A picture taken on April 28, 2016 shows Syrian men inspecting the damage at the Al-Quds hospital building following reported airstrikes on the rebel-held neighbourhood of Sukkari in the northern city of Aleppo.
Doctors Without Borders condemned Thursday the "outrageous" air strike on a hospital it was supporting in the war-torn northern Syrian city of Aleppo, where doctors were among those killed. Local rescue workers said the overnight strike on the Al-Quds hospital  and a nearby residential building left 30 people dead. Among them was the only paediatrician operating in the rebel-controlled eastern parts of Aleppo city, they said. Doctors Without Borders, which is also known by the acronym MSF, said two doctors were among 14 people killed in the strike on the hospital. In an online statement Thursday, Doctors Without Borders (MSF) said it had been donating medical supplies to Al-Quds since 2012. MSF said it had been donating medical supplies since 2012 to the 34-bed Al-Quds hospital, where eight doctors and 28 nurses worked full time. Karam Al-Masri/AFP

Allepo – Síria: horror sem fim

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A picture taken on April 28, 2016 shows Syrian men inspecting the damage at the Al-Quds hospital building following reported airstrikes on the rebel-held neighbourhood of Sukkari in the northern city of Aleppo. Doctors Without Borders condemned Thursday the "outrageous" air strike on a hospital it was supporting in the war-torn northern Syrian city of Aleppo, where doctors were among those killed. Local rescue workers said the overnight strike on the Al-Quds hospital  and a nearby residential building left 30 people dead. Among them was the only paediatrician operating in the rebel-controlled eastern parts of Aleppo city, they said. Doctors Without Borders, which is also known by the acronym MSF, said two doctors were among 14 people killed in the strike on the hospital. In an online statement Thursday, Doctors Without Borders (MSF) said it had been donating medical supplies to Al-Quds since 2012. MSF said it had been donating medical supplies since 2012 to the 34-bed Al-Quds hospital, where eight doctors and 28 nurses worked full time. Karam Al-Masri/AFP

O bombardeio do hospital Al Quds, apoiado pela organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF), na cidade de Aleppo, no norte da Síria, na noite da última quarta-feira (27/04), deixou ao menos 14 mortos, incluindo dois médicos.

De acordo com profissionais do hospital em campo, a instalação foi destruída por ao menos um ataque aéreo que atingiu diretamente o prédio, deixando apenas escombros. Outros ataques aéreos na vizinhança também atingiram áreas próximo do hospital.

“MSF condena categoricamente esse ataque ultrajante direcionado mais uma vez a uma instalação médica na Síria”, diz Muskilda Zancada, coordenadora-geral de MSF na Síria. “Esse ataque devastador destruiu um hospital vital em Aleppo, e o principal centro de referência em cuidados pediátricos na área. Onde está a indignação entre aqueles que detêm o poder e a obrigação de dar um fim a essa carnificina?”

A situação na cidade de Aleppo, onde têm se instalado consistentemente as frentes de batalha desse conflito brutal, já era crítica mesmo antes desse ataque. Estima-se que 250 mil pessoas ainda estejam na cidade, que assistiu a aumentos dramáticos na intensidade dos bombardeios, confrontos e fatalidades nas últimas semanas. Apenas uma estrada permanece aberta para a entrada e a saída de áreas não controladas pelo governo. Se ela for bloqueada, a cidade ficará sitiada.

Ao longo da última semana, diversas outras estruturas médicas foram atacadas e destruídas em Aleppo, e cinco profissionais de resgate da organização de Defesa Civil síria foram mortos. MSF doava suprimentos médicos para o hospital Al Quds desde 2012, e construiu uma relação de trabalho muito forte com os profissionais dali.

“Em meio a essa tragédia, a dedicação e o comprometimento da equipe do Al Quds, trabalhando sob condições inimagináveis, foram firmes ao longo desse conflito sangrento”, continuou Zancada.

O hospital de 34 leitos oferecia diversos serviços, incluindo emergência, cuidados obstétricos, ambulatório, internação, unidade de terapia intensiva (UTI) e centro cirúrgico. Oito médicos e 28 enfermeiros trabalhavam 24 horas no hospital, que era o principal centro de referência pediátrica em Aleppo.

MSF mantém seis instalações médicas no norte da Síria e apoia mais de 150 hospitais e centros de saúde no país, muitos dos quais em áreas sitiadas. Diversos hospitais no norte e no sul da Síria foram bombardeados desde o início de 2016, incluindo sete deles apoiados por MSF – nos quais ao menos 42 pessoas foram mortas, incluindo ao menos 16 profissionais médicos.

