Quase 60 deputados federais que tomam posse nesta terça-feira (01), chegam ao Congresso Nacional como réus. É  réu o cidadão que considerado culpado em alguma causa de crime contra outro cidadão, patrimônio público ou privado, danos ao meio ambiente, etc.

A condição de criminosos deste representantes popular, eleitos pelo voto do povo é um contraste enorme aos conceitos de honra, moral e bons exemplos. É questionável a audácia de termos no Parlamento Brasileiro alguém que represente um cidadão, quando o mesmo não preenche os requisitos necessários ao cargo que ocupa.

Estes deputados são acusados de crimes na administração pública, financeiros, contra a fé, contra a paz pública, contra a honra, contra as leis eleitorais, contra a pessoa, etc. Imagine alguém que vai fazer leis, votar no que é melhor para o povo, por exemplo, em mais recurso financeiros para a saúde – ser o mesmo que um dia desviou o dinheiro em algum Estado ou Município. No mínimo é de desconfiança a sua conduta no caso.

A Lei de Ficha Limpa, de iniciativa popular com mais de 1,9 milhão de assinaturas a favor, impede políticos com condenação na Justiça de concorrerem às eleições. É um sucesso a Lei. Insucesso são as práticas da Justiça brasileira, muitas das vezes obscuras para o entendimento popular. Uma prova desta impressão é o surgimento do ditado no meio do povo, de que “a justiça nem sempre anda de mãos dadas com a lei”. É fato. O ex-prefeito e governador de São Paulo, Paulo Maluf, é considerado um “ficha suja” pelos vários crimes cometidos em sua gestão no poder da capital e do estado, com o maior PIB (Produto Interno Bruto) do País. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) permitiu que o deputado tomasse posse agora. Eleito com quase 500 mil votos, ele teve o registro negado pela Justiça Eleitoral Paulista, mas coube os recursos no TSE.

“Não é culpa do Judiciário. É culpa da sistemática processual. Hoje, o Código de Processo Penal, as leis criminais, dão grande possibilidade para aquele que tiver um bom advogado empurrar o processo com a barriga e vir a ocorrer a prescrição” – argumenta o promotor de Justiça Affonso Guizzo Neto. Ele é idealizador de uma campanha de combate à corrupção eleitoral.