Menos coisas e mais felicidades…

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Retenção de talentos: que seja eterno enquanto dure!

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O tema da retenção de talentos continua na pauta das organizações! Obviamente, a expressão “retenção” usada aqui, tem seus limites próprios. Na verdade, esse termo tão usado atualmente, carrega um significado maior e mais profundo: é o estabelecimento de uma relação duradoura entre empresa e pessoas, numa combinação de esforços de ambos os lados, na busca de algo que valha a pena e que dê sentido. A permanência de alguém numa organização não é objetivo, é consequência!

Recentemente, ouvi em o seguinte comentário: “decidimos por realizar um programa de formação em gestão com duração de cinco anos; mas, estamos com uma tremenda dúvida: será que teremos pessoas que topem formar-se conosco e permanecer na empresa por um bom tempo?”. Noutra empresa, uma das sócias surgiu com uma dúvida semelhante: “eu estou cansada de investir no pessoal, oferecendo formação e, de repente, lá se vão as pessoas embora”. E aí surge o dilema: investir ou não na formação e desenvolvimento das pessoas? É justo que elas recebam formação e depois deixem a organização? Não seria bom fazer um “contrato” com os colaboradores para que permanecessem na empresa por um tempo, após o curso, como forma de compensar o investimento feito? Estas são dúvidas presentes na realidade de muitas empresas e organizações, especialmente nos dias atuais. Os dirigentes se veem às voltas com tais desafios e buscam responder às questões, seja com práticas conservadoras ou inovadoras.

Obviamente, não há uma saída única que sirva a todas as organizações. É que cada uma tem suas peculiaridades: seu jeito de ser e fazer, suas políticas e sua cultura. O contexto externo também joga importante papel, influenciando as práticas internas. Muitas vezes, bons programas são afetados por crises econômicas ou por mudanças inesperadas no cenário onde a empresa atua. De qualquer forma, o desafio é intransferível, cabendo a cada organização descobrir os caminhos apropriados.

Vivemos a era do conhecimento e da criatividade! O nosso tempo não é mais do trabalho predominantemente manual, braçal. A informação é o ingrediente principal das relações e está ao alcance da maioria das pessoas em praticamente qualquer lugar. A possibilidade de saber e ter informação rápida ocorre com maior profundidade do que há algumas poucas décadas. Portanto, e com razão, as pessoas estão mais seletivas e exigentes. Podem escolher e orientar suas opções. Desejam crescer, se desenvolver e conquistar novas possibilidades. Assim, os modelos arcaicos de relação de trabalho se tornam pouco atrativos. Não se quer dizer, com isso, que um trabalho manual não tenha seu valor e importância. Mas, a realidade pede algo mais. Hoje, mesmo um trabalho manual tradicional, como na agricultura ou na construção civil, demanda maior conhecimento, uso de tecnologias e entendimento do negócio. Infelizmente, muitas empresas sofrem por não conseguir passar do modelo antigo para o novo. Vivem entre um espasmo de novidade e as velhas práticas que dominam o cotidiano da gestão.

Outro caso: numa indústria, com mais de cem anos de existência, tomaram a decisão de não mais contratar jovens trabalhadores sem o ensino médio. Parecia uma forma elegante de contribuir com a evolução social da comunidade do entorno. Pouco a pouco, os dirigentes da empresa se viram numa “sinuca de bico”. Perceberam que os jovens com mais estudo estavam mais exigentes e não se sujeitavam às práticas antigas de entrada e desenvolvimento da empresa. E agora a questão era: vale a pena continuar a estimular a entrada de pessoas estudadas ou vamos lançar mão de trabalhadores sem formação acadêmica?

Estamos na era do conhecimento e da criatividade! Se uma pesquisa for feita entre empresários sobre o que poderia fazer a diferença hoje no mercado, possivelmente, a totalidade dos entrevistados diria: “precisamos de educação, educação, educação”. Mas, as empresas e organizações estão preparadas para acolher e ter em seus quadros pessoas educadas, formadas? O ambiente de trabalho faculta a criatividade e o desenvolvimento ou alimenta a subserviência e o pouco uso das ideias?

Voltando às questões do princípio: vale a pena investir nas pessoas se elas vão embora? Quem sabe, as questões mais importantes para a empresa/organização devem ser: “aonde queremos ir e chegar com nossa empresa?” “Com quem queremos contar pra chegar lá?” “Quais pessoas queremos e como as queremos?”. Obviamente, não se pode responder a tais questões sem levar em conta que o público que entra hoje nas organizações possui características diferentes de outras épocas: as pessoas estão mais informadas e querem mais. Os modelos mentais são distintos. O mundo de possibilidades para elas é muito mais amplo do que no passado. Se não der certo aqui, pode dar ali na outra esquina, ou até em casa. As pessoas desejam que algo interessante fora delas se encaixe bem com suas expectativas internas.

