Ao final do seu primeiro ano de mandato, o governo da presidenta Dilma Rousseff atingiu índice de 88% de avaliação positiva (a soma de avaliações de “ótimo ou bom” e “regular”), segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira 16 pelo CNI/Ibope. O número é maior que o alcançado pelos antecessores no cargo Fernando Henrique Cardozo e Luiz Inácio Lula da Silva no mesmo período.

Além disso, a pesquisa com 2.002 participantes, realizada em 142 cidades entre 2 e 5 de dezembro, mostra que Dilma mantém alto nível de aprovação pessoal dos brasileiros: 72%.

Isso ocorreu mesmo em um ano movimentado por denúncias de corrupção e seguidas demissões de ministros por suposta participação nestas irregularidades. O governo vem sendo mantido sobre pressão desde maio de 2011, após a saída de Antonio Paloci da Casa Civil, acusado de aumentar seu patrimônio em 20 vezes via uma empresa de consultoria que supostamente fornecia informações privilegiadas aos clientes.
Desde então, surgiram na mídia constantes denúncias contra ministros de Dilma. Seis integrantes da equipe da presidenta foram forçados a pedir demissão: Alfredo Nascimento (Transportes), Wagner Rossi (Agricultura), Pedro Novais (Turismo) e Carlos Lupi (Trabalho). O ministro Nelson Jobim perdeu o cargo após uma série de declarações contra o governo e ataques à eficiência de colegas de outros ministérios.

Devido a repercução destes casos, 28% dos entrevistados pelo CNI/Ibope dizem lembrar de alguma notícia a envolver corrupção no governo. Por outro lado, 68% dos participantes dizem confiar na presidente Dilma. O índice que se mantém o mesmo há três meses.

Os brasileiros também estão com expectativas melhores em relação ao restante do governo, 59% acreditam que o período será “ótimo” ou bom”. Contudo, das nove áreas de atuação analisadas, o governo registra resultados positivos em apenas três: combate à fome e à pobreza, combate ao desemprego e meio ambiente. Os piores resultados foram as políticas de educação, saúde e segurança pública.

Fonte: Carta Capital