Fonte: Médicos Sem Fronteiras

 

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Transporte Público: como fazer dele uma alternativa para uma mobilidade sustentável e viável?

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image (18)Se o século XX foi marcado pelo uso excessivo de automóveis, o século XXI será o da busca por soluções que melhorem a qualidade de vida dos habitantes nas cidades. Por isso, administradores públicos, empresas e pessoas buscam formas de priorizar o transporte público – ônibus, metrô e trem – e oferecer às zonas urbanas alternativas para uma mobilidade sustentável e viável no longo prazo. O blog Inhabitat, ligado ao Boston Architectural College, fez uma lista com as cinco cidades que mais se destacam quando o assunto é transporte coletivo. Confira:

1º lugar: Tóquio
Na capital japonesa, o transporte público é a espinha dorsal da cidade e a primeira opção da população para se deslocar. A rede é complexa: metrô, VLT (bondes), trens urbanos, ônibus e balsas realizam 30 milhões de viagens diárias.

2º lugar: Nova York
Na Big Apple, são várias as possibilidades de locomoção: ônibus, trem, metrô, bicicletas, balsas e até faixas exclusivas para pedestres. O transporte público funciona 24 horas por dia e atende toda a demanda da cidade.

3º lugar: Londres
A cidade do maior e mais antigo metrô do mundo (1863), o London Underground, ainda hoje é um dos mais eficientes. São 268 estações e cerca de 400 km de extensão. A capital inglesa ainda conta com uma vasta rede de ônibus, trens na superfície e bondes suburbanos.

4º lugar: Paris
Você encontra na capital francesa uma estação de metrô a cada 500 metros. E são pelo menos 300 estações. Paris ainda tem uma extensa linha de ônibus de superfície, oito linhas de VLT (bondes) e um sistema de aluguel de bicicletas com 1.400 estações.

5º lugar: Moscou
Inaugurado em 1935, a capital russa tem um dos sistemas mais pontuais do planeta. Mais de 8 milhões de passageiros utilizam diariamente o metrô de Moscou, que tem 305 km de extensão.

A matéria completa pode ser lida no site do Instituto Akatu.

Fonte: As Boas Novas

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Mudei de ideia(*): “vou parar de dizer ‘Fora Cunha'”

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Novas frequências. Não há mais a necessidade de dizer “Fora Cunha”. É chegada a hora do mesmo ficar. Tanto Ele, quanto a Câmara dos Deputados Federais, o Senado, os homens de togas supremas (o STF) e uma parte considerável do País, que não goze demagogicamente da poluição sonora, dê um basta no “panelaço” de aço inox 304.  Na verdade não há  nada que difere para os ganhadores de uma “farça” ou “golpe branco” dessa dimensão.

Retorna às velhas frequências… da era “analógica”, aqueles que tiveram uma mínima chance de mais oportunidades de inserção social  e valorização da atividade profissional. Além da possibilidade de comer melhor, haja vista aqueles que gozam do Bolsa Família, dos que gozaram também do boom turístico interno – graças ao acesso dos “Pacotes Econômicos” de viagens. Perdem os que preenchiam os dados de melhoria da Educação por usufruírem do Fies, Pro Uni, do Ciência Sem Fronteiras e do Pronatec. Ah, também perdem os que saíram do quadro de déficit habitacional, pois, “morar” foi um verbo e um estado real, graças ao Minha Casa Minha Vida. E os “rolezinhos” nos shopping’s? Foram cada vez mais ‘frequentes’. A TV tela plana de LCD ou plasma – está na sala. Por nova economia de energia foi possível trocar a geladeira velha por uma nova e moderna. Se o SUS, mesmo com suas deficiências (mais de gestão do que de conceito) evidenciou o acesso à cirurgia de catarata, ao tratamento do câncer, à cirurgia bariátrica (redução de estomago), etc. E o remédio (medicamentos) ficou mais fácil com o Farmácia Popular. E lá, nos extremos da Nação há “Mais Médicos” – nos grandes centros urbanos também.