A realidade do ambiente organizacional atual revela um conflito de lógicas. Ouve-se muito que as gerações mais jovens (osmillenials) são escorregadios, não ficam num lugar por muito tempo, e são até irresponsáveis. Bom, em se tratando de gente, tudo isso é possível para muitos, mas não para todos. Recentemente, numa conversa informal, um jovem bem sucedido no trabalho, com a idade abaixo dos trinta anos, e que já mudou de trabalho algumas vezes, disse: “estou bem no meu trabalho, gosto da empresa, etc… mas, meu plano é permanecer lá por mais um ou dois anos e buscar novos desafios, em outros lugares”. Essa é a imagem do jovem trabalhador de hoje. Ele não sai porque é irresponsável. Ele sai porque faz parte de sua constituição, plasmada num modelo de mundo que muda com frequência. Ele tem outra lógica e estabelece diferentes modos de se relacionar com pessoas e instituições. Ele muda porque é dinâmico e curte desafios, novidades.

As novas gerações não cabem nos moldes de muitas das empresas atuais, pois estas carregam um modo de ser que perdura por gerações e resiste no tempo.

Como não podia deixar de ser, os jovens trabalhadores atuais estão menos interessados em estabilidade e estruturas e mais atraídos pelos desafios instigantes e objetivos claros que lhe são colocados por suas lideranças. Talvez um horário rígido, rotineiro seja menos atraente do que um projeto desafiador. Eis aí o grande desafio: talvez mais do que conflito de gerações (que sempre existiu!), o que realmente “pega” em ambientes corporativos é a capacidade de lidar com diferentes modelos mentais e organizacionais. É uma equação dura de montar: encontrar um ponto de equilíbrio entre o modelo predominante que habita a cabeça e o coração das gerações mais jovens e o modelo remanescente de funcionamento da quase maioria das organizações.

Como obter o melhor de cada colaborador no tempo que ele ou ela está na empresa? Se os colaboradores, especialmente os mais jovens, tendem a permanecer por pouco tempo nas empresas, o que fazer para extrair o melhor que podem oferecer? Nesse sentido, mais do que sofrer porque eles vão embora, a dica é tornar essa experiência a melhor possível: “que seja eterno enquanto dure!”, como dizia o poeta. O que isso significa na prática? Seja qual for o tempo de presença na empresa, que ele seja vivido em profundidade, tanto pela organização quanto pelo jovem trabalhador. Ambos precisam fazer a experiência de que valeu a pena. O colaborador deve sentir que cresceu e se desenvolveu, como gente e como profissional. Ao mesmo tempo, a empresa buscou capturar a melhor parte que ele ou ela tinha para oferecer: seu conhecimento, sua criatividade, suas ideias…

Para refletir… e agir!

  • Qual é o negócio de sua organização? Os colaboradores atuais foram escolhidos de acordo com a missão, a visão e as principais estratégias da organização?
  • O que sua organização faz para capturar o melhor de cada colaborador no tempo que ele ou ela permanece na empresa?
  • O ambiente de sua organização é estimulante e capacitante? Em que medida a organização valoriza as ideias e os conhecimentos das pessoas?
Fonte: Essentia - por Vanderlei Soela (amigo, inspirador, homem (humano) de experiência religiosa, espiritual, profissional e familiar)
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Mohamed El-Eian, demite-se do Grupo Pimco ao receber uma carta de sua filha

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O executivo Mohamed El-Erian, internacionalmente reconhecido por seu trabalho na companhia de gestão de investimento Pimco, revelou ter deixado o cargo de CEO na empresa no início deste ano graças, em boa parte, a uma carta de sua filha. A menina de dez anos escreveu uma lista apontando 22 acontecimentos marcantes em sua vida que o pai havia perdido em razão do trabalho.

mohamed_el-erianEntre esses momentos, estavam o primeiro dia de escola dela, um desfile de Halloween, o primeiro jogo de futebol e muitos recitais. O pedido de demissão do guru de investimento em janeiro de 2014 chocou o mundo financeiro. Só agora, em um artigo no site Worth, El-Erian esclareceu a sua saída – ou pelo menos parte das razões que o levaram a abandonar a gestora de investimentos que administra cerca de US$ 2 trilhões.

