O termo “orgânico” empregado para algumas categorias de alimentos vem cada vez mais pulverizando o discurso e a mesa dos brasileiros. Até sete anos atrás o País ocupava a 34ª posição no ranking da produção da “alimentos orgânicos”. Hoje, ocupamos o segundo lugar perdendo apenas para a Austália.  São cerca de pouco mais de 20 mil produtores no Brasil. Embora o crescimento está quase 30% ao ano, encontrar esses alimentos livres de agrotóxicos e pesticidas nos grandes centros urbanos é uma peleja. Elevando a relação custo/benefício desse gênero de alimentos (vegetais). É economicamente desproporcional.

Outro fato a questionar e investigar é se a produção do alimento orgânico é feita sobre solo limpo. O que é isso? É que não basta excluir o uso de substâncias químicas na fabricação. A base orgânica é a terra – por sua vez deve estar livre do cultivo de qualquer cultura vegetal que tenha usado pesticida, fertilizantes ou agrotóxico. Um dos principais desafios do ProOrgânico – Programa de Desenvolvimento da Agricultura, órgão do Ministério da Agricultura no Brasil, é fiscalizar como está sendo o cultivo do alimento orgânico.

A atividade da cultura orgânica é pautada nos moldes antigos de produção de alimentos. Usando os estercos animais (bosta de gado/boi/vaca), rodízio de culturas/plantação  e o controle de pragas por métodos naturais. A agricultura orgânica está  relacionada ao desenvolvimento sustentável. Ou seja, a sociedade de hoje têm o direito, a liberdade e a necessidade de produzir suprimentos, sem comprometer a “fontes” que fornecerão em igualdade os provimentos das futuras gerações. Resumindo: desenvolver-se sem acabar com os recursos que me foram utéis hoje.

Os alimentos orgânicos não se limitam apenas nas categorias dos vegetais. Hoje já é possível encontrar grãos, laticínios, carnes, pescados, etc.

E aí? Já existe esse negócio de orgânico na sua mesa? Pois é, ainda não é possível viver nas grandes cidades alimentando exclusivamente de produtos orgânicos. As feiras livres são as melhres opções. É onde se encontra o preço mais acessível se comparado aos demais lugares de oferta de orgânicos. A causa disso é que cerca de 80% da prudução de orgânica no Brasil é oriunda da agricultura familiar. Como saber se um alimento é orgânico ou não? Uma análise bem simples é observar o ciclo de vida dos alimentos vegetais. São aqueles que dão em determinadas épocas do ano. Exemplos: manga, abacaxi, cajú, etc. Outro fator a verificar é a característica do alimento. A cenoura (Daucus carota) por exemplo, de raiz inchada, em formato cilíndrico e cor laranjada. Tamanho bem menor do que as que estamos acostumados a ver, mas com sabor e cor jamais vistos nas bancadas/vascas por aí nas grandes redes. É que os alimentos com aditivos químicos tendem a crescerem mais.

É um mito enteder que os alimentos orgânicos no Brasil são mais caros pela categoria que ocupam. A verdade é que são 30% mais onerosos, isso está associado à baixa produtividade na escala de produção. A demanda é maior que a oferta, então o custo fica mais fixo e elevado.

Outra verdade é que os alimentos orgânicos são mais feios, menores e pouco atraentes. Porém de mais qualidade. Possuem menor teor de água, maior concentração de matéria (polpa, fibra, massa, etc), têm mais vitaminas e concentração de sabor.

Vale a pena buscar um alimento orgânico.