O acesso à saúde privada também evoluiu. Nunca cresceu tanto o numero de brasileiros com ‘plano de saúde’… para quem antes só sabia disso, e, o que era – pelas ambulâncias da Golden Cross estacionadas nos estádios de futebol. As Empresas contribuíram na democratização do acesso. Assim como cresceram ao longo de quase duas décadas (em comparação a outras passadas) o número de “registro de carteira assinada”. E não dá para deixar de lado ou fora, a aquisição de bens tecnológicos como: computador, tabletes – inclusive escolares, smart phones e o celular por famílias de baixa renda.

Sem organização urbanística a ruas e avenidas se encheram cada vez mais de carros. Com uma diferença – as “prestações fixas” possibilitou o sonho de trocar ‘um cavalo’ por ‘alguns’.

Porém, depois de uma experiência assim, instala-se um problema. O País pode andar para trás. E, isto é aceitável apenas em situações de “desagregação civil” – por exemplo, um pós guerra. É o caso da Síria.

Qual será a próxima revolução?

Será oriunda do voto?

A melhoria dos indicadores sociais terão mais uma vez a oportunidade, como a que cerceia agora no Brasil?

(*): uma adaptação ao texto original “Mudei de ideia” de autoria de Ângela Drummond.

 

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O Exército dos EUA pela primeira vez realiza ataque cibernético ao Estado Islâmico

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Com a intenção de romper a infraestrutura digital do ISIS (Estado Islâmico), os EUA executam o primeiro ataque cibernético da sua história. Os americanos com ações desse tipo mostram que a ciberguerra é uma “arma” bélica tão importante quanto o ataque de bombardeiros e incursões por terra. De acordo com o New York Times, a ação cibernética tem o objetivo de interromper a comunicação e restringir as informações que demandam os canais digitais.

Entre os efeitos esperados estão a possibilidade de atrasar ações do grupo, com o temor de que eles poderiam estar caindo em uma armadilha dos Estados Unidos.

 

Homem, você tem mesmo uma necessidade fisiológica de transar várias vezes na semana?

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A dois: o sexo é pra ser vivido de prazer

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Quando é para falar de sexo o que mais vejo por aí são dicas de “como enlouquecer seu homem na cama” ou “como fazer um boquete inesquecível” e até “posições preferidas dos homens”. É claro que existe material direcionado para os homens também, mas a grande maioria visa o público feminino. E não é que sejam matérias ruins (um pouco antiquadas talvez). É até legal aprender a fazer um boquete incrível e ver o cara gozando só com o poder da sua língua. Mas o que sinto falta nesse tipo de material é de ver temas que explorem o prazer a dois e – principalmente – o prazer da mulher.

Porque – olha que coisa louca – mulher também sente prazer. O objetivo do sexo não é apenas deixar o homem louco, de quatro, arfando, de pernas para o ar. O sexo é para a mulher também. Para a mulher curtir, gozar, sentir prazer, se sentir desejada. Mas vendo as matérias sobre sexo por aí não é isso que parece.

E de tanto ler esse tipo de coisa muitas mulheres acabam se esquecendo que o sexo é para elas também. Não só para elas entrarem no ranking das que mais deram prazer ao cara, mas também criarem seus próprios rankings das transas que mais deram prazer à elas.

É meio maluco como o mundo ao nosso redor mexe com a gente. Nós (mulheres) crescemos achando que sexo (além de ser coisa errada, de vagabunda e pecado) é para dar prazer ao homem. Mesmo quando a gente amadurece um pouco e começa a “gostar” desse negócio de sexo e se sentir a vontade transando, o que a gente aprende é como se exibir para os caras. Como impressionar. Como ser o mais incrível objeto sexual.

A gente fica toda satisfeita porque consegue deixar o cara louco só com uma punhetinha, ou porque aprendemos a fazer um boquete digno de Linda Lovelace e ficamos animadas quando perdemos a vergonha de fazer um strip-tease que o cara tem que se segurar pra não gozar só de olhar pra gente.

Que legal! A gente manja muito nesse negócio de sexo. Não temos vergonha de falar sobre esse assunto em mesa de bar, não temos problema em dar de primeira e até aula de pole dance a gente faz e com o maior orgulho. A gente é muito liberada sexualmente.

Será?

Mas masturbação não fazemos. Gozar durante o sexo ainda não conseguimos (tem até quem diga que isso é lenda!). Conhecimento sobre nosso corpo e o que nos excita fica sempre em último lugar. Sexo oral pra gente se vier é lucro, porque indispensável mesmo é o boquete pro cara, senão não é sexo, né?

Chega desse sexo que é para o outro e nunca para os dois.

