiramente esportâneo…

Se bem usada, qualquer coisa pode servir para espelhar sua vida, como um mecanismo orgânico de biofeedback e auto-regulação. Se você relaxa, o som do berimbau sai perfeito. Se você surta, o berimbau grita isso na sua cara e para os outros. É quase como se você começasse a enxergar nitidamente alguns monstros abstratos como medo e impaciência.

O resultado técnico é o de menos. O que importa é quanto o corpo aprendeu e como ele começou a se mover por trás, em paralelo, ao redor daquele aprendizado específico. Se começamos a fazer esse processo com várias coisas, nossa vida inteira pode se transformar em um treinamento incessante. Mas esse é um ponto que precisa de outro texto para ser detalhado. Entraremos nisso em breve.

Estou curioso para saber se vocês têm mais exemplos e relatos do primeiro tipo (momentos corriqueiros que evidenciam grandes dinâmicas da sua vida) e do segundo (processos comuns que nos possibilitam treinar outra coisa). Seguimos o papo nos comentários.

Fonte: Papo de Homem

A linha tênue entre a atração por uma jovem mulher e o desconforto de considerar-se um pervertido.

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Lolita, o clássico de 1955 escrito por Vladimir Nabokov, foi um dos primeiros romances a exemplificar com clareza a linha tênue existente entre a atração por uma jovem mulher e o desconforto de considerar-se um pervertido. Na trama, o professor se apaixona pela enteada de 12 anos, uma bela e pura espécie de mulher com futuro promissor.

O acadêmico não resistiu.

Esse tesão reprimido e natural por jovens também foi destacado na dramaturgia brasileira por meio da série Presença de Anita (2001). A protagonista interpretada por Mel Lisboa, então com 19 anos, fazia o papel de colegial sonhadora do interior paulista. A jovem cai nas graças logo de José Mayer, galã master e ticudo inconstitucional da televisão.

Mayer não resistiu.

As ações naturalmente pautadas pelo instinto desses dois personagens não são apenas esporádicas. É comum o homem questionar-se a partir de quando pode ser tratado como ético sentir tesão por uma novinha. A justiça diz que ela deve ter 18 anos. Mas o que fazer quando a sua piroca não conhece o código penal?

Esperar.

O dia que José Mayer foi você: vítima da carne

Não que eu seja um visionário da calcinha.

Longe disso.

Mas algumas mulheres que povoam a mídia e abrilhantam o atual horário nobre da televisão brasileira confirmam uma informal projeção: estamos bem servidos de beleza. E chega a ser tocante ver como artistas mirins cresceram, se alimentaram corretamente, tiraram a CNH e nos permitem exaltar as mais primitivas reações sem qualquer repressão da paróquia.

Mallu Magalhães

A antiga menina chata pode até continuar chata. Mas é visível como o tempo foi gentil com a jovem. O cabelo cresceu, o corpo desenvolveu e sua capacidade de nos fazer babar foi revelada. Hoje, enfim, Mallu é uma mulher. Tem 19 anos, toca violão e dirige. Verdade que não chegou a usar Windows 95, jogar Super Mário World e ver a Seleção do Parreira.

Mas deve ter um X-box. Com Kinect.

Isso me serve.

Aprenda sobre investimento futuro com Marcelo Camelo

Bruna Marquezine

Bruna Marquezine estudou tradicional colégio de freiras Santo Antônio, no Rio de Janeiro (RJ). Esteve no elenco das novelas: América, em 2005, interpretando a personagem Maria Flor; Cobras e Lagartos, em 2006, interpretando a personagem Lurdinha; Desejo Proibido, em 2007, interpretando a personagem Maria Augusta; e Negócio da China, em 2008, interpretando a personagem Flor de Lys.

Seu último trabalho foi em Aquele Beijo, onde teve grande destaque.

Tem 17 anos.

Por isso achamos melhor não escrever muito além do que está na Wikipedia.

Sub-18

Marina Ruy Barbosa

Marina é ruiva. Está no Twitter.

Oi, Marina.

Também estou no Twitter. 

DM.

