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Uma descoberta: a ferida interna no meu colo do útero.

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timthumb (1)Descobri, recentemente, uma ferida no meu colo do útero. Não era uma feridinha qualquer. Assustei quando, de pernas arregaçadas, vi na tela do notebook da ginecologista a imagem ampliada em vídeo da minha vagina aberta com o espéculo. Parecia que o machucado cobria toda a área do meu colo. A médica disse que era de grau -3, o maior diâmetro na classificação daquele tipo de lesão. Medo.

Segundo ela, parecia HPV (papiloma vírus humano). A doutora explicou que 80% da população sexualmente ativa já teve contato com o vírus. E todo mundo já ouviu que o HPV pode evoluir para um câncer de útero. Bem nessa época, surgiram outros probleminhas chatos, como dificuldade para urinar e foliculite – inflamação dos folículos capilares nos meus pentelhos (ieargh!). Então já viu. Comecei a me culpar de ter deixado chegar àquele ponto. Perguntar-me como pude vacilar assim, mesmo com tantos cuidados com a minha saúde. Enquanto não recebia o resultado do exame, os questionamentos sobre o que poderia haver comigo não saíam da cabeça. Bateu a neura de que era algo grave.

Não à toa. A história da minha ferida no colo de útero remonta três anos atrás, quando eu ainda me consultava com outra especialista. A ginecologista anterior contou que talvez fosse necessário cauterizar. Então prescreveu outros exames, identificou inflamação e metaplasia escamosa, mas mesmo assim disse que a ferida parecia estar regredindo. Pediu-me, portanto, que voltasse ao seu consultório dentro de seis meses. Ou seja: a médica que encontrou, tanto tempo atrás, aquela ferida dentro de mim, nem sequer explicou qual a causa. Muito menos tratou devidamente. Adiou.

A natureza não enrola

Coube a mim imaginar o motivo daquela lesão. Uso o DIU Mirena há mais de seis anos. É a marca de um dispositivo intra-uterino que, além de prevenir a gravidez de diversas maneiras, libera gradualmente hormônios como a progesterona, dentro do organismo. Com isso, o contraceptivo impede a formação da parede do útero (o endométrio), diminuindo o volume da menstrução. É libertador. Algumas garotas contam que nem chegam a menstruar usando o Mirena. No meu caso, tenho sangramento apenas um dia por mês – pequenas gotículas que mal chegam a sujar o mini modess. O valor desse DIU gira em torno de R$ 1.000,00. No fim das contas, o custo-benefício é alto, pois a validade do produto é de cinco anos. Como, por motivos financeiros, não quero engravidar no momento, já estou usando meu segundo Mirena. Recomendo.


Dessa forma, calhou de imaginar que a ferida teria sido provocada pelo DIU. Como a médica só me respondeu que várias poderiam ser as causas e que era preciso acompanhar, aquele motivo me pareceu plausível. Mas os tais seis meses de retorno à ginecologista nunca são tão exatos. A agenda dela vive cheia, a minha idem. Então, entre a nova consulta e os novos resultados de exame e o novo retorno com o diagnóstico, passou-se quase um ano. Já era época de troca do Mirena. Viajei à minha cidade e agendei o procedimento com uma ginecologista de infância, que me dá um descontão. Ela explicou que o DIU não deveria ser a causa da lesão no meu colo de útero – que continuava lá e não parecia estar regredindo. Coloquei o novo contraceptivo e voltei para São Paulo, no meio daquela loucura de início de ano.

Passaram-se mais alguns meses até que eu conseguisse agendar nova consulta com a médica que descobriu a ferida. Qual foi a minha surpresa de chegar lá e descobrir que a doutora não atendia mais o meu plano de saúde. Ou seja, dei literalmente com a cara na porta. No dia, decidi fazer exames de rotina nos postos da rede pública, para desencargo de consciênca. Peguei o resultado negativo dos meus exames de AIDS, sífilis, hepatites B e C. Os postos de atendimento da prefeitura de São Paulo são bem eficientes. O teste rápido de HIV fornece um laudo confiável no mesmo dia, em menos de uma hora. Os demais exames saem em cerca de quinze dias. Não precisei esperar na fila nenhuma das vezes que fui atendida.