Vamos lembrar que a gente também é parte interessada nesse negócio de transar. Inclusive seu clitóris é a prova concreta disso. A ÚNICA função dele é te dar prazer, sabia? Sexo não pode ser uma via de mão única. Então quando for pesquisar sobre sexo por aí, que tal menos “como enlouquecer seu homem na cama” e mais buscas pelo seu prazer sexual (sozinha ou acompanhada)?

Fonte: Entre Todas As Coisas

lula

Crise política – a natureza do caso brasileiro

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lula

Comecemos por um truísmo: a conjuntura política é complexa e difícil para as classes populares no Brasil e, também, na América Latina. No caso brasileiro, em que consistem essa complexidade e dificuldade? Ambas procedem, fundamentalmente, de duas características interligadas e definidoras da crise política atual: a ofensiva política restauradora da direita neoliberal, que foi a iniciativa que provocou a crise política, e a decisão do governo neodesenvolvimentista de Dilma Rousseff de adotar uma política de recuo passivo diante de tal ofensiva.

Essa ofensiva pode ser denominada restauradora porque ela visa a – por intermédio do resgate do programa neoliberal ortodoxo do século passado – restaurar a hegemonia no bloco no poder do grande capital internacional e da fração da burguesia brasileira a ele integrada. Tal ofensiva restauradora tem como base social mais ativa a fração superior da classe média, que tem tomado as ruas do país em manifestações pelo impeachment e logrou, também, neutralizar ou atrair setores burgueses e populares que, anteriormente, dispensavam apoio político aos governos do PT. A Fiesp, que até há pouco perfilava com os governos petistas, passou a fazer oposição à política econômica do governo federal, e a Força Sindical, na sequência de seus movimentos giratórios, acabou estacionando numa posição militante pelo impeachment. Para uma referência rápida, podemos dizer que esse campo representa “a direita”. Porém, é preciso ter claro quais são as classes e frações de classe que o integram e quais interesses elas perseguem, sem o que ficaremos prisioneiros de uma visão superficial e distorcida da crise política.

O recuo passivo do governo Dilma dificulta a definição da estratégia dos movimentos populares na crise atual. Se o governo resistisse à ofensiva política restauradora, mesmo que fazendo concessões menores e táticas para dividir o inimigo, os movimentos populares teriam um quadro mais favorável para, em primeiro lugar, barrar o golpe de Estado branco que ainda se encontra em marcha e, em segundo lugar e ao mesmo tempo, lutar pela adoção de um programa mais ambicioso de reformas, posto que as reformas modestas da era PT estariam preservadas. Teríamos, nesse cenário, uma continuidade, em bases novas, do quadro que se desenhou no segundo turno da eleição de 2014: uma campanha política que reagiu, no nível do discurso, à ofensiva restauradora que a direita já então iniciara. Porém, tendo optado por adotar uma política de recuo passivo, inclusive dando mostras de compartilhar ideias da oposição neoliberal, o governo criou um cenário novo e muito desfavorável para os trabalhadores. Este obrigou as classes populares a lutar – praticamente sozinhas pois a resistência do governo e do seu partido é pífia – contra a tentativa de golpe e, ao mesmo tempo, a resistir às medidas e ameaças do governo às pequenas conquistas dos últimos anos. A situação é de defensiva em toda a linha.

Antes da crise

Os governos do PT, inclusive o atual, expressam os interesses heterogêneos de uma ampla frente política que poderíamos denominar neodesenvolvimentista (1) .

A força social hegemônica nessa frente foi a grande burguesia interna brasileira, que é composta pelas grandes empresas nacionais que atuam na construção pesada, na construção naval, no agronegócio, na mineração, em variados ramos industriais e, inclusive, no setor financeiro. Isso significa que a burguesia brasileira não se integrou de maneira homogênea e geral ao capitalismo internacional. É certo que deixou de existir a velha burguesia nacional, mas seguiu existindo um setor com base de acumulação própria, no interior do país, que possui conflitos com o capital internacional, mesmo que seja dependente dele. Interessante observar que essa fração burguesa não criou o seu partido político. O que ela fez foi assediar e envolver um partido político que fora criado pelos movimentos populares para que este, o PT, passasse a representar, prioritariamente, os seus interesses.