“Há cerca de um ano, eu pedi à minha filha várias vezes para fazer algo — escovar os dentes, eu acho — e não tive sucesso”, escreveu. “Ela então me pediu para esperar um minuto, foi ao quarto e voltou com um pedaço de papel. Era uma lista em que ela tinha compilado os eventos e atividades importantes que eu havia faltado devido a compromissos de trabalho.”

Segundo ele, havia uma boa desculpa para cada ocasião: viagens, reuniões importantes, um telefonema urgente e tarefas a cumprir. “Mas me dei conta de que não estava considerando algo infinitamente mais importante. (…) Eu não estava passando tempo suficiente com ela.”

A situação incomodou bastante o executivo. “Foi um sinal de alerta. E é um dos principais motivos pelos quais eu decidi fazer uma enorme mudança profissional”. Após renunciar ao cargo de CEO da Pimco, El-Erian diz que optou por fazer somente trabalhos de meio período, que exigem menos viagens e permitem mais flexibilidade.

O investidor, que estudou em Oxford e Cambridge, afirmou que agora tem tempo até de pegar sua filha na escola. Desde então, ele e a esposa se revezam para acordar a menina, preparar o café da manhã e levá-la à escola.

“Infelizmente, nem todas as pessoas têm esse luxo. Mas espero que empresas deem mais atenção à importância do balanço entre vida e trabalho, e mais e mais pessoas estejam em posição de decidir e agir em função do que é importante para elas.”

Fonte: Época Negócios

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4 coisas pra se lembrar depois de tomar um pé na bunda

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Você que nunca levou um pé na bunda tenha certeza de que a sua hora vai chegar. E, tecnicamente, essa não é uma dessas pragas inteiramente ruins. Às vezes é necessário que a gente passe por algumas decepções na vida para aprender mais sobre as pessoas, ficar mais com o pé no chão, e principalmente, ganhar experiência de vida para levarmos aos próximos relacionamentos. Levar um fora nunca é uma situação agradável, mas a gente (depois de alguns dias ouvindo músicas de fossa e tomando sorvete direto no pote) percebe que de uma forma ou de outra, ficamos mais fortes, mais espertos com essas peças que a vida nos prega. O que importa, no fundo, é que depois de levar um pé na bunda, você não se esqueça dessas lições.

  1. As coisas nem sempre são como queremos.

Infelizmente, ou felizmente, o que planejamos nem sempre acontece da forma que esperamos. Quando entramos em um relacionamento, a gente acaba fazendo mil planos, e isso, definitivamente não é algo errado (ao contrário, é disso que se formam as relações). Mas, é preciso ter a consciência de que as coisas podem sim mudar algum dia. Ninguém começa a namorar com outra pessoa esperando que tudo chegue ao final, e no meio desses sentimentos e paixões, acabamos nos deixando levar por aquele sentimento de que “vai durar para sempre”. Às vezes dura mesmo para sempre, mas (muitas vezes), a paixão acaba inesperadamente, e ficamos perdidos para qual caminho seguir. O meu conselho é: siga em frente, conheça novas pessoas, saia com os amigos, se deixe passar pela fase do “luto pós-término”, aprenda a ser feliz com sua própria companhia, e depois, não se deixe perder em meio a sentimentos remoídos e frustrações. Aprenda a lidar com o fracasso, e saiba que o fracasso de hoje, pode ser o seu sucesso amoroso de amanhã (parece meio clichê, mas é fato).

  1. Você em 1º lugar.

Uma coisa que aprendi na raça depois de vários términos de relações frustradas foi a me amar mais. Parece que não faz nenhum sentido? Mas faz todo o sentido possível. Quando levamos um chute de alguém, nos sentimos a pior pessoa do mundo, a mais feia, a mais idiota possível. E nessa fase que está aquele velho perigo que nos faz rastejar atrás da outra pessoa implorando para que volte com você. E daí sabe o que acontece? Todo o nosso valor é jogado no lixo depois de ser pisoteado por nós mesmos. Quando eu digo valor, eu me refiro ao nosso ego mesmo. Acho que, às vezes, é importante que nos coloquemos em primeiro lugar para saber que, se a outra pessoa não está mais afim de você, outra pessoa (que até mesmo combine mais e te faça mais feliz ainda) pode estar ou vir a ficar. Acho que, se a gente não se amar, não enxergar o próprio valor, nenhuma outra pessoa o fará por nós. É importante que a gente se ame muito e todos os dias, sem nenhuma vergonha por isso.

