Mundo

Sudão do Sul – a guerra ainda não acabou

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No Território do Sudão do Sul, África É que foi verificada uma das mais sangrentas e amargas Guerras da humanidade. A partir de 2011, o Sudão do Sul ganhou a independência do Sudão após um acordo de paz de 2005 que encerrou a guerra civil mais longa da África.

Depois de um referendo, em que a esmagadora maioria dos sul-sudaneses votaram a favor da secessão, o mais novo país da África veio a ser, a primeira desde a Eritréia que se separou da Etiópia em 1993.

Mas duas províncias sudanesas, Kordofan do Sul e Nilo Azul, das quais as pessoas predominantemente queriam se tornar os cidadãos da nova nação, foram excluídos do negócio.

O SPLM-N, a filial norte do Movimento do Sudão Popular de Libertação (SPLM) no Sul do Sudão, consequentemente, pegaram em armas novamente contra o governo sudanês do presidente Omar al-Bashir, e combate continuou dentro e fora desde então. Mas o Mundo finge não saber disto.

Cinco anos atrás, quando a guerra começou, Pessoas e Poder enviou repórter Callum Macrae para investigar alegações de crimes de guerra cometidos pelo regime de Bashir na região. No mês passado, ele voltou.

Fonte: Al Jazeera

Pokémon Go – o que de fato causa?

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Pokémon Go – o que de fato causa?
 
1 – quando você instala o jogo em seu smart phone é dado todo o acesso às suas informações que estão nele.
2 – por meio do jogo a Google (Niantic) e Agências de Estado mapeiam os espaços inexplorados – usando seu aparelho.
3 – alguns críticos chamam o jogo de futilidade e desperdício de tempo caçando bichinhos virtuais.
4 – o jogo, Pokémon Go não deixa de ser um nicho tecnológico da “realidade aumentada” – mistura de mundo virtual à adequação exagerada da realidade.
5 – há riscos á privacidade trazidos pelo jogo.
6 – inclusive de informações pessoais.
7 – O que da sua “vida privada” o Pokémon Go tem acesso?
* contas de redes sociais, localização, dados armazenados, cartões e conexões USB, acesso a outros dispositivos usando o Bluetooth sem você ao menos perceber, identificações de redes de acesso, tipo Wi-Fi e acesso a elas e controle da vibração.
8 – Ele também adiciona funcionalidade dentro do Grupo de Permissões.
9 – para jogar o usuário deve permitir que o jogo instale no aparelho os “cookies”.
10 – O que é COOKIES? São programas “espiões” de coleta de informações baseadas em perfil de usuário. Com infinitos objetivos: econômicos, comerciais, de publicidade, de investigação, etc.
11 – NÃO É TERRORISMO, MAS É O ITEM MAIS PREOCUPANTE: o Pokémon Go diz assim no contrato de “ACEITE DE TERMOS”, na seção 3.e enuncia: “Nós cooperamos com o governo, com órgãos de fiscalização ou com terceiros para aplicar e respeitar a legislação. Nós podemos repassar qualquer informação sobre você que está em nossa posse ou controle ao governo, a órgãos de fiscalização ou a terceiros caso entendamos como apropriado para: (a) responder a solicitações, processos; (b) proteger nossa propriedade, direitos e segurança e direitos de um terceiro ou do público em geral; (c) identificar e interromper atividades que nós consideremos ilegal, antiética ou legalmente questionável”. Traduzindo: colabora com os Governos.
12 – Há denúncias de que a Niantic (startup da Google) é parceira da CIA – Agência de Inteligência dos Estados Unidos.
 
Aguarde mais informações sobre o Pokémon Go.