Marina Ruy Barbosa @mariruybarbosa is now following you (@fagundes) só que não

Debby Lagranha

A Menina Debby era a Duda Litlle dos anos 90. A pirralha entrava nos filmes do Dida e da Xuxa quando a personagem criança era necessariamente loira.

Ou seja, sempre.

Da voz irritante e interpretações medíocres, Debby foi para o status de mulherão. Ganhou destaque em 2011 após o ensaio ao Paparazzo. Quem não lembrava da garota, hoje lembra. Lembra direto. Quase todos os dias.

Fap for life.

#voltadebby

Isabelle Drummond

Isabelle Drummond surgiu como a Emilia na versão repaginada de O Sítio do Pica Pau Amarelo. Nem o mais doente dos seres sexuados poderia imaginar que atrás daquele monte de maquiagem brotaria uma mulher dessas. Isabelle é hoje uma das atrizes jovens de beleza mais arrojada dessa geração.

Ela mistura no desenho do rosto uma simplicidade que sorri e no olhar uma agressividade que intimida.

Broto: ela é muito.

E eu juro: clique para ver mais fotos

É estranho ver a evolução daquelas pirralhas. Da TV, da rua, do colégio, das amigas da irmã ou a filha do vizinho.

Mas um dia elas crescem. Evoluem. Provocam. Te fazem de bobo.

Nos fazem de bobo.

E nós, os bobos, nos perguntamos como é possível a guria ficar tão espetacular de uma hora para outra. A resposta, entre olhares incrédulos e a iminente decepção de ter passado do tempo, é tão singela quanto resolutiva: nuggets de frango.

Como faz bem esse nugget de frango.

Fonte: Papo de Homem

[+18] Fetiches sórdidos que as mulheres não tem coragem de pedir

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Mulheres são adoráveis criaturas. Frágeis princesinhas, bonecas delicadas, sonhadoras românticas cujas maiores fantasias sexuais envolvem fazer amor na praia, sob a luz do luar.

Fetoches sórdidosLembra como ela era toda delicadinha, meiguinha, menininha? Sabe o que ela queria de verdade? Só clicar na foto pra saber.

Não.

Nós todas, sem exceção, também nascemos e crescemos com os maus gostos e maus cheiros do corpo humano. Viemos também, já como item de fábrica, com os maus hábitos de higiene duvidosa. Umas mais, outras menos. Mas todas temos. Sim, a gente dorme com a mão dentro da calcinha quando tá frio e o nosso buraco não foi feito somente pra fazer sexo anal. Já dá pra tirar ideias disso tudo.

Quanto mais eu escrevo sobre sexo na internet, mais me surpreendo com os comentários femininos em cada post. São mulheres me perguntando como aprender a ejacular, falando que adoram receber porra na cara e fazem questão de se lambuzar e lamber tudinho. Algumas muitas com curiosidades sobre bissexualidade ou dupla penetração.

Engraçado ver como, em 2012, ainda temos como revelador um livro como o My Secret Garden, da escritora americana Nancy Friday, que escreveu, ainda na década de 70, esse clássico pioneiro da sexualidade feminina, livro que retrata justamente os anseios das mulheres sobre o sexo, e não só o estereótipo de feminilidade delicada e submissa, mesmo na cama.

Há muita mal-comida por aí e também mulheres que têm problemas em aceitar a própria sexualidade, ou que levam tabus da sociedade pra cama. Se você começar a se enroscar com uma mulher de sexualidade mal-resolvida, vai ter complicações por um bom tempo. Isso se o sexo não for uma prioridade pra você.

Sexo com outra

Fetiches sórdidosNão, não é só um fetiche dos homens

Uma das coisas que mais vejo as mulheres comentando é o desejo de fazer sexo com outra mulher. A maioria delas camufla o desejo com a palavra “curiosidade”.

Tudo bem, eu posso fingir que não sei que você se excita vendo um pornô lésbico, que você não tem vontade de acariciar um belo par de seios, lambê-los e sentir na língua a textura, o macio da pele. Explorar o interior das coxas macias de outra mulher, fazê-la gemer no teu ouvido, sentir uma língua delicada e esperta no meio das pernas.