  1. Tem muito peixe nesse mar.

Tem muita, muita gente nesse mundo e felizmente somos todos muito diferentes (e alguns, bastante iguais) em muita coisa. Se não deu certo com alguém, não ache que você nunca mais vai encontrar ninguém que te faça feliz. A gente só encontra alguém bacana para estar ao nosso lado quando nos damos essa chance, quando estamos abertos a conhecer novas pessoas, descobrir nossos gostos, novos jeitos, e fugir do velho recalque (como já dizia a Valesca).

Mas, ao mesmo tempo, não adianta nada você logo que passar por uma decepção amorosa sair correndo atrás de outra pessoa para suprir a sua carência e preencher uma lacuna que você não consegue preencher sozinho. Quando ainda estamos machucados por um relacionamento anterior e entramos de cabeça em um novo, muitas vezes o resultado é desastroso. Isso porque, no fundo, todos os defeitos que temos e nem percebemos continuarão ali, e as mágoas passadas e comparações surgirão quando você menos esperar, machucando também um possível relacionamento que poderia até dar certo, mas já começou errado.

  1. Não queira ser o que você não é.

Eu costumo falar que as pessoas não mudam, ao menos que sintam uma necessidade real de mudar alguma coisa que não está fazendo bem. O maior erro das pessoas é achar que são capazes de mudar coisas nelas mesmas que não as incomodam de verdade, somente para agradar outras pessoas. Por maior que seja o sentimento em relação ao outro, é difícil vestir uma máscara e fingir que somos alguma coisa que não somos de verdade 24 horas por dia. E tentar fingir ser algo que não é para “prender” outra pessoa é um dos maiores erros que podemos cometer, porque, no fundo, ficaremos insatisfeitos com atitudes que estamos tomando não concordamos, estaremos enganando também a outra pessoa e vivendo uma fantasia em prol a um relacionamento baseado em uma mentira.

Acho que a gente precisa se dar a chance de encontrar uma pessoa que aceite nosso jeito de verdade, que não olhe com maus olhos o nosso mau humor matinal, as nossas implicâncias com a programação da televisão, com o nosso jeito de dar risada, com o nosso humor tão idiota. Não vale a pena, de nenhum jeito, esquecer do que somos realmente para agradar outra pessoa que nem mesmo se esforçou para nos enxergar e nos aceitar como somos de verdade.

Fonte: Entre Todas As Coisas

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É difícil dizer adeus pro passado

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Processed with VSCOcam with 5 presetTalvez eu encontre você no final de uma segunda-feira nublada, na volta pra casa, meio cansada e mal-humorada, enquanto tento entender por que a vida não pode ser feita de sextas. E talvez você sorria, sincero, porque tudo já vai ter passado, como sempre passa.

Talvez eu não me lembre direito por que você deixou de fazer sentido pra mim. E talvez você, ali, naqueles poucos segundos em que nossos olhares vão se encontrar, se questione por que raios foi que a gente não deu certo. Por que foi que o nosso amor não vingou.

Quem sabe eu fique amiga de um de seus colegas de trabalho. E saiba por ele que você ainda pergunta sobre mim de vez em quando. Porque, apesar de tudo o que foi gritado, você ainda lembra que curtiu muito os dias comigo. E é normal a gente querer saber se quem um dia a gente amou anda feliz, anda bem, se tá vivo. Talvez eu também arranje coragem pra contar pra ele que, entre o ódio e o desprezo que eu senti, sobrou também um tiquinho de carinho.

Pode ser que a gente se esbarre no aeroporto de Guarulhos. Eu indo pro Rio e você voltando de lá. E aí talvez a gente perceba que nosso problema não foi sermos “as pessoas erradas”, foi só falta de timing. Eu tava sempre indo e você já tinha voltado. Eu ainda tava te amando e pra você já tinha acabado.

Talvez bata uma saudade louca no final do seu próximo relacionamento. E talvez eu tenha vontade de te ligar no dia do seu aniversário. Quem sabe até eu não ligo. Não é pra pedir pra voltar, eu juro. Talvez eu apenas te deseje um futuro feliz.

Pode ser que, entre meia-noite e uma da manhã, você feche os olhos e se lembre de mim. E talvez doa (também dói por aqui) ou talvez você só sorria (é bom saber que a gente viveu tudo aquilo, não é?). Porque, talvez, lembrando de mim como eu me lembrei de você pra escrever isto aqui, a gente descubra que alguns amores marcam e ficam. Ainda que acabem. Como o nosso ficou.

Fonte: Entre Todas As Coisas

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