Allepo – Síria: horror sem fim

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A picture taken on April 28, 2016 shows Syrian men inspecting the damage at the Al-Quds hospital building following reported airstrikes on the rebel-held neighbourhood of Sukkari in the northern city of Aleppo. Doctors Without Borders condemned Thursday the "outrageous" air strike on a hospital it was supporting in the war-torn northern Syrian city of Aleppo, where doctors were among those killed. Local rescue workers said the overnight strike on the Al-Quds hospital  and a nearby residential building left 30 people dead. Among them was the only paediatrician operating in the rebel-controlled eastern parts of Aleppo city, they said. Doctors Without Borders, which is also known by the acronym MSF, said two doctors were among 14 people killed in the strike on the hospital. In an online statement Thursday, Doctors Without Borders (MSF) said it had been donating medical supplies to Al-Quds since 2012. MSF said it had been donating medical supplies since 2012 to the 34-bed Al-Quds hospital, where eight doctors and 28 nurses worked full time. Karam Al-Masri/AFP

O bombardeio do hospital Al Quds, apoiado pela organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF), na cidade de Aleppo, no norte da Síria, na noite da última quarta-feira (27/04), deixou ao menos 14 mortos, incluindo dois médicos.

De acordo com profissionais do hospital em campo, a instalação foi destruída por ao menos um ataque aéreo que atingiu diretamente o prédio, deixando apenas escombros. Outros ataques aéreos na vizinhança também atingiram áreas próximo do hospital.

“MSF condena categoricamente esse ataque ultrajante direcionado mais uma vez a uma instalação médica na Síria”, diz Muskilda Zancada, coordenadora-geral de MSF na Síria. “Esse ataque devastador destruiu um hospital vital em Aleppo, e o principal centro de referência em cuidados pediátricos na área. Onde está a indignação entre aqueles que detêm o poder e a obrigação de dar um fim a essa carnificina?”

A situação na cidade de Aleppo, onde têm se instalado consistentemente as frentes de batalha desse conflito brutal, já era crítica mesmo antes desse ataque. Estima-se que 250 mil pessoas ainda estejam na cidade, que assistiu a aumentos dramáticos na intensidade dos bombardeios, confrontos e fatalidades nas últimas semanas. Apenas uma estrada permanece aberta para a entrada e a saída de áreas não controladas pelo governo. Se ela for bloqueada, a cidade ficará sitiada.

Ao longo da última semana, diversas outras estruturas médicas foram atacadas e destruídas em Aleppo, e cinco profissionais de resgate da organização de Defesa Civil síria foram mortos. MSF doava suprimentos médicos para o hospital Al Quds desde 2012, e construiu uma relação de trabalho muito forte com os profissionais dali.

“Em meio a essa tragédia, a dedicação e o comprometimento da equipe do Al Quds, trabalhando sob condições inimagináveis, foram firmes ao longo desse conflito sangrento”, continuou Zancada.

O hospital de 34 leitos oferecia diversos serviços, incluindo emergência, cuidados obstétricos, ambulatório, internação, unidade de terapia intensiva (UTI) e centro cirúrgico. Oito médicos e 28 enfermeiros trabalhavam 24 horas no hospital, que era o principal centro de referência pediátrica em Aleppo.

MSF mantém seis instalações médicas no norte da Síria e apoia mais de 150 hospitais e centros de saúde no país, muitos dos quais em áreas sitiadas. Diversos hospitais no norte e no sul da Síria foram bombardeados desde o início de 2016, incluindo sete deles apoiados por MSF – nos quais ao menos 42 pessoas foram mortas, incluindo ao menos 16 profissionais médicos.

Fonte: Médicos Sem Fronteiras

 

Transporte Público: como fazer dele uma alternativa para uma mobilidade sustentável e viável?

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image (18)Se o século XX foi marcado pelo uso excessivo de automóveis, o século XXI será o da busca por soluções que melhorem a qualidade de vida dos habitantes nas cidades. Por isso, administradores públicos, empresas e pessoas buscam formas de priorizar o transporte público – ônibus, metrô e trem – e oferecer às zonas urbanas alternativas para uma mobilidade sustentável e viável no longo prazo. O blog Inhabitat, ligado ao Boston Architectural College, fez uma lista com as cinco cidades que mais se destacam quando o assunto é transporte coletivo. Confira:

1º lugar: Tóquio
Na capital japonesa, o transporte público é a espinha dorsal da cidade e a primeira opção da população para se deslocar. A rede é complexa: metrô, VLT (bondes), trens urbanos, ônibus e balsas realizam 30 milhões de viagens diárias.