As modalidades variam: algumas têm vontade de fazer com o parceiro só olhando. Outras desejam o pai-de-todas-as-fantasias threesome, mas temem pelo ciúme.

Só uma coisa é certa: o número das bi-curiosas vem crescendo bastante de uns anos pra cá (eu ouvi um “hallellujah, irmãos”?). Uma variante menos comum é o desejo de fazer sexo com dois homens mas, geralmente, quando vejo uma mulher falando de um terceiro elemento numa transa, ela se refere a uma mulher.

Ejacular pela vagina

Fetiches sórdidosEstamos em busca do orgasmo perfeito, claro

Outro desejo feminino recorrente é o de ejacular/squirting. Não tem como não gostar: o bagulho é bom pra caralho, o orgasmo pelo ponto G é de deixar as pernas bambas, sacudir o corpo todo, revirar os olhos e sair de órbita por uns bons 15 segundos. Todo homem devia ter a obrigação moral e cívica de aprender.

Até porque não há um que resista ao tesão de ver sua mulher, depois de uma gozada dessas, voltando pro Planeta Terra ofegante, completamente molhada e rindo que nem uma boba e sem força alguma. Nem todas chegam a verter líquidos, isso aí já exige bastante técnica e prática. Mas que elas querem muito, ah… isso querem.

Ainda bem que, ganhando orgasmos fortes assim, não há uma mulher sequer que queira parar de treinar e treinnar e treinar mais… até conseguir. Se não conseguir, pode ficar tranquilo que vai ter ainda mais treinos.

Negros, narigudos, japoneses e outros tipos específicos

Fetiches sórdidosPorque um negão pode fazer uma mulher subir, literalmente, pela parede. Não porque ele é fodão, mas porque era só o que ela queria

Eu andava com uma menina que só trepava com japas. Em Goiás, são poucos os descendentes nipônicos e os poucos que moram aqui são, em sua maioria, muito feios ou muito velhos. Eu não entendia como a minha amiga, toda loira e deliciosa, ficava se enroscando com o Jaspion ou o sr. Miyagui. Certo dia, no meio de uma conversa sobre, claro, sexo, ela me revelou o que eu não havia percebido até então: “e você, que só sai com narigudos?”.

Já fiquei com tanto narigudo feio e desinteressante que eu não podia julgá-la por fazer o mesmo com os japoneses. Existem mulheres com atrações por um traço físico específico dos mais variados.

Eu já tive tara só por cabeludos. Tenho uma amiga, loira e classuda, que jura não haver uma foda melhor que com negão. Onde trabalho, há uma menina morre de tesão quando vê um homem de óculos.Uma vez, meu psicólogo disse que a tara que tenho por narizes grandes é por pura associação inconsciente ao falo masculino, já que o nariz e o pinto são as duas principais protuberâncias frontais de um homem, juntamente com o pomo-de-Adão, que eu também adoro quando saltado. Freud dá um sorrisinho e se aconchega no caixão.

Há todo um padrão no inconsciente coletivo de pequenos grupos de mulheres que podem, de quando em quando, variar de acordo com suas experiências, sexuais ou de vida mesmo. Afinal, tudo o que vivemos durante nosso cotidiano invariavelmente  influencia o nosso apetite sexual. Isso dá até pano pra manga do próximo fetiche.

Like a boss e empregadinho gostoso


Link YouTube | “Vou fazer tudo o que o chefinho mandar”

Às vezes, a tara não é exatamente por um traço físico, mas sim pelo papel social desempenhado pelo homem. Quantas nós, quando estávamos no faculdade, nunca sonhamos em pegar o professor? Eu tenho um ex-namorado professor de ensino médio e o que não falta é cocotinha no pé dele. Mesmo ele não sendo exatamente um Brad Pitt, a posição de autoridade perante elas já basta pra causar o frisson. Transar com o chefe, com o diretor, muitas vezes não é exatamente por tesão na pessoa, mas sim no terno que ele veste, no escritório em que ele trabalha, na poltrona onde ele senta e no café e até no jeito como ele cobra relatório pras dez da manhã.

