Deixei o outro ser o meu maior obstáculo

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O nosso dia a dia já é cheio: é pegar trânsito engarrafado pra chegar no trabalho, aturar chefe pirando e botando pilha na gente, almoço corrido pra entregar os projetos do dia, mais trânsito na volta pra casa e uma vida doméstica inteira pra resolver. Multiplique isso por 5 dias na semana, sem contar com os extras que a gente acaba fazendo no final da semana e à noite. Agora imagine quem namora e precisa incluir mais uma pessoa nessa rotina louca pra dar atenção e passar o tempo junto. Cruzes, me lendo assim até parece que eu trato um relacionamento como obrigação chata do dia a dia. Não trato, mas algumas acabam se tornando isso.

É o caso de um amiga minha. Conversamos na semana passada e ela me disse que já não dava mais pra chegar em casa e olhar pro namorado. Que o cara não queria mais ouvir como foi o dia dela e nem dava apoio emocional às decisões. Que ele reclamava o tempo todo da falta de tempo e não aproveitava a oportunidade de estarem juntos para exercitar o companheirismo. Até nos dias em que ela chegava cansada, ele queria sexo e emburrava se ela só quisesse conversar. Adivinhem o final disso?

Veja bem, qual é o sentido de manter algo com alguém que não quer te ouvir, não quer fazer uma das principais coisas que a gente espera do outro: compartilhar a vida. Quando o outro abre mão de entender seu dia e fazer parte dele, o outro gira a maçaneta da porta da rua. Quando o outro diz que não vai te ouvir e que não quer opinar, o outro começa a encaixotar as coisas. Quando o outro se recusa a dividir a parte dele e sai pela casa batendo portas, ele chama o caminhão de mudanças. É o amor indo embora, é a recusa da gente.

Quando o relacionamento se torna só mais obstáculo, só mais um problema com o qual a gente tem que lidar no dia a dia e deixa de ser prazeroso, deixa de oferecer apoio emocional e cumprir com o papel de trocar cuidados – eles cuidam da gente e a gente cuida deles -, ele deixa de fazer sentido. E você percebe isso quando o outro passa a ser mais um bloco a ser encaixado na sua agenda, quando deixar de vê-lo é alívio, quando ter tempo livre sem ele é algo que você almeja. Quando a balança pende pro lado negativo e você percebe que tem coisas mais difíceis e importantes pra lidar sozinha, porque ele deixa de lidar com você e passa a ser só mais uma coisa com a qual lidar, você percebe que amor não banca tudo, não sustenta tudo.

Quando o outro é seu maior obstáculo, você precisa decidir se quer mantê-lo ali. Se quer uma mesinha de centro que não serve de nada, não tem mais memória afetiva presa à ela, nada que a faça ficar. Ele não combina mais com você nem com as paredes do quarto nem com nada na sua vida. Quando o outro se torno estranho, desconhecido, alguém que você costumava conhecer, você precisa entender e aceitar isso. Ao contrário da minha amiga, você não precisa deixar que chegue ao momento insuportável em que vocês se odiarão. Utilizando uma metáfora franca e forte: você não precisa esperar o corpo cair na sala, estirado bem em frente a sua porta de entrada, pra perceber que ele bloqueia o seu caminho.

Fonte: Superela

Audições Tecnológicas com Fábio Coelho, Presidente da Google Brasil

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A gigante Google vai lançar chip que responde aos movimentos dos dedos e mão.

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Dispositivo poderá ser usado para rastrear gestos de pessoas com uma precisão nunca alcançada

Dispositivo poderá ser usado para rastrear gestos de pessoas com uma precisão nunca antes alcançada

São Paulo – Entre as novidades apresentadas pelo Google em sua conferência anual para desenvolvedores, o Google I/O 2015, um projeto inovador surpreendeu por lançar uma tecnologia “pós-touch”.

Nomeado como Project Soli, a tecnologia nada mais é que um sensor de movimento dentro de um chip. Este dispositivo poderá ser usado para rastrear gestos de pessoas com uma precisão nunca alcançada por sensores similares, como o Kinect.

A ideia é que ele interprete os movimentos de mãos e dedos nos seus mínimos detalhes, permitindo que o usuário controle seus eletrônicos de acordo com simples gestos.

O chip poderá ser embutido em smartphones e smartwatches para facilitar o comando de funções como ajuste do volume do som, navegação no Maps e alteração de data e hora.

Ainda não há previsão sobre a data de lançamento do Project Soli ao mercado.

Por enquanto, é possível conhecer um pouco da tecnologia através do vídeo disponível no canal do Google ATAP:

 

Fonte: Exame

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