Cicatrizando a ferida

Acontece que o colo do útero não dói. Por isso as doenças na região são conhecidas como silenciosas. Então, satisfeita, de posse dos resultados, saí de férias. Pensando em procurar nova médica para me atender, assim que voltasse. Novo início de ano, novas atribulações sem fim. Só agora, em abril de 2012, consegui ser atendida por outra ginecologista. E vi a ferida imensa. Ela não regrediu, como a médica anterior havia sugerido. Pelo contrário, cresceu. Neura.

A doutora sugeriu um exame mais preciso que o papanicolau de citologia convencional – que é antiquado. Tive que desembolsar R$180,00 para fazer o teste conhecido como método ThinPrep, de citologia em base líquida, pois meu plano não cobria essa procedimento. Paguei o preço, por não desejar mais dúvidas a respeito do meu problema. Demorou um mês para sair o resultado e a ansiedade me afligia mais a cada dia. A preocupação de imaginar que poderia haver um HPV evoluindo no meu corpo há mais de três anos.

Quando finalmente recebi o diagnóstico – que alívio! Não era HPV a causa da lesão, mas uma bactéria também muito comum. A gardnerella faz parte da flora natural da vagina. Em alguns casos, diante de um desequilíbrio dessa flora, ela predomina e provoca uma inflamação na região, conhecida como vaginose bacteriana. O principal sintoma desse distúrbio é um leve ardor e uma coceira, podendo ter também corrimento. A doença é, geralmente, tratada com a ingestão de antibióticos e cremes locais. Mas, no meu caso, seria necessário uma intervenção mais séria, devido ao estágio avançado do processo inflamatório. Ingeri previamente antibióticos, mas isso não bastava. Era preciso cauterizar a ferida.

A ginecologista explicou que existem diferentes tipos de cauterização do colo de útero:

Cauterização de alta frequência

Procedimento mais invasivo, que se assemelha uma raspagem. Um tipo de biópsia que retira a área lesionada.

Criocauterização

Cauterização a frio, geralmente com nitrogênio líquido, queimando as células da lesão.

Cauterização química com ácido

Promove a destruição do tecido lesionado com uma substância cáustica.

Eletrocauterização

Uso da eletricidade para queimar a ferida, com um aparelho denominado eletrocautério.

Cauterização a laser

Indicado para os casos de HPV. É o procedimento mais preciso, menos dolorido e também mais caro.

Optei por fazer a cauterização com ácido, pois era o que eu podia pagar. Novamente, o tratamento não era coberto pelo meu plano de saúde. Desembolsei R$ 250,00 para ter meu útero queimado com uma substância cáustica. Não dói. Logo após o uso a aplicação do ácido, senti uma leve cólica, devido à contração uterina. Esperei 10 minutos deitada e, segundo a médica, em uma semana já posso retomar a atividade sexual sem restrições.

Prevenção

Terei que fazer novos exames em um mês. Dessa vez, a consulta já foi previamente marcada, pois pode ser que a ferida não cicatrize por completo. Sobre a foliculite, a médica explicou que talvez fosse uma sequela da depilação definitiva feita de forma inadequada. Segundo ela, o mau uso da depilação a laser pode até escurecer a virilha. Já que comprei minha depilação no Peixe Urbano, estou bem receosa de voltar para a próxima sessão.

Para prevenir, logo tomarei vacina contra o HPV. Não é a solução definitiva para a doença, pois existem mais de 40 subtipos do vírus que podem ser transmitidos até com camisinha. Porém, estudos indicam que ela reduz em 75% os casos de incidência do HPV. Mas é claro que não  dispenso o preservativo de látex em minhas relações. A camisinha pode não impedir a manifestação de todas as DSTs, mas minimiza os riscos de transmissão consideravelmente.

Nunca deixe de se cuidar ou permita que os médicos adiem seus tratamentos. Prevenção e informação nunca são demais. Quem tiver passado por problemas similares, conte nos comentários como foi. A troca de experiências pode ajudar quem sofre de problemas parecidos.

Fonte: Lasciva

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A outra versão para a saída de Patrícia Poeta do Jornal Nacional

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Pronta_bancada“Quando se despediu do Jornal Nacional, em 31 de outubro, Patrícia Poeta afirmou que na semana seguinte começaria a trabalhar no projeto de um programa de variedades que irá comandar na Globo em 2015. Passados quase 20 dias, nenhuma movimentação ocorreu em torno do novo programa e nenhum profissional da emissora foi deslocado para trabalhar na criação ao lado de Patrícia, diferentemente do que aconteceu com Fátima Bernardes em 2011.