O oposto também existe, de mulheres que querem transar com quem lhes presta serviço. Quem nunca viu a famosa cena de filme pornô em que a dondoca seduz o motorista, ou o entregador de pizza? Entra aqui o oposto: o tesão em dominar um subalterno, em desviar a atenção de um inferior do que ele tem que fazer, só pra satisfazer os desejos da patroa ou cliente.

Fiquei muito abismada e curiosa quando uma amiga minha me contou que comprou uma mesa de jantar e , na maior cara de pau, ela me disse:

“Poxa, ele era todo fortinho. Simples de tudo, até meio jeca. Eu tava na seca e trepei com ele em cima da mesa recém-montada mesmo, que acabou quebrando. Sorte que ele tava lá pra montar de novo”.

Se lançassem a promoção “alô, dona de casa! Compre uma mesa e ganhe uma foda de bônus!”, aposto que ia vender muito bem.

Lugares públicos, ser pega, fazer sexo em locais proibidos

Fetiches sórdidos“Ai… que delícia! Será que tem alguém olhando?”

A rapidinha em lugares públicos é um clássico ainda insuperável. Toda mulher tem um tesão especial em ser fodida com urgência, com a calcinha só de lado. É um momento de muita adrenalina e pouco raciocínio lógico. Paradoxalmente, trata-se de um dos momentos mais criativos do ser humano. As posicões geralmente são das mais “arranjadas” pro momento de pura transpiração, tanto física quanto mental.

Admito que sou fã da modalidade. O tesão fica lá em cima rapidinho, não tem muito o que pensar – só agir – com toda aquela pressa frenética, deliciosa. É simplesmente fantástico!

Entretanto, o crème de la crème deixei agora pro final (deixem qualquer trocadilho de lado). Antes de escrever esse post, perguntei para muitas delicinhas o que elas mais desejavam na cama.

“Eu não te conheço/Me pega de jeito”

Não foi surpresa nenhuma a enxurrada de “estupro consentido!” que recebi como resposta. Pois é, meus amigos…

O fetiche que encabeça essa lista é justamente o mais “errado” moralmente. Estupro é crime. Fato. Você nunca deve comer uma menina que apagou de tão bêbada (aliás, isso nem graça tem). Você não deve desrespeitar uma mulher que não queira transar com você, por qualquer motivo que seja.

Tudo posto em seu lugar, uma das melhores coisas do mundo é ser comida com força. Com urros bestiais que ecoam pelo quarto, gemidos que viram gritos de prazer, puxões no cabelo, uma foda animalesca que faz todos os seus instintos mais viscerais se espalharem do útero para o resto do corpo.

Fetiches sórdidosTem que pegar com força, dominar com força, foder com força e gozar com força, muita força

Entretanto, alguns cuidados devem ser tomados. Por exemplo: não é toda mulher que tem essa fantasia. Na verdade, muito mais que 50% não sente um mínimo de tesão com isso. Se ela não for uma danadinha genuína, pode se sentir desconfortável e isso é o que menos queremos.

Pra sacar qual mulher toparia essa modalidade é fácil: basta observar se ela curte um lance mais agressivo. Se ela não reclama de tapas, se a submissão sexual é instintiva e bem vinda. Outro cuidado importante é estabelecer uma safeword. Isso nada mais é do que uma palavra fora do contexto sexual pra você saber se ela realmente tá afim do que você está fazendo. Num estupro consentido, é normal a menina gritar “não, não, por favor, não me come!”, mas isso é só parte do teatro. Na verdade o que ela mais quer é ser comida com brutalidade.

Antes do ato, deve se estabelecer uma palavra neutra, tipo “tango” ou “mostarda” ou qualquer coisa assim. Quando o “não” dela for pra valer, basta ela dizer a safeword e, com isso, o rapaz é obrigado a parar imediatamente o que estiver fazendo. Aprendi isso num clube de sadomasoquismoe me é muito útil até hoje. Pra quem interessou, mesmo que minimamente, há uma sessão de vídeos no site do Brazzers. Recomendo uma olhada sem nenhum tipo de conceitos formados. Olhe somente pela experiência.

Nota dos editores: sabemos que falar dessa realidade pode causar problemas, entãopedimos sua ajuda se você souber como falar disso de outro modo.

