Ainda sobre a estória da perda do meu celular. Em de minhas tentativas de resgatá-lo, ao ligar uma criança atendeu. Eu disse:

– oi tudo bem? bom dia!

– eu perdi esse telefone e gostaria de saber quem o encontrou, quero combinar uma devolução…

A criança, ofegante respondeu:

– moço, foi a minha Mãe que achou, vou chamar ela e ai ocê fala com ela tá?

Eu disse também:

– tá bom, obrigado

De onde a criança estava até supostamente a Mamãe “mal educadora” estava foi poucos segundos… ao entregar, só ouvi  – “toma…” e sinal de desligando, tipo “end”.

Como dizer depois que coisa errada quem faz é só a criança do morro. No asfalto as coisas acontecem na contra mão também. Que conceito essa criança vai ter de POSSE? Quando eu era menino, ao achar um brinquedo eu tinha que garantir pra minha Mãe a procedência, rua, perto de quem, em frente a casa de fulano, etc. Aí vinham o interrogatório, não é de cicrano, bertano não perdeu, vai lá perguntar ele, blá blá blá… !!! Assim aprendi que o que é meu ou foi ganhado, comprado, etc.

Mas já criança eu ouvia dizer que ao encontrar algo se não tiver dono passa a ser seu até o dono reaparecer. Custe o tempo que custar. Essa criança tem duas informações, uma que eu disse que o celular era meu, e a informação primária da Mãe “mal educadora” – sabe-se lá o que falou pra filha.

E se a filhinha encontra droga na rua? Sai com a turminha e acha que o do outro é dela também e começa a roubar? Vê um objeto do velhinho caindo e não o avisa? espera cair pra depois apanhar?

E depois de tá na mão, EU VOU DIZER O QUE LÁ EM CASA?  O que minha MÃE MAL EDUCADORA DISSE UM DIA !!!