Na década de 1990, a burguesia interna, embora tenha se beneficiado com vários aspectos do modelo político neoliberal, teve, também, muitos de seus interesses contrariados pela abertura comercial e pelo definhamento do papel do Estado e do BNDES como propulsores dos investimentos produtivos. No final dos anos 1990, essa fração burguesa se aproximou do PT e da CUT. A diretoria da Fiesp chegou a prestar apoio oficial, público e ativo à greve geral contra a recessão convocada pela CUT e pela  Força Sindical em junho de 1996. Com a ascensão dos governos do PT, essa fração da burguesia foi contemplada com a intervenção do Estado na economia para estimular, dentro dos limites dados pelo modelo capitalista neoliberal, o crescimento econômico.

A política de investimentos públicos em obras de infraestrutura – usinas hidrelétricas, desvio do leito do São Francisco, estradas de ferro, obras da Copa do Mundo e da Olimpíada –, a política de conteúdo local que prioriza a compra de produtos e serviços nacionais, o ativismo do BNDES como financiador das grandes empresas nacionais e as medidas anticíclicas de política econômica diante da crise internacional formaram um contraste gritante com a abertura comercial sem peias, com o Estado raquítico, o BNDES privatizante e as medidas monetaristas ortodoxas diante das crises internacionais que caracterizaram o período FHC.

Porém, além dessa força hegemônica, a frente neodesenvolvimentista incorporou setores importantes das classes populares. A política neodesenvolvimentista da grande burguesia interna fez crescer o emprego, favoreceu a luta sindical por aumento real dos salários e esteve ligada a uma série de políticas sociais que atenderam alguns interesses de distintos setores populares. Os programas de transferência de renda, o programa de construção de casas populares, o financiamento da agricultura familiar, as cotas raciais e sociais, a expansão e a facilitação do acesso ao ensino superior foram políticas sociais que fizeram grande parte da baixa classe média, do operariado, do campesinato e dos trabalhadores da massa marginal se tornarem, de maneiras distintas, base de apoio popular à política dos governos petistas.

A oposição neoliberal ortodoxa, capitaneada no plano partidário pelo PSDB, vinha expressando e ainda expressa interesses, também heterogêneos, de outro campo político. Na direção desse campo, temos o grande capital internacional e a fração da burguesia brasileira integrada, das maneiras as mais diversas, a esse capital. O grande capital internacional engloba os fundos financeiros internacionais que especulam com títulos da dívida pública, com divisas e com ações das empresas brasileiras; as empresas industriais europeias, estadunidense e outras que exportam seus produtos para o mercado brasileiro; as seguradoras que abriram filiais no país e as empresas industriais que possuem plantas no Brasil, como as montadoras de veículos. A fração da burguesia brasileira integrada como sócia menor ou dependente do capital internacional engloba as casas de importação de veículos, de confecções, de alimentos, bebidas e tantos outros produtos; os fornecedores de componentes para as empresas estrangeiras aqui instaladas – como a indústria de autopeças –; os capitalistas nacionais que são sócios minoritários em empreendimentos com o capital forâneo. É o bloco voltado para fora, o mais interessado – embora não seja sempre o único – na abertura da economia, na redução do papel do Estado, na privatização, na política monetarista mais rígida e no definhamento do BNDES, enfim, no programa neoliberal puro e duro aplicado na década de 1990.

Fora do âmbito da classe dominante, esse campo político tem contado com o apoio militante da fração superior da alta classe média. Foi esta, como indicam todos os levantamentos empíricos, que tomou as ruas das grandes cidades contra o governo em 2015. O alto funcionalismo público, os diretores, gerentes e alto funcionariado das empresas privadas, os profissionais liberais economicamente bem-sucedidos têm a percepção de que são eles que pagam as políticas sociais dos governos do PT. Ademais, veem com maus olhos a presença de indivíduos oriundos das classes populares frequentando instituições e locais que, antes, eram frequentados apenas pelos “bem nascidos”. Mais recentemente, a agitação em torno da corrupção, obtida por intermédio da ação articulada de instituições do Estado com a grande imprensa, permitiu que o campo neoliberal ortodoxo neutralizasse e atraísse setores importantes das classes populares.