Princesinhas, sim. Safadinhas também

Sim, nós somos princesinhas e devemos ser tratadas como tal. A gente adora um chamego, uma mensagem dengosa, flores, mimos, tatibitate ao telefone.

Com a mesma intensidade, a gente adora uma putaria, foder pelo puro prazer de sentir prazer, de ter o tesão elevado a enésima potência. Somos delicadas, mas a gente aguenta um baita tranco. vai por mim.

“Ah… mas é uma mulher exata,ente assim que eu quero!”. Fácil, amigão. Basta dar carinho e, na mesma medida, liberdade e confiança pra mulher que você já tem. Só isso já va te garantir as fodas mais incríveis, todas pedidas – acredite – por elas.

Será que podia ser melhor?

Fonte: Papo de Homem

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Má governabilidade de Anastasia (PSDB) em Minas, deixa à deriva a parceria dele com o senador Aécio Neves (PSDB)

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SENADOR E EX-GOVERNADOR NÃO COMPARECE EM MAIS UMA INAUGURAÇÃO IMPORTANTE EM BELO HORIZONTE E INTENSIFICA OS RUMORES DE QUE A RELAÇÃO DELE COM O ATUAL GOVERNADOR ESTARIAM ESTREMECIDAS. MAS O PRESIDENTE TUCANO EM MINAS NEGA: “ESSES BOATOS SÃO UMA GRANDE BARRIGA”

Seria possível que, em menos de metade do mandato cumprido, o governador Antonio Anastasia (PSDB) já estaria brigado com o seu antecessor e padrinho político, o senador Aécio Neves? As principais lideranças tucanas em Minas Gerais negam veementemente e garantem que a relação entre os dois continua a melhor possível, mas os rumores sobre eventuais desentendimentos voltaram depois que Aécio novamente não compareceu em inauguração importante em Belo Horizonte, a do BH-Tec, parque tecnológico da capital mineira, ocorrida nesta quarta-feira.

Leia texto da jornalista Denise Silva para o jornal Hoje em Dia:

A ausência do senador Aécio Neves (PSDB-MG) em mais uma inauguração importante ontem, em Belo Horizonte, o Parque Tecnológico da cidade, onde estiveram presentes o secretário de Ciência e Tecnologia de Minas, Nárcio Rodrigues, e o governador de Minas, Antonio Anastasia, fez reacender os boatos de que a relação entre Aécio e Anastasia estariam estremecidas.

Questionado pela imprensa sobre o assunto, Nárcio Rodrigues desmentiu qualquer mal-estar entre os dois tucanos e argumentou que o senador do PSDB não marcou presença porque estaria em Brasília, participando de votações importantes.

“Aécio e Anastasia têm uma relação ótima, se falam sempre e estão afinadíssimos. Eles têm um projeto fechado e consolidado para as eleições em 2014″, afirmou.

No mesmo raciocínio, o presidente do PSDB em Minas, Marcus Pestana, também desmentiu que tenha ocorrido alguma briga entre o governador de Minas Gerais e o senador pelo PSDB. “Esses boatos não procedem, são uma grande barriga e um chute na arquibancada. Tem pessoas querendo criar fatos políticos, mas a verdade é que a relação entre o governador e o senador é sólida. Existe há dez anos. Eles se somam, se completam, cada qual com seus talentos e qualidades”, afirmou. Pestana garantiu que o governador e o senador do PSDB estarão juntos na próxima semana, em reuniões.

O deputado estadual e presidente municipal do PSDB, João Leite, atribui o fato de os dois políticos tucanos não estarem aparecendo juntos em eventos públicos às recentes viagens feitas por Anastasia. “O governador sai para viajar e os comentários já começam. Não tem nada de desentendimento. O PSDB é um partido pacificador e tem um projeto político maior, que envolve tanto Anastasia quanto Aécio”, afirmou o deputado.

