Dilma anuncia R$ 3,16 bilhões para o Metrô de Belo Horizonte – EM. Será que agora sai a expansão do Metrô?

Por Guilherme Cardoso,

Não tenho certeza, mas os indícios são muitos. Sabe-se que há um lobby, forte e constante deempresários do setor rodoviário. Defendem com unhas e dentes o transporte sobre rodas. Desde os coletivos urbanos, ao transporte intermunicipal e interestadual de passageiros. E de cargas também. Mesmo com o estado precário das estradas brasileiras.

São poucos, mas influentes nas decisões governamentais. Trabalham contra a volta dos trens de passageiros, e os de cargas. Não querem perder seus negócios tão lucrativos. Ás favas os usuários.  A maioria, o povo, forte, mas sem voz, quer e precisa do transporte sobre trilhos para se locomover, ao trabalho e ao lazer, com rapidez e segurança. Metrô e linhas de trens urbanos interligando bairros e cidades vizinhas.

O mundo todo privilegia o sistema ferroviário para transporte de passageiros e de cargas. Países de economias avançadas modernizam metrôs, lançam trens de superfície, trens-balas de alta velocidade. O Brasil permanece nacontramão, optou por abandonar o transporte ferroviário em favor do transporte sobre rodas.

O caos toma conta da mobilidade urbana. Ninguém mais se entende e se desloca com rapidez para lugar nenhum nas grandes cidades brasileiras. Seja de que transporte for. Avião, ônibus ou veículo próprio. Com as motos ainda se consegue mais agilidade, mas os acidentes se avolumam. Distâncias pequenas que há cinco anos se gastavam 15 minutos, hoje são realizadas em duas horas ou mais nos horários de pico no trânsito.

Soluções de emergência são propostas, viram paliativos. Não resolvem o problema no longo prazo. Ônibus articulados, tipo sanfona, BRTs, acabam por gerar mais congestionamentos. BH tem muitos cruzamentos. Táxis lotação não atendem a todos e também deixam de ser velozes. Transporte solidário, utopia, oferecer carona para o seu vizinho ou colega não pega no Brasil. Falta a cultura,  o hábito, a confiança e a solidariedade. E a segurança!

O jeito é direcionar verbas para o transporte sobre trilhos. Maciçamente. E duvido que seja mais caro que abrir estradas e dar manutenção a toda hora. Com os trens, se instalam os trilhos uma vez e não se sabe quando haverá alguma reposição. Só em casos extremos. Bastam revisões e monitoramento das viagens. E quantos passageiros e cargas se transportam simultaneamente. Com rapidez, conforto e segurança.

Belo Horizonte e cidades vizinhas ainda dispõem de quilômetros de malha ferroviária, utilizadas apenas para o transporte de cargas. De minérios, na verdade. Se as prefeituras quisessem, e com poucos investimentos, colocariam já em funcionamento em cada trecho três ou quatro vagões de passageiros. Uns intercalando com estações do metrô, outros chegando até o centro da Capital.

Falta vontade política. É preciso mobilização popular!