Segundo uma alta fonte na Globo, Patrícia Poeta vai passar uma temporada na “geladeira” da emissora. Seu novo programa, se sair do papel, só estreará na metade do segundo semestre do ano que vem. Não há nada programado para a jornalista na nova programação que estreia em abril. Ela deve receber um “castigo” porque, ao pedir para deixar o JN, justificou que o telejornal limitava seu crescimento, o que foi visto como uma ingratidão e afronta.

O Notícias da TV apurou que Patrícia solicitou desligamento do Jornal Nacional pouco antes da Copa do Mundo, cansada do desgaste com William Bonner, que nunca a tolerou. Na época, a cúpula da Globo pediu para ela pensar melhor e continuar na mais importante bancada do país. Imaginava-se que as ancoragens do Mundial a fariam esquecer os problemas, mas um comentário de Bonner durante a Copa detonou nova crise.

Com o desempenho sofrível nas rodadas de entrevistas com presidenciáveis, em agosto, Patrícia Poeta selou sua saída do JN. O pedido de desligamento feito antes da Copa virou um álibi para a cúpula agir.

Patrícia foi substituída por Renata Vasconcellos, que ficou pouco mais de um ano no Fantástico. Na despedida do JN, ela foi irônica com Bonner, referindo-se a ele como “editor-chefe” em duas ocasiões.”

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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O juiz João Carlos de Souza, a fiscal de trânsito Luciana Tamburini, a Lei Seca, a Justiça sob a redenção (não de Deus) no Rio de Janeiro.

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tumblr_mk0mlsPjIZ1qfji2jo1_r1_500O famoso caso do juiz João Carlos de Souza Correa encerra boa parte dos problemas do Judiciário brasileiro, em especial o espírito de corpo.

A agente fiscal Luciana Tamburini, que afirmou que ele não era Deus numa batida da Lei Seca, quis ser irônica, mas Correa e seus colegas têm, sim, natureza divina. Isso ajuda a explicar uma carreira tão rica em arbitrariedades permitidas e, em consequência, alimentadas por seus iguais.

Em 48 horas, recebeu dois presentes: o TJ do Rio de Janeiro manteve a decisão do desembargador José Carlos Paes condenando Luciana a pagar-lhe de 5 mil reais. E o jornal O Globo será obrigado a desembolsar 18 mil reais de indenização por causa de uma matéria de 2011 que contava, entre outras coisas, que Correa dera voz de prisão a funcionários de uma empresa que foram a sua casa cortar o fornecimento de energia por falta de pagamento.

Correa faz, basicamente, o que quer. Sua passagem por Búzios é recheada de escândalos. Titular da 1ª Vara da Comarca local entre 2004 e 2012, ganhou em 2011 um abaixo-assinado da população pedindo sua saída.

Brigou com turistas, deu voz de prisão a uma jornalista, teria tentando entrar num navio de cruzeiro para ir ao free shop. Autorizou o despejo de 10 mil famílias numa disputa por uma área de 5 milhões de metros quadrados. Um advogado reivindicava a posse da terra contra as pessoas que tinham registro por usucapião. O substituto de João Carlos em Búzios, Marcelo Alberto Chaves Villas, acabou anulando a medida, classificando-a como “constrangedora”.

A justificativa do desembargador Paes para manter a multa da fiscal Luciana Tamburini é memorável. “Tratando-se de uma operação de fiscalização do cumprimento da Lei 12.760/2012 (Lei Seca), nada mais natural do que, ao se identificar, o réu tenha informado à agente de trânsito de que era um juiz de Direito”, escreveu.

Bem, se isso não é carteirada, o que é? Se fosse um eletricista, digamos, qual teria sido o efeito da frase? Ainda segundo o desembargador, a fiscal “zombou do cargo por ele (Souza) ocupado, bem como do que a função representa na sociedade”.

O aspecto positivo do imbroglio é ter jogado luzes sobre os desmandos da categoria. Na internet, surgiram várias páginas de protesto contra o juiz.

“Eles só perdem mais crédito na sociedade”, disse Luciana, que declarou que vai recorrer “até ao tribunal de Deus” para reverter a decisão. Ela ainda não entendeu quem manda ali.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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Toda mulher precisa enlouquecer de vez em quando, ou acaba por enlouquecer de vez

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tumblr_n1x4s0TlMi1t0j8ebo1_500Curiosamente, um mundo loucamente imperfeito nos exige perfeição o tempo todo. De todos nós, de fato, mas, em se tratando de mulheres, as exigências são ainda mais exorbitantes e cruéis. O mundo espera de nós o que, talvez, sequer saibamos se é possível – e que muito provavelmente não é.