Oposição. João Leite ressaltou a importância de os dois aliados continuarem marchando juntos, desconsiderando os boatos, já que, na opinião dele, o Brasil precisa ter um projeto alternativo de oposição em uma eventual candidatura à reeleição da presidente da República, Dilma Rousseff. “A presidente petista está bem avaliada nas pesquisas, mas em contato com os prefeitos e governadores, a gente enxerga o rombo que o governo federal vem deixando por ai. Mais um motivo que fortalece o PSDB e, consequentemente, a relação do governador Anastasia com o senador Aécio Neves”, argumentou.

Fonte: Brasil (Minas) 247

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Anastasia (PSDB), anuncia plano de enfrentamento da violência em Minas Gerais.

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ÁREA É UMA DAS MAIS CRITICADAS NA GESTÃO ANASTASIA (PSDB). ESTE ANO, GOVERNO JÁ FOI ACUSADO ATÉ DE ESCONDER NÚMEROS RUINS DE TAXAS DE HOMICÍDIO. PLANO PREVÊ NOVAS AÇÕES E OBRAS PARA A SEGURANÇA PÚBLICA

Fonte: Brasil (Minas) 247,

O governo mineiro anunciou, nesta quinta-feira, um plano para enfrentar a violência crescente no estado. O Plano Integrado de Enfretamento à Violência em Minas Gerais, anunciado pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds) e pelas polícias militar e civil, reúne ações, novos métodos e obras estratégicas para a área de segurança pública.

Estão previstas obras para um Centro de Prevenção à Criminalidade e um Centro Integrado de Comando e Controle e um novo prédio da Perícia Criminal. O investimento previsto é de R$ 225 milhões.

O plano vem em boa hora para o governador Antonio Anastasia (PSDB). A área de segurança é uma das mais criticas em sua gestão. Segundo o Mapa da Violência 2012, do Ministério da Justiça, São Paulo e Rio de Janeiro apresentaram redução na taxa de homicídios entre 200 e 2010, enquanto Minas teve o maior crescimento na região Sudeste. A própria Seds divulgou que a taxa de crimes violentos no estado aumentou 11% no ano passado, comparada a 2010.

No início do ano, o governo foi acusado de esconder alguns dados ruins da área de segurança. Uma auditoria dos números da área no estado foi pedida por deputados estaduais da oposição.

Em março, para contornar a crise, Anastasia trocou o secretário de Defesa Social. Saiu o deputado estadual tucano Lafayette Andrada, de perfil mais político, e entrou o procurador de Justiça Rômulo de Carvalho Ferraz, com mais conhecimento da área. Ao longo de sua gestão na Seds, Andrada foi fortemente criticado pela estagnação dos programas sociais em morros e as dificuldades de relacionamento entre as polícias civil e militar.

Leia o texto da Agência Minas sobre o pacote do governo:

A Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), em parceria com a Polícia Militar e a Polícia Civil, lançou, nesta quinta-feira (17), o Plano Integrado de Enfrentamento à Violência em Minas Gerais. O documento reúne ações, novos métodos e obras estratégicas para a segurança pública, com o objetivo de reduzir os índices de criminalidade violenta no Estado. Para a execução do Plano, serão investidos cerca de R$ 225 milhões.

O Plano contém diversas ações de cooperação institucional e de integração dos trabalhos desenvolvidos pelos órgãos do sistema de defesa social do Estado. Uma delas é a formalização de um termo de cooperação com o Ministério Público e o Poder Judiciário para a realização de ações conjuntas e permanentes, considerada um marco histórico para o Sistema de Defesa Social.

Nesta semana, como resultado do início desta parceria, foi criado o Comitê Interinstitucional de Monitoramento e Repressão de Crimes Violentos, que prevê o acompanhamento diário da violência no Estado e a proposição de estratégias para a repressão de novas modalidades de crimes, como explosão de caixas eletrônicos. A partir de junho, também serão realizadas reuniões integradas nas 15 Regiões Integradas de Segurança Pública (Risps) localizadas no interior do Estado, com o objetivo de diagnosticar e definir ações regionalizadas de combate à criminalidade.