A hora da crise

As divisões socioeconômicas de classe não se reproduzem de modo exato e fixo no processo político. Dito de outro modo, a linha que divide o campo neodesenvolvimentista do neoliberal ortodoxo não é reta e rígida. É sinuosa e flexível. Um fato conhecido e estudado é que a partir da eleição presidencial de 2006, grande parte dos trabalhadores da massa marginal, que votavam nos candidatos do campo conservador, bandearam-se para o lado do PT (2) . A política da frente neodesenvolvimentista estava, então, ingressando no seu período de ouro com apoio político crescente, com a economia internacional marcada pelo aumento de preços das commodities e com o PIB obtendo, num ou noutro ano, taxas de crescimento jamais imaginadas nos anos 90. Os neoliberais do PSDB encontravam-se na defensiva. Nas eleições municipais de 2012, a oposição teve péssima performance. Foi no início de 2013 que a correlação de forças começou a mudar.

A economia, que crescera 7,5% em 2010, permaneceu o biênio de 2011 e 2012 com crescimento próximo de zero. A oposição neoliberal levantou a cabeça. Percebeu uma  oportunidade e retomou a iniciativa política. Elegeu o então ministro da Fazenda Guido Mantega e a sua “nova matriz de política econômica” como inimigo principal. Os cadernos de economia dos grandes jornais passaram a martelar a necessidade de reduzir os gastos do Estado, acabar com as desonerações fiscais e aumentar a taxa de juros. A Selic tinha sido derrubada para 7,5% ao ano e o rendimento dos investimentos financeiros aproximaram-se de zero.

Esse ponto é fundamental. Quem provocou a crise foi a ofensiva política do campo neoliberal ortodoxo, dirigido pelo capital internacional e pela fração da burguesia brasileira a ele integrada, e não a luta popular. Muitos se confundem ao examinar esse problema. O fato de as pesquisas de opinião indicarem que a imagem do governo Dilma foi abalada em decorrência das manifestações de junho de 2013 e, desde então, nunca mais voltado aos patamares anteriores leva alguns analistas a sugerirem que a crise política foi provocada pelo ascenso da luta popular. Duplo engano. Primeiro, porque apenas a primeira fase das manifestações de junho de 2013 teve caráter popular. Foi a fase em que o Movimento Passe Livre (MPL) lutava contra o aumento das tarifas de transporte. Numa segunda fase, as manifestações diversificaram os setores sociais envolvidos, incorporaram a alta classe média, ampliaram suas palavras-de-ordem, incluindo, principalmente, o discurso genérico contra a corrupção, e se tornaram dependentes da mídia que passou a orientá-las contra o governo.

O que temos aí é uma articulação complexa entre dois tipos de contradição. A principal, que provocou a crise política e que opõe o campo da burguesia internacional ao da frente neodesenvolvimentista, articulou-se, de maneira favorável ao campo neoliberal ortodoxo, com as contradições existentes no próprio interior da frente neodesenvolvimentisa. A Revolta da Tarifa reuniu, como mostram as pesquisas, jovens de baixa classe média, trabalhadores que, na maioria dos casos, são também estudantes. É o setor beneficiário da política dos governos petistas de expansão do ensino superior, que dobrou o número de universitários brasileiros. Ocorre que o mercado de trabalho para os diplomados cresceu muito pouco. Os postos gerados foram, devido à reativação da função primário-exportadora da economia brasileira, predominantemente empregos que dispensam alta qualificação e pagam baixo salário (3) . Foi a frustração da juventude de baixa classe média que se expressou na Revolta da Tarifa e mesmo na segunda fase das manifestações de junho (4). Essa frustração, contudo, permaneceu politicamente acéfala, inclusive em razão do culto ao espontaneísmo que caracteriza o MPL e pôde ser confiscada pela reação e canalizada para o crescimento das candidaturas neoliberais em 2014.

Como indicamos, há contradições no seio da frente neodesenvolvimentista. A contradição da juventude de baixa classe média com a frente foi uma contradição nova, que se desenvolveu conforme se expandia o estudantado universitário sem a correspondente expansão dos empregos para os diplomados. Mas, havia e há, também, contradições originárias, que estiveram presentes desde o início dos governos da frente neodesenvolvimentista. No campo das classes populares, o movimento sindical foi muito ativo nesse período na luta grevista e logrou obter uma melhoria geral dos salários5 . Conflitos econômicos duros ocorreram entre sindicatos e grupos da grande burguesia interna. O movimento camponês, apesar das políticas sociais que beneficiaram os assentados, sempre esteve insatisfeito com a drástica redução das desapropriações. No âmbito das classes dominantes, havia e há contradições no interior da própria burguesia interna. O mais notório é o conflito entre os grandes bancos nacionais e o setor produtivo nacional em torno da política fiscal e da taxa de juro. Surgiram, também, contradições novas. O deslocamento da política energética da prioridade para o etanol para o pré-sal afastou o setor sucroalcooleiro do governo Dilma.