2º lugar: Nova York
Na Big Apple, são várias as possibilidades de locomoção: ônibus, trem, metrô, bicicletas, balsas e até faixas exclusivas para pedestres. O transporte público funciona 24 horas por dia e atende toda a demanda da cidade.

3º lugar: Londres
A cidade do maior e mais antigo metrô do mundo (1863), o London Underground, ainda hoje é um dos mais eficientes. São 268 estações e cerca de 400 km de extensão. A capital inglesa ainda conta com uma vasta rede de ônibus, trens na superfície e bondes suburbanos.

4º lugar: Paris
Você encontra na capital francesa uma estação de metrô a cada 500 metros. E são pelo menos 300 estações. Paris ainda tem uma extensa linha de ônibus de superfície, oito linhas de VLT (bondes) e um sistema de aluguel de bicicletas com 1.400 estações.

5º lugar: Moscou
Inaugurado em 1935, a capital russa tem um dos sistemas mais pontuais do planeta. Mais de 8 milhões de passageiros utilizam diariamente o metrô de Moscou, que tem 305 km de extensão.

A matéria completa pode ser lida no site do Instituto Akatu.

Fonte: As Boas Novas

O Exército dos EUA pela primeira vez realiza ataque cibernético ao Estado Islâmico

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Com a intenção de romper a infraestrutura digital do ISIS (Estado Islâmico), os EUA executam o primeiro ataque cibernético da sua história. Os americanos com ações desse tipo mostram que a ciberguerra é uma “arma” bélica tão importante quanto o ataque de bombardeiros e incursões por terra. De acordo com o New York Times, a ação cibernética tem o objetivo de interromper a comunicação e restringir as informações que demandam os canais digitais.

Entre os efeitos esperados estão a possibilidade de atrasar ações do grupo, com o temor de que eles poderiam estar caindo em uma armadilha dos Estados Unidos.

 

O brasileiro não sabe o que é a religião muçulmana

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Por Francirosy Campos Barbosa*

A pluralidade, diversidade da nossa sociedade atual não impede que sejamos completamente aversos ao diferente. O brasileiro forja a ideia de “homem cordial”, mas o que temos visto em todos lugares, no cotidiano das ruas e das redes sociais é uma onda de preconceito avassalador depois do último atentado em Paris. Os muçulmanos viraram alvos de ofensas, que vão de xingamentos a dizer para uma criança na escola que ela que explodiu a bomba em Paris. Mulheres muçulmanas foram acometidas pelo medo de andar nas ruas, de usar transporte público. Só nesta semana quase 100% delas me disseram ter medo de sair às ruas e me narraram episódios que me faz refletir que falta conhecimento ao povo brasileiro da religião muçulmana. Ainda vemos o Islam como uma religião étnica, árabe e contida no Oriente Médio e mesmo que fosse uma religião tal qual as pessoas imaginam ser, também não justificaria tanta islamofobia, xenofobia. O Brasil é também um país que deve muito aos árabes, é um país de imigrantes, misturado.

O que os brasileiros ainda não sabem é que a maioria dos muçulmanos está no continente asiático e africano. No último sermão do Profeta Muhammad ele diz como ensinamento aos muçulmanos:“Um árabe não é superior a um não-árabe, nem um não-árabe tem qualquer superioridade sobre um árabe; o branco não tem superioridade sobre o negro, nem o negro é superior ao branco; ninguém é superior, exceto pela piedade e boas ações…”.