Entre as obras previstas para 2012, vale ressaltar a criação de três novos Centros de Prevenção à Criminalidade, que possibilitarão a implantação dos programas Fica Vivo e Mediação de Conflitos em áreas de vulnerabilidade social da Região Metropolitana. Uma inédita Central de Recepção de Flagrantes também possibilitará uma análise célere dos casos de flagrante delito, evitando o contingenciamento desnecessário de pessoas em unidades prisionais do Estado.

Outra obra que será iniciada em 2012 é a do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), que reunirá, em um mesmo espaço, as polícias Civil, Militar e Federal, o Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal, a Defesa Civil e agentes da Prefeitura Municipal, congregando trabalhos de inteligência e otimizando recursos. O novo prédio da Perícia Criminal da Polícia Civil, que integrará o Instituto Médico Legal (IML) e o Instituto de Criminalística também terão suas construções iniciadas em 2012.

Entre as expansões de programas, destaque para a campanha “Sou pela Vida. Dirijo sem Bebida”, que passará a ter um Posto Integrado de Trabalho para possibilitar o fechamento de ocorrências de trânsito no próprio local das abordagens em Belo Horizonte. A campanha “Sou pela Vida” terá ainda blitze diárias na capital a partir de julho e abordagens em outras cidades como Juiz de Fora, Montes Claros, Governador Valadares e Uberlândia até o fim do ano.

Nas áreas prisional e socioeducativa, o plano traz a garantia da criação de cerca de 2.500 novas vagas até o final do ano em penitenciárias e presídios do Estado, com destaque para a inauguração da primeira unidade prisional fruto de uma parceria público-privada do Brasil. As Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (Apacs) também ganharão 625 novas vagas, com a construção de quatro novas associações e a formalização de parceria com o Tribunal de Justiça de Minas (TJMG) para a manutenção de outras quatro. Também serão abertos concursos públicos para a contratação de 3.410 agentes penitenciários e 390 agentes socioeducativos.

O Plano Integrado de Enfrentamento à Violência foi desenvolvido de forma colegiada, a partir de reuniões com representantes do Sistema de Defesa Social do Estado, sindicatos e associações das polícias e do sistema prisional e socioeducativo, além de especialistas em segurança pública. Nos últimos 50 dias, estes atores discutiram prioridades com o secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz, com o comandante geral da Polícia Militar, Márcio Martins Sant´Ana e com o chefe da Polícia Civil, delegado geral Cylton Brandão da Matta.

Do total de investimentos previstos para este ano, R$ 66 milhões serão executados por meio de convênios firmados com o Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES) e com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Ao todo, o Governo de Minas está captando R$ 267 milhões junto a essas duas instituições financeiras, que serão investidos até 2014. Os recursos serão utilizados prioritariamente em ações de integração das polícias, em projetos da Polícia Civil e da Polícia Militar, bem como em ações e programas de prevenção à criminalidade.

reuters289

“O QUE ME PREOCUPA MAIS QUE A LEI GERAL É A GESTÃO DA COPA”, DIZ ESPECIALISTA

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Em entrevista, o advogado Gustavo Lopes de Souza afirma que o governo sabia das demandas polêmicas da Fifa desde 2007

A Lei Geral da Copa, aprovada no Senado na última quarta-feira (9) e que espera sanção da presidente Dilma Rousseff, é considerada inconstitucional por alguns juristas e desagrada os movimentos sociais por conter pontos polêmicos como a permissão da criação das zonas de exclusão, a obrigatoriedade de férias escolares durante todo o período dos jogos, a criação de crimes especiais durante a Copa, a permissão da venda de bebidas alcoólicas nos estádios e a responsabilidade do Estado por “quaisquer danos e prejuízos” causados à Fifa (Veja quadro no pé da matéria).

Mas também há quem afirme que estas condições foram negociadas com o governo lá atrás, na candidatura do Brasil para a Copa – e só quem  não ficou sabendo foi a população. Em entrevista ao Copa Pública, o advogado especialista em direito desportivo Gustavo Lopes de Souza, autor do livro “Estatuto do Torcedor: A Evolução dos Direitos do Consumidor do Esporte”, explica que as mesmas regras foram colocadas para a Alemanha e para a África do Sul, mas que cada país negociou e geriu de formas diferentes, dando rumos opostos à Copa: “A Alemanha lucrou 140 milhões de euros com a Copa do Mundo. Sabe quando a África do Sul lucrou? Nada”.

