Crise política – a natureza do caso brasileiro

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Comecemos por um truísmo: a conjuntura política é complexa e difícil para as classes populares no Brasil e, também, na América Latina. No caso brasileiro, em que consistem essa complexidade e dificuldade? Ambas procedem, fundamentalmente, de duas características interligadas e definidoras da crise política atual: a ofensiva política restauradora da direita neoliberal, que foi a iniciativa que provocou a crise política, e a decisão do governo neodesenvolvimentista de Dilma Rousseff de adotar uma política de recuo passivo diante de tal ofensiva.

Essa ofensiva pode ser denominada restauradora porque ela visa a – por intermédio do resgate do programa neoliberal ortodoxo do século passado – restaurar a hegemonia no bloco no poder do grande capital internacional e da fração da burguesia brasileira a ele integrada. Tal ofensiva restauradora tem como base social mais ativa a fração superior da classe média, que tem tomado as ruas do país em manifestações pelo impeachment e logrou, também, neutralizar ou atrair setores burgueses e populares que, anteriormente, dispensavam apoio político aos governos do PT. A Fiesp, que até há pouco perfilava com os governos petistas, passou a fazer oposição à política econômica do governo federal, e a Força Sindical, na sequência de seus movimentos giratórios, acabou estacionando numa posição militante pelo impeachment. Para uma referência rápida, podemos dizer que esse campo representa “a direita”. Porém, é preciso ter claro quais são as classes e frações de classe que o integram e quais interesses elas perseguem, sem o que ficaremos prisioneiros de uma visão superficial e distorcida da crise política.

O recuo passivo do governo Dilma dificulta a definição da estratégia dos movimentos populares na crise atual. Se o governo resistisse à ofensiva política restauradora, mesmo que fazendo concessões menores e táticas para dividir o inimigo, os movimentos populares teriam um quadro mais favorável para, em primeiro lugar, barrar o golpe de Estado branco que ainda se encontra em marcha e, em segundo lugar e ao mesmo tempo, lutar pela adoção de um programa mais ambicioso de reformas, posto que as reformas modestas da era PT estariam preservadas. Teríamos, nesse cenário, uma continuidade, em bases novas, do quadro que se desenhou no segundo turno da eleição de 2014: uma campanha política que reagiu, no nível do discurso, à ofensiva restauradora que a direita já então iniciara. Porém, tendo optado por adotar uma política de recuo passivo, inclusive dando mostras de compartilhar ideias da oposição neoliberal, o governo criou um cenário novo e muito desfavorável para os trabalhadores. Este obrigou as classes populares a lutar – praticamente sozinhas pois a resistência do governo e do seu partido é pífia – contra a tentativa de golpe e, ao mesmo tempo, a resistir às medidas e ameaças do governo às pequenas conquistas dos últimos anos. A situação é de defensiva em toda a linha.

Antes da crise

Os governos do PT, inclusive o atual, expressam os interesses heterogêneos de uma ampla frente política que poderíamos denominar neodesenvolvimentista (1) .

A força social hegemônica nessa frente foi a grande burguesia interna brasileira, que é composta pelas grandes empresas nacionais que atuam na construção pesada, na construção naval, no agronegócio, na mineração, em variados ramos industriais e, inclusive, no setor financeiro. Isso significa que a burguesia brasileira não se integrou de maneira homogênea e geral ao capitalismo internacional. É certo que deixou de existir a velha burguesia nacional, mas seguiu existindo um setor com base de acumulação própria, no interior do país, que possui conflitos com o capital internacional, mesmo que seja dependente dele. Interessante observar que essa fração burguesa não criou o seu partido político. O que ela fez foi assediar e envolver um partido político que fora criado pelos movimentos populares para que este, o PT, passasse a representar