O mundo espera que sejamos bonitas, acima de tudo. Lindas, se possível. Bem cuidadas, magras, torneadas, gostosas e sexys. E tenta nos convencer que não somos bonitas se não vamos ao salão de beleza semanalmente.

Uma mulher ~perfeita~ para o mundo atual tem que trabalhar o dia inteiro – porque precisa ser independente – estudar – porque precisa ser culta – fazer dieta, ir à academia e manter os cabelos com um brilho espetacular. Ir à manicure, sorrir para a sogra e, depois de tudo isso, ter disposição para fazer um sexo memorável a qualquer hora, para que o mundo – e, em alguns casos, excepcionalmente o seu companheiro – a considere uma mulher que vale a pena.

E ainda é preciso encontrar tempo pra rezar pra não ser trocada por outra – por que, como já ouvi incontáveis vezes: homens disponíveis estão mesmo difíceis de encontrar. E depois de nos aterrorizar com toda essa história de que precisamos agradar nossos homens, muito mais, até mesmo, do que sermos nós mesmas, ele nos cobra lucidez. Segurança. Serenidade.

A verdade é que o mundo nos cobra equilíbrio quando tudo o que ele faz é nos desequilibrar. Nos cobra segurança quando tudo converge para que acreditemos que não somos nada sem um homem ao lado, nos cobra união enquanto, culturalmente, nos lança umas contra as outras, fazendo-nos uma cruel lavagem cerebral que tenta nos convencer de que somos desunidas e competitivas.

E os homens de nossas vidas – pais, companheiros, amigos – embora, muitas vezes, cheios de boas intenções, acabam por nos atribuir uma responsabilidade que talvez sejamos incapazes de assumir: a de sermos boas o suficiente o tempo todo.

De não mexer no celular dele. De deixá-lo ver futebol em paz. De não sentir ciúmes da amiga gostosa. De se portar dignamente, elegantemente, graciosamente. De não enlouquecer nunca – e se você aceita um conselho, toda mulher precisa enlouquecer de vez em quando, ou acaba por enlouquecer de vez.

Se cada homem no mundo pudesse escutar a minha voz, o único conselho que eu daria é: deixe-nos enlouquecer quando quisermos. Porque não há amor sem uma dose de loucura. Porque equilíbrio absoluto numa relação jamais foi um bom sinal. E toda mulher tranquila e que nunca te interroga sobre o seu atraso pode não ser tão equilibrada assim: ela pode, simplesmente, não te amar.

A intensidade é parte de cada passo nosso. A insensatez eventual nos é necessária e característica. E se não lhe tivermos um pouco de loucura, certamente não lhe temos sequer um pouco de amor.

Fonte: Entenda Os Homens

Anitta em ensaio fotográfico para uma revista, assim como a norte americana Kim Kardashian para outra revista. (Corpo a Corpo e Paper).

Anitta é naturalmente uma “Kardarshian” brasileira – sem plágio.

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Muitos são os humores de que a funkeira Anitta tem em sua arte – o dom de plagiar. Não é atoa que há acusações em seu maior hit de sucesso. A música “show das poderosas” é o epicentro da polêmica. As acusações são de que a menina carioca andou copiando a coreografia da pop star Beyoncé – fato ou boato? A justiça carioca apura o fato de que a letra da música é da outra funkeira MC Bruninha. As duas travam uma batalha nos tribunais cariocas.

Problemas com a música a parte. Agora será que Anitta será acusada de plagiar a socialite americana Kim Kardashian? Qualquer semelhança é mera coincidência – a menina da Cidade Maravilhosa tem todas as vantagens da “cavalona” americana. De cintura fina e bunda grande.

Anitta em ensaio fotográfico para uma revista, assim como a norte americana Kim Kardashian para outra revista. (Corpo a Corpo e Paper).