O fato é o seguinte: quando o campo neoliberal ortodoxo iniciou a sua ofensiva restauradora, a frente neodesenvolvimentista vinha se esgarçando. Isso apareceu em diversos aspectos da cena política. Acabou o apoio unânime das grandes centrais sindicais em torno do governo, o PSB passou para a oposição, o PMDB dividiu-se e uma entidade empresarial da importância da Fiesp passou, como já indicamos, do apoio ativo aos governos neodesenvolvimentistas a uma política de oposição (6).

O movimento popular e a crise política

Em caso de deposição do governo Dilma, apenas a oposição burguesa neoliberal ortodoxa tem condições de assumir o governo. O movimento popular encontra-se, ainda, numa fase de luta reivindicativa e a sua luta é segmentada. Não há programa e organização política orientando e enquadrando as massas trabalhadoras. Nessa situação, o principal inimigo a ser combatido é o golpe de Estado branco preparado pelo PSDB com o apoio das instituições estatais incumbidas de manter a ordem – Polícia Federal, Ministério Público, Judiciário. Contudo, quanto mais o governo afunda-se na sua política de recuo passivo frente à ofensiva restauradora, mais o movimento popular tem de combater a política desse governo e, portanto, afastar-se dele. No limite, pode se tornar inviável a defesa do governo que, nesse caso, ver-se-á isolado diante da ofensiva da reação.

Armando Boito Jr. é professor do Departamento de Ciência Política da Unicamp e editor da revista Crítica Marxista (http://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista). Organizou, juntamente com Andréia Galvão, o livro Política e classes sociais no Brasil dos anos 2000. São Paulo: Alameda. 2012.

1 Ver a esse respeito Armando Boito Jr. “As bases políticas do neodesenvolvimentismo”. Fórum Econômico da FGV-SP, 2012. Disponível em:http://eesp.fgv.br/sites/eesp.fgv.br/files/file/Painel%203%20-%20Novo%20Desenv%20BR%20- %20Boito%20-%20Bases%20Pol%20Neodesenv%20-%20PAPER.pdf

2 André Singer, Os sentidos do lulismo. São Paulo: Companhia das Letras. 2012.

3 Marcio Pochmann, Nova Classe Média? São Paulo: Boitempo. 2012.

4 Marcelo Ridenti, “Que juventude é essa?”. Folha de S Paulo. 23 de junho de 2013. Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2013/06/1299690-marcelo-ridenti-que-juventude-e-essa.shtml

5 Armando Boito Jr., Andréia Galvão e Paula Marcelino, “A nova fase do sindicalismo brasileiro”. In Seminário Internacional ‘Sindicalismo Contemporâneo: 1º de maio – uma nova visão para o Movimento Sindical Brasileiro’. Campinas: Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (Cesit) – Unicamp. Pp..206-223. 2015

6 Para o apoio ativo da Fiesp ao segundo Governo Lula ver Armando Boito Jr., “Governos Lula: a nova burguesia nacional no poder”. In Armando Boito Jr. e Andréia Galvão, Política e classes sociais no Brasil dos anos 2000. São Paulo: Editora Alameda. 2012.

Fonte: César Mangolin

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10 atitudes para mudar sua vida

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1 – ESCREVA SUAS METAS E OBJETIVOS PARA 2015
​Fiz ali em cima uma brincadeira com a questão do refrigerante, porque sei que essa promessa é um tanto comum, mas se você realmente deseja não tomar mais refrigerante a partir de agora, escreva essa meta. Pesquisas comprovam que quando você utiliza a ferramenta da ancoragem, que nada mais é do que você amarrar seus objetivos a imagens ou frases que fiquem à vista, a chance de você alcança-los aumenta consideravelmente.

2 – ABRA ESPAÇO PARA O NOVO
​Pense que você tem um armário com três gavetas atulhadas de coisas. São papéis velhos, roupas, cacarecos e outras quinquilharias. Aí um dia você decide investir em novos materiais, numa roupa mais bacana, mas quando vai guardar as novas aquisições, não encontra espaço livre. Agora traga esse exemplo para a sua vida. Como você vai receber aquilo que é novo, se sua mente e sua alma estão cheias daquilo que você não precisa mais? Antes de fazer mais cursos, de ler mais livros, abra espaço dentro de você para que o novo possa entrar e se acomodar.

