Como “viver a vida” assim? Um ambiente de tristeza, traição, sofrimento, discórdia e abandono.

“Viver a vida” em um clima pesado como este da novela do Maneco (Manoel Carlos)? Como assim.

A vida adulta assassina a infância de nossas crianças, com a má educação, a intromissão nos assuntos de adultos, desobediência à mãe, vive a pequena Rafaela, personagem da atriz mirim Klara Castanho.

“Viver a vida”, em um ambiente hospitalar onde ocorre brigas por romances mal resolvidos. Em que a médica se “apaixona” pelo marido da sua paciente…o conceito de família não valorizado. A família que dá todo apoio necessário  a um ente querido com uma doença como o cancer. Cuja doença é mais um drama de “Viver a vida”.

E o “viver” a irmã Isabel da “vida”, gente… Quem merece uma irmã como aquela? Até merecemos…mas em algum momento dessa vida, nossos manos e manas jogam do nosso lado. Não é verdade? A Isabel (personagem de Adriana Birolli) só falta esvaziar o pneu da cadeira de rodas da Luciana (personagem de Aline Moraes).

Ah, ainda tem que “viver a vida” de Sandrinha e Benê, do pai da Soraia (que família merece um pai rabugento como aquel), do coitado do Maradona (até nisso os argentinos dão mau, achei que era só no futebol) – a Dora é como um Luíz Fabiano (atacante da seleção brasileira) na vida dele.

Nem fala na vida da Tereza (personagem de Lilia Cabral).

Bom mesmo é “viver a vida” de Carlos, ainda que a Betina “não … e nem sai da moita”. A vida de Bruno, Felipe, Alice, Cida (um inferno pra vida de Gustavo) bem que eu queria.

Está acabando mais um capítulo. O melhor vem a seguir, um depoimento de alguém que realmente busca outros motivos pra VIVER A VIDA.  Um morador da cidade de São Paulo, nem pode mais assistir a novela, a sua TV está debaixo d’água.