Anitta em ensaio fotográfico para uma revista, assim como a norte americana Kim Kardashian para outra revista. (Corpo a Corpo e Paper).

dispositivos-móveis

O fascinante – e perigoso – mundo dos dispositivos móveis

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dispositivos-móveispor Fernando Porto

Vivemos na era dos dispositivos móveis, não só em casa e no lazer, mas também no ambiente de trabalho, antes dominado apenas pelos desktops. Os grandes PCs continuam nas empresas, com hardwares mais enxutos e telas grandes. Mas o uso dos smartphones e tablets está sendo incentivado pelos chefes, já que a nova rotina representa mais produtividade. Nesse cenário novo, passam a existir conceitos baseados na tecnologia existente, como os termos: BYOD (Bring Your Own Device), BYOA (Bring Your Own Application) e BYOC (Bring Your Own Cloud).

“O simples poder de ter o acesso a praticamente tudo tornou-nos dependentes da tecnologia de mobilidade e de suas facilidades”, afirma Ricardo Giorgi, professor do curso de MBA em Gestão de Segurança da informação da FIAP, mestre em Engenharia da Computação pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e considerado um dos maiores especialistas do País nas áreas de segurança da informação e infraestrutura de redes.

Apesar de enaltecer as vantagens da era móvel, o professor alerta para o fato de que o aparelho de comunicação, agora um computador portátil, pode ser tanto ser o melhor amigo como o inimigo. “Os enormes riscos criados pela facilidade de acesso, de todos para tudo, têm sido motivo de preocupação de fraudes por grande parte das empresas. O simples fato de que um smartphone pode ser o veículo de vazamento de informações confidenciais do negócio de uma empresa tem deixado os CIOs numa grande encruzilhada”, analisa Giorgi.

Política de segurança da informação
E como permitir que os colaboradores utilizem seus dispositivos móveis para acesso a dados sensíveis por parte do negócio, sem correr riscos?  Para tratar esta questão, surgiu o conceito de MDM (Mobile Device Management) com o qual todos os funcionários que quiserem utilizar seus próprios dispositivos móveis terão, obrigatoriamente, que cumprir as diretrizes exigidas por parte dos empregadores, a chamada política de segurança da informação.

“Então qualquer colaborador que quiser utilizar seu dispositivo móvel para acessar os dados da empresa, deverá permitir a instalação de um agente de controle em seu aparelho a fim de que possa ser utilizado de forma segura para o negócio. Caso o colaborador se negue a permitir este tipo de instalação em seu aparelho, ele será imediatamente proibido de utilizar seu dispositivo para uso corporativo”, explica o professor da FIAP.

Se há essa questão de conformidade com os objetivos da empresa, como fica a questão do uso pessoal, de controle dos riscos do dia a dia no uso de smartphone, tablet e notebook? Ricardo Giorgi listou algumas recomendações básicas para proteção de nossos dispositivos móveis que tanto amamos.

1) O uso de uma senha para desbloquear o aparelho é fundamental. Contudo, esta proteção não impede o acesso a dados por conexão física direta ou o acesso ao cartão de memória. Desta forma, o ideal é utilizar aplicativos de criptografia.

2) O iOS da Apple possibilita a localização remota dos dispositivos previamente cadastrados. Este recurso permite que uma pessoa que perdeu ou teve seu aparelho roubado tenha a chance de encontrá-lo desde que o mesmo esteja conectado à Internet.

3) Se seu sistema for Android, é praticamente obrigatória a instalação de um antivírus de boa qualidade. “E instale somente apps a partir de lojas oficiais.”

4) Anote o número de seu IMEI no smartphone. Para obtê-lo digite *#06# e guarde este número num local seguro. Você precisará passar este número para sua operadora de celular em caso de perda ou roubo.

5) Utilize uma senha complexa, de preferência com caracteres alfanuméricos para bloquear o dispositivo, além do bloqueio automático de tela após certo tempo de inatividade.

6) Desabilite os recursos wireless e bluetooth quando não estiverem sendo utilizados.

Fonte: Vagas.Com

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(+18) Entrevistei um clitóris, queira saber os segredos.

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tumblr_m8irmxTFFz1ron54io1_250Por: Rita Abundacia

Apesar de ter um nome universal, o mesmo em quase todas as línguas, esta parte da anatomia feminina tem sido a grande desconhecida; e é até mesmo perseguida culturalmente. Por estar parcialmente escondido, o seu protagonismo tem sido menor que o de seu homônimo masculino, o pênis. Contudo, o clitóris parece disposto a fazer-se ouvir e a conquistar o seu trono. A indústria dos brinquedos eróticos começa a considerá-lo e, recentemente, a ciência permitiu que o visualizássemos em toda a sua extensão e em 3D. Agora que o universo catódico nos deu uma lição de história sobre a importância do orgasmo clitoridiano (graças a Virginia Johnson e Bill Masters em Masters of Sex), conversamos com o clitóris para averiguar um pouco mais sobre este grande desconhecido.