3 – APRENDA A ESCOLHER
​Quantas frases de efeito do Facebook falam sobre como somos o que escolhemos? Mas o quanto você, de verdade, acredita nisso? Sim, somos mais do que feitos das nossas escolhas. Somos as roupas que vestimos, aquilo que falamos, o que escolhemos comer. Então, aproveite essa época propícia para recomeços e aprenda a fazer escolhas que tenham relação com a pessoa que você deseja ser.

4 – SINTA-SE GRATO
​E aqui eu não falo em agradecer ao caixa do supermercado ou a alguém que lhe faz um favor. Sinta gratidão, que é um movimento muito mais intenso e solitário. Compreenda que sem outras pessoas e sem algumas circunstâncias da vida, você não estaria aqui hoje lendo esse texto.

5 – ELABORE A SUA RAIVA
​Até onde eu sei todos nós, em algum momento, sentiremos raiva em 2015. Assim, procure entender da onde vem a sua. A raiva pode sim ser uma ótima impulsionadora, desde que você compreenda de onde e porque ela surgiu. Não basta apenas extravasa-la praticando box ou correndo. É preciso que você a elabore. Se precisar de ajuda, quem sabe você não inicia um processo terapêutico?

6 – CUIDE DO SEU TEMPLO
​Sim, essa é super batida, mas você já pensou a fundo em como é fundamental cuidar da máquina que carrega você todos os dias? Ouvi no ano passado a seguinte pergunta: “Se você não cuidar do seu corpo, aonde morará no futuro?”. Sempre me imagino alcançando todos os meus objetivos pessoais e profissionais no futuro, mas tomei consciência que se eu não cuidar hoje do meu corpo e da minha saúde, como poderei colher tudo o que estou plantando? Portanto, pode parecer clichê ou o que for, mas essa é uma atitude fundamental para que todas as outras nove possam produzir efeitos, também.

7 – MAIS AÇÃO E MENOS BLÁ BLÁ BLÁ
​Ok, você elaborou sua lista de metas, contou para todos os amigos seus planos para 2015, vem se sentindo inspirado e cheio de ideias. Agora é hora de agir em direção ao alcance das suas metas. Você já pensou que ideias todos podem ter a qualquer momento? Basta que você tenha um cérebro e um minuto disponível para que uma super, hiper, mega ideia brote da sua cabecinha, mas quantas pessoas ficam apenas nesse simples campo das ideias? Mais ação e menos blá blá blá!

8 – ESTRANHE O FAMILIAR
​Não adianta você almejar mudanças e continuar vendo as coisas do mesmo jeito. Exercite questionar tudo o que lhe é familiar? Imagine que você voltou a ser aquela criança questionadora e se encha de porquês. Por que você age dessa forma quando alguém lhe interrompe? Por que você sempre chega atrasados nos seus compromissos? Estranhe o que lhe é familiar e se possível, familiarize-se com o que, a princípio, pode lhe parecer um tanto estranho.

9 – REVEJA SUAS CRENÇAS
​Se você realmente deseja uma mudança profunda, comece pelos pilares que sustentam você: as suas crenças, que são todas as verdades nas quais você acredita na vida. Crescemos ouvindo que somos ansiosos, egoístas, teimosos, mas será mesmo que somos todas essas coisas? Repense as suas porque será difícil você mudar se continuar acreditando, por exemplo, que nada na sua vida dá certo e que você nunca termina aquilo que começa.

10 – RESPIRE
​Sim, eu sei que todos respiram o dia todo, todos os dias, mas você já prestou atenção na sua respiração? Respirar melhor pode ajudar a melhorar a sua qualidade de vida, não ter dor e é gratuito! Fora que ainda te ajuda a adquirir mais autocontrole diante das adversidades que aparecerão pelos próximos trezentos e poucos dias. Experimente e se você se interessar pelo assunto, existem milhares de vídeos na internet te ensinando a como usufruir com qualidade e totalidade do seu aparelho respiratório.
​Talvez nem todas essas atitudes caibam na sua vida e nos seus propósitos, mas espero que, pelo menos, algumas delas, possam ser incorporadas nos próximos dias. Vamos fazer diferente para que dezembro não chegue com aquela sensação de que tudo continuou igual!
​ Novos hábitos para novos começos!

Fonte: Sobre A Vida

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