Olá pessoal, acabei de assistir o “revolucionário” filme – A rede social.  O filme descreve o ambiente, as estratégias e “o como” do advento do Facebook, uma das gigantes Empresas tecnológicas da era digital.

Não apenas o roteiro ganhou uma característica complexa. Ver o filme e não se incomodar com as relações humanas e coorporativas é uma racionalidade de alta complexidade. Todas as glórias conferidas à película têm as origens no leito das relações humanas. É um filme: “brilhante” porque quem brilha além dos astros é o homem. “Um marco” pela essência em tratar o embate sobre os sócios. Revoluciona sim, literalmente. É “sensacional” porque acompanha o ambiente em que é narrado. E várias outras atribuições como imenso, inebriante e memorável mesmo.

No momento em que no Brasil a rede social com maior número de usuários, ganha o codinome de FACE – é altamente assustador as suas forças. É o mesmo que apelidar por parte do nome alguém que cai no seu gosto. São milhões de brasileiros conectados pela rede de Mark Zuckeberg.

O recorte que fiz do filme é que a Rede nasce em um ambiente totalmente hostil. O seu advento se for verdade os fatos narrados ali, tem semelhanças ao nascimento pobre do menino Cristo. Ao lado de animais, sobre uma cama improvisada, na cocheira onde se servia alimento para as vacas, bois e etc. Não por acaso o embrião do sucesso de adeptos da “FaceMash”, é a associação que Mike faz de sua ex-namorada à uma vaca de fazenda. E assim começa o Facebook, quando Zuckeberg irritado com o fim do relacionamento invade o banco de dados de Harvard e dissemina na rede da universidade a difamação contra sua ex.

“Você não consegue 500 milhões de amigos sem fazer alguns inimigos”. É assim que nasce o Face. Aqui está o gancho da reflexão, até que ponto nós usuários contribuímos para os males da relação humana. Olha, é uma reflexão da seguinte conclusão: tchau, deletei a minha página no face. Do ponto de vista das relações humanas. Alimentamos um negócio que tem sua origem no que há de pior da perversidade de homens e mulheres – sermos medíocres.

Então:

No final do filme liguei para um amigo para compartilharmos algumas idéias sobre A rede social. É muito comum isso entre nós. Somos metidos a cinéfilos. E o que mais assusta é que poucos nas redes sociais se interessam por suas práticas, interesses e como elas surgem. E há outra pessoa que disse concordar com as práticas e trapaças de Zuckeberg, “é necessário para a manutenção do negócio”, afirma ela.

Então, é racional também pensar que para o negócio do traficante é absolutamente normal e natural o seqüestro, para garantir o financiamento da atividade?

Na internet não se escreve a lápis Mark, se escreve a tinta”. É a fala da personagem Erica Albright – a namorada alvo de difamação no filme. É uma metáfora do estrago que se pode fazer sobre alguém ou empresa na rede. É fato isto. Temos relatos, reportagens e processos na justiça sobre casos assim.

Vale muito apena assistir o filme. É contemporâneo do ponto de vista dos negócios que se arquitetam na rede.

Inclusive sobre as relações humanas. Um negócio lucrativo, valioso e que deveria ser preservado e não negociado.

Os números da rede:

  • O Orkut é a rede mais “acessada” no Brasil. 85 bilhões de pagevews ao ano.
  • Dos usuários de internet no País, 67% deles ficam online em redes sociais.
  • Desse total, 25% utilizam o Windows Live Messenger.
  • 86% dos internautas por aqui estão registrados em pelo menos uma rede social.
  • O Brasil ocupa o 4º lugar em atualizações de blogs no mundo. Diariamente, 2,6 milhões de brasileiros atualizam um blog pessoal, de empresas, instituições ou afins.
  • Mas apenas 16% dos usuários de rede social produzem conteúdo.
  • As mulheres representam a maior fatia no bolo, 42%.
  • 5 horas por mês é o tempo médio gasto pelos brasileiros na internet.

Fonte: Studio Maga Rosa (principal), eCMetrics, Ibope, Webmétrica Sysomos, Ad Planner Google, Buzz Volume, Revista Info, Twitter, IMasters.