Você é o único órgão humano encarregado única e exclusivamente de dar prazer e, no entanto, não tem sido reconhecido como merece. Isto é mais uma prova da tendência masoquista do ser humano?

O pênis tem muitos monumentos, uma corrente artística, quase um gênero — o fálico. A mim, foram feitas poucas estátuas, e deveria ser exatamente o contrário. O meu trabalho é totalmente altruísta e desinteressado. E, apesar disso, sou também o único órgão que deve pedir asilo político. Em alguns países cortam-nos a cabeça, e isto as próprias mães fazem com as filhas. Imagine-se um lugar onde fossem cerceadas as orelhas às crianças ao chegarem à puberdade! Seria uma loucura, mas com a gente continua acontecendo.

Imagino-o ressentido com a vagina, que lhe tirou ao longo da história todo o protagonismo…

O que se pode esperar de uma sociedade tradicionalmente machista e puritana?! A penetração vaginal tem uma função reprodutora, e a ordem durante séculos foi “crescei e multiplicai-vos”. Eu, ao contrário, não trago filhos ao mundo. Muita gente ainda identifica o órgão sexual masculino com o pênis, e o feminino com a vagina. Mas não, senhor. Sou eu. A vagina é muito menos sensível. Quando ainda ouço a diferença entre orgasmo vaginal e clitoridiano, começo a rir. Todos os orgasmos passam por mim. Os da vagina não são senão uma estimulação indireta da minha pessoa. Poder-se-ia dizer que sou como um iceberg, mostro apenas uma parte muito pequena de mim, a outra se ramifica por toda a pélvis.

E o que me diz do famoso ponto G?

Sim, vá lá, montou-se um marketing com esse halo de mistério que o rodeia e que flutua entre a realidade e a lenda. Mas a cada dia nascem mais pontos, o A, o U. Todo um alfabeto. De minha parte, vejo o ponto G como um plano B. Não é senão uma estimulação indireta de mim. A ciência ainda tem muito a descobrir a respeito. Ultimamente, começa-se a falar do complexo uretra-clitóris-vagina, uma zona de estimulação erótica e sensorial muito potente que ainda está por descobrir.

Os orgasmos que algumas mulheres podem experimentar manipulando os seios também passam por você?

Sempre se falou de uma ligação entre o mamilo e o clitóris, um fiozinho que une esses dois pontos e que algumas mulheres conhecem tão bem. Especialistas da Universidade de Rutgers, nos EUA, criaram em 2011 um mapa cerebral do prazer sexual feminino. Através de escâneres, os pesquisadores puderam identificar as áreas do cérebro implicadas na excitação dos genitais femininos. Os resultados, publicados no Journal of Sexual Medicine, revelaram que a estimulação do clitóris não é a única que ativa o córtex sensorial, como se pensava, mas que estimular a vagina, o colo do útero ou os mamilos também desencadeia respostas cerebrais. O biólogo Barry Komisaruk, principal autor do estudo, explicava ao diário argentino Perfil: “O inesperado foi que a autoestimulação do mamilo ativa as mesmas áreas cerebrais que a região genital anima”. O que explica que algumas mulheres possam chegar ao orgasmo somente com a masturbação dos seios.

A ciência não esteve muito interessada em você ao longo da história; de fato, sua anatomia completa foi vista pela primeira vez em 1998, graças aos estudos de imagem por ressonância magnética realizados pela uróloga australiana Helen O’Connell.

E faz somente quatro anos que os pesquisadores franceses Dr. Odile Buisson e Dr. Pierre Foldès criaram a primeira ultrassonografia completa em 3D do clitóris estimulado. Eu digo que nunca houve lá muito interesse em mim. Freud afirmou que eu era um pênis inacabado, e que a mulher que experimentava prazer apenas comigo não havia madurado o bastante. Só em minha parte externa possuo umas 8.000 terminações nervosas, o dobro que as do pênis, e estas se comunicam com mais outras 15.000 na região pélvica.

Entretanto, os estudos de Masters e Johnson deram-no a conhecer ao grande público, e até contribuíram para desenvolver um novo tipo de feminismo.