O Islam religião revelada no século VII ao Profeta Muhammad tem cinco pilares da prática: 1) A profissão de fé – Shahada, que é dizer:Não há Deus, se não Deus, e o Profeta Muhammad é seu mensageiro.Ao dizer isso, qualquer pessoa se torna muçulmano. É a base da religião dizer que nada pode ser maior ou associado a Deus, e o Profeta Muhammad é o mensageiro e não santo e não deve ser cultuado, representado imageticamente, inclusive, assim como todos os demais profetas do Islam: Noé, Abraão, Moisés, Jesus, no total são 144 mil profetas que os muçulmanos respeitam. Se um muçulmano ofende algum deles, por exemplo, ele não pode ser considerado muçulmano; 2) Salat (oração) é obrigação de todo muçulmano rezar cinco vezes ao dia, a oração é a primeira forma de adoração a Deus.”Sou Deus. Não há divindade além de Mim ! Adora-Me, pois, e observa a oração, para celebrar o Meu nome.”(Alcorão 20:14). Esta obrigação religiosa começa na adolescência tanto para homens quanto para mulheres. As mulheres não devem rezar quando estão menstruadas, não porque são impuras, mas porque a oração deve ser feita abluída (limpo), as pessoas fazem uma limpeza corporal antes de cada oração. Adorar a Deus requer um corpo limpo, um lugar limpo e um coração limpo. 3) O Zakat (purificação) é a contribuição anual equivalente a 2,5% da renda anual que o muçulmano deve pagar para ajudar outros muçulmanos”E lhes foi ordenado que adorassem sinceramente a Deus, fossem monoteístas, observassem a oração e pagassem o Zakat; esta é a verdadeira religião.” (Alcorão 98:5); 4) O Jejum do mês do Ramadan, o jejum dura de 29 a 30 dias, da alvorada ao pôr do sol.”Ó fiéis, está-vos prescrito o jejum, tal como foi prescrito a vossos antepassados, para que temais a Deus.Jejuareis determinados dias; porém, quem de vós não cumprir o jejum, por achar-se enfermo ou em viagem, jejuará, depois o mesmo número de dias…” (Alcorão 2:183-185); 5) Hajj (peregrinação a Meca), este último pilar da prática deve ser feito se a pessoa tiver condições físicas e financeiras.

Ser muçulmano significa praticar este código de vida que se pauta pela adoração a Deus, em tudo está contido esta adoração, até mesmo quando uma mulher menstruada não pode rezar e jejuar, isto também é adoração. O lenço islâmico,hijab**,é também uma prescrição religiosa, e cabe à mulher decidir quando deve usar. Nenhum homem deve obrigá-la, porque esta determinação é alcorânica. Mulheres que usam ohijabcolocam em prática e evidenciam sua adoração a Deus. Infelizmente o ocidente, ainda considera o uso do véu, como ausência de inteligência, ausência de sexualidade, relaciona-se a opressão. Nada disso é o hijab. Hijab é modéstia, é comportamento religioso, é estar entregue a Deus plenamente.

No Brasil, infelizmente o alvo tem sido as mulheres que usam lenço. O desrespeito ao uso de uma vestimenta tem sido a maioria dos relatos que recebo cotidianamente, meninas sendo desrespeitadas dentro das universidades, no trabalho, nas ruas. A dificuldade que as mulheres têm em conseguir um emprego, porque sempre associam sua imagem à violência e à ignorância. Um dos relatos mais fortes que recebi foi de uma moça que resolveu retirar o lenço e recebeu o cumprimento dos seus colegas de trabalho. Brasileiro não é cordial, é islamofóbico, preconceituoso, e precisamos educar as pessoas a aceitarem a pluralidade, a diversidade, pois esta só nos faz crescer como humanos.

* Francirosy Campos Barbosa é antropóloga, docente da Faculdade de Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), pesquisadora de comunidade muçulmana há 18 anos e coordenadora do Gracias (Grupo de Antropologia em Contextos Islâmicos e Árabes) email:[email protected]

** Não é burca, burca é uma vestimenta especifica de contextos como do Afeganistão, advindo de um grupo do Paquistão, não é alcorânico cobrir o rosto, é costume, é regionalismo. Não está pedido no Alcorão e nem aparece na Sunnah do Profeta Muhammad que a mulher tenha que cobrir rosto e mãos.

Fonte: Caros Amigos

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