O que o senhor acha da versão da  Lei Geral da Copa que foi aprovada no Senado?

O que eu costumo dizer é que em 2007, quando o Brasil conquistou o direito de organizar a Copa do Mundo, aceitou os preceitos estabelecidos pela Fifa. Preceitos de ordem absolutamente comercial. O poder executivo brasileiro já sabia de todas as exigências da Fifa em 2007. A Lei Geral da Copa está sendo debatida agora, mas nada ali é novidade para niguém. Na revista Carta Capital, se não me engano, tinha uma matéria com o título: A Copa é de quem? Uma foto do Blatter e uma foto da Dilma. Não há dúvidas de que a Copa é da Fifa!

Como isso aconteceu nos outros países? Na Alemanha e na África do Sul, por exemplo?

Alguns dos debates que nós travamos aqui também foram travados na Alemanha. Um deles foi sobre a liberação de vistos. Porque facilitaria a entrada de qualquer um em território alemão, teria o perigo de terroristas etc. A Alemanha simplificou o procedimento consular para conceder o visto, mas não abriu mão de seus ritos. Já a África do Sul abriu mão de tudo.

Este foi o ponto mais crítico para a Alemanha?

Um dos mais críticos. Outro grande problema que aconteceu lá foi por causa da bebida alcoólica, mas sob outro aspecto. Talvez lá tenha sido o lugar com mais problemas com as condições comerciais da Fifa. Porque aqui no Brasil a briga é a respeito de entrar com bebida alcoólica no estádio. Vários setores da sociedade são contra e a Fifa quer a entrada de bebida por causa da patrocinadora Budweiser. Na Alemanha a discussão foi outra. O país é conhecido por suas cervejas, principalmente as artesanais. E a Budweiser teria exclusividade dentro dos eventos. A Alemanha queria que além da Budweiser fossem vendidas suas cervejas artesanais. A Fifa acabou cedendo mas apenas nas cidades em que havia fábricas de cervejas artesanais; eles alegaram que a cerveja estava ligada à cultura local. A Fifa exige de todos os países. A diferença está na condução disso.

Enquanto a Alemanha botou limites a África do Sul cedeu em tudo…

Exatamente. A Alemanha lucrou 140 milhões de euros com a Copa do Mundo. Sabe quando a África do Sul lucrou? Nada. Por quê? Pela maneira de se conduzir a coisa. A Alemanha pensou no legado. No ano seguinte à Copa, foi o segundo país mais visitado do mundo e um estudo apontou que o grau de simpatia de turistas com o povo alemão foi o maior da história desde a segunda guerra mundial. E a África do Sul?

Mas você tem críticas à nossa Lei Geral da Copa?

Eu não concordo por exemplo que a Fifa seja dispensada de pagar as taxas do imposto INPI, que todo mundo paga. Se eu tenho uma marca, tenho que pagar. A Fifa não. Proibir o marketing. É realmente complicado se, por exemplo, eu torço para um time de futebol que tem marcas na camiseta e eles me proíbem de entrar no estádio. Porque a pessoa tem que ter a intenção de fazer marketing. Tem outra questão que eu considero um retrocesso. O nosso Estatuto do Torcedor diz que os organizadores de eventos esportivos responderão, independentemente de culpa, por quaisquer danos causados aos torcedores. Se ontem no jogo do Atlético Mineiro com o América eu caísse da arquibancada ou alguém me agredisse dentro do estádio o clube mandante e a federação mineira organizadora teriam que me indenizar, independentemente da culpa deles. Segundo a nossa Lei Geral da Copa, a Fifa não responderá da mesma maneira. A pessoa que sofrer um dano durante um jogo da Copa do Mundo vai ter que provar que a Fifa teve culpa, o que não vai acontecer. Mas realmente o que me preocupa mais até do que a legislação é a gestão disso tudo. Não só durante os jogos mas depois, com estádios que vão virar elefantes brancos, por exemplo. A África do Sul está sofrendo até hoje com a subutilização das obras e com a falta de legado que a Copa deixou por lá.

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