Sim, eles descobriram uma sexualidade feminina independente do coito com os homens. Os achados científicos sobre mim demonstravam que se podia prescindir do homem. “Com frequência a mulher não fica satisfeita com uma única experiência orgástica”, disseram Master e Johnson em seu livro A resposta sexual humana. As feministas mais radicais ficaram bem contentes com esses descobrimentos porque demonstravam a superioridade sexual da mulher, a qual, além de tudo, era multiorgástica. Enquanto isso, os conservadores viam o orgasmo clitorídeo como uma ameaça à heterossexualidade. Sem ir tão longe, nem ser tão apocalíptico, a verdade é que, graças a esses descobrimentos, muitas mulheres reformularam suas relações sexuais e começaram a tomar as rédeas de sua vida erótica. Posso presumir a minha contribuição ao feminismo.

Diz-se que você que aguenta melhor o passar do tempo que o pênis.

Muitas mulheres experimentam a sua plenitude sexual na maturidade, aos 40 e tantos, mas não é de todo certo que eu aguente o tempo tão bem. O meu mecanismo é muito similar ao do órgão masculino. Tenho ereções e ejaculo — às vezes da maneira masculina — e, como o pênis, sou um corpo cavernoso, e afetam-me a hipertensão e a diabetes. Os anos não me favorecem; o que ocorre é que muitas mulheres me descobrem tarde, e só então começam a me desfrutar, a viciar-se em sexo e a tentar recuperar o tempo perdido.

E o que me diz da sua fama de lento, de necessitar de mais tempo, de que se doure mais a pílula para começar a se pôr a trabalhar?

O que demora mais: fazer um frango empanado villeroy ou colocar uma pizza pré-cozida no forno? As coisas boas se fazem esperar, e o que chega rápido se vai ainda mais depressa. De todo modo, isso também é um mito. Um estudo realizado pela Universidade McGill, de Quebec, no Canadá, dirigido pelo Dr. Irv Binik, demonstrou que não existe diferença na quantidade de tempo que ambos os sexos requerem para alcançar o seu máximo nível de excitação. Binik e a sua equipe valeram-se da termografia, medindo a radiação, em termos de temperatura, que emitiam os genitais dos sujeitos da pesquisa enquanto contemplavam diferentes imagens, pornográficas ou não. Tanto os homens quanto as mulheres começavam a sentir excitação nos primeiros 30 segundos. Isso demonstra que, se estimulada adequadamente, a mulher pode chegar ao orgasmo tão rápido quanto o homem, mas, realmente, interessa correr tanto?

O problema parece ser que você é bastante esquisitinho, e encontrar o que lhe apetece não é tão fácil.

O que tem havido é muita incultura e desconhecimento. Se até muitas mulheres não estão muito familiarizadas comigo, que vamos pedir aos homens? Há aqueles que me ignoram totalmente e se dedicam a fazer espeleologia vaginal. Há os que, tão logo me veem, arremetem contra mim sem piedade e de forma bruta, isto me assusta e me retraio, pois sou bastante tímido. Abundam os que se creem especialistas com a boca e, em vez de lamber-me com cuidado, parece que estão fazendo a minha ablação. E depois estão aqueles que sabem me satisfazer, ainda que não se possa dizer que sejam uma legião. Peço apenas um pouco de tato e delicadeza, mas aí novamente criaram de mim uma fama que não mereço, a de não-me-toques. Como se o pênis também não tivesse os seus rompantes e os seus fracassos.

Como se deve tratá-lo então, para que se sinta à vontade?

Como merece uma parte da anatomia tão delicada e sensível. Para estimular a mulher, há que se começar a tatear as zonas erógenas secundárias, para em seguida ir às primárias. Uma vez na zona genital, eu devo ser o último a tocar. Deve-se iniciar pelo monte púbico, lábios maiores, menores, o espaço entre eles, para depois começar a tocar-me, primeiro indiretamente e, após, já diretamente. Às vezes será preciso retirar um pouco o capuz que me cobre. Gosto das lambidas e das sucções, mais lentas ou rápidas, e intercalando o ritmo. Cada mulher tem as suas preferências. Algumas vezes, abordar-me pela retaguarda é mais prazeroso que de frente. E uma ducha, bem dirigida, pode ser muito estimulante.

Tenho entendido que você gosta muito dos brinquedos, e que as vibrações o estimulam.

Sim, são como borbulhas de champanhe, e é preciso dizer que ultimamente quem mais se importa comigo é a indústria dos brinquedos eróticos. Quase todos os vibradores têm agora seus estimuladores do clitóris, cada vez mais anatômicos e sofisticados. Isto para não falar daqueles desenhados especialmente para nós. Meu empresário está buscando um patrocinador para mim e, por enquanto, não me foi permitido fazer publicidade, mas há verdadeiras maravilhas no mercado. Toda mulher deveria ter um pequeno kit de sobrevivência para as épocas de vacas magras e descobrir que, quando a colheita é ruim, também é possível ser autossuficiente.

No seu caso, o tamanho também importa?

Não para o meu perfeito funcionamento. E mais, se sou muito grande, acabo por complexar a minha dona, que vê a coisa pouco estética. O homem que tem um pênis grande, ao contrário, é muito orgulhoso dele. Ainda existem esses dois pesos, duas medidas.

O que me diz dos púbis depilados, é a favor ou contra?

Entre nós mesmos há diversos setores. Alguns preferem não estar rodeados de pelo, porque argumentam que assim são melhor localizados e que têm maior sensibilidade; mas também existem os da linha pró Mato Grosso, que defendem a naturalidade e o papel protetor da penugem dos genitais, que atua como barreira para evitar a entrada de vírus e infecções. Ter o púbis como o de uma atriz pornô exige a eliminação constante do pelo, causando a inflamação dos folículos pilosos e deixando feridas abertas microscópicas. Isto, combinado com o calor e o ambiente úmidos dos genitais, cria um caldo de cultura para as bactérias patogênicas. É uma questão de moda e, conforme li recentemente, já existem algumas defensoras do felpudo. Não me estranharia nada que voltasse a tendência dos genitais peludos. Muitas que fizeram a depilação a laser precisarão, nesse caso, recorrer aos postiços.

Fonte: Diário do Centro do Mundo

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Desapegar, a meta.

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desapego2A ideia do desapego é bem simples na teoria e meio complicada na prática, como tudo na vida: viver sem amarras que te prendam demais a algo ou alguém de forma com que isso te torne extremamente dependente daquilo. Uns dizem que o desapego é um incentivo à vida irresponsável que não respeita sentimentos alheios e sugere o caos emocional onde as pessoas nunca se deixam levar a conhecer mais profundamente umas às outras. Outros dizem que é a solução pros problemas de ordem sentimental, que é o melhor remédio pra evitar corações partidos ou decepções maiores que tenham envolvido confiança ou algum depósito de expectativa na tal coisa ou pessoa.

Acho que a maioria de nós já se pegou naquele momento em que decide se apoiar ou não em alguém ou em alguma coisa da qual gosta muito. Eu mesmo tenho grandes problemas em me livrar de objetos antigos. Num dia desses, parei pra procurar a minha carteira e não achava nunca na bagunça de coisas antigas se misturando ao que eu precisava pra agora; passado e presente numa mistura confusa.

Foi aí que eu tive essa perspectiva diferente sobre o desapego. Confesso que via muita frieza no ato de “se livrar” das coisas e pessoas. Mas como é que eu vou conseguir dar lugar às coisas novas, ao meu presente, ao que eu preciso nesse momento se eu ainda guardo um monte de entulho que não me serve mais, que não me leva pra frente e que não faz a menor diferença na minha vida? Nesse sentido, pessoas e objetos podem ser bem parecidos. O meu guarda-roupa era um reflexo do que a minha vida tem se tornado com a minha política do apego indiscriminado às memórias inúteis.

Desapego, no seu sentido mais amplo, significa ser leve. Não é que você não possa amar algo ou alguém, não é que você precise ser frio e tratar tudo como descartável, mas precisa levar adiante apenas o que te faz bem. Soltar e deixar ir. Sem depositar aquela expectativa furada que vai gerar frustração. Sem colocar tanto peso num passado que embolorou e num futuro que ainda nem dobrou a esquina. Desapegar é revisitar a casa e achar o necessário, o dispensável e planejar a vida pro agora. Como eu disse no início do texto, é viver sem amarras, ainda que seja fácil na teoria e bem difícil na prática. A própria prática budista considera o desapego um dos ensinamentos essenciais da vida. É uma forma de não se prender a coisas que te escravizam e trazem prejuízo espiritual e físico. Não é falta de interesse ou fuga, mas uma consideração de que a vida pode ser melhor se vivida e planejada com a leveza do presente. É deixar estar.

Fonte: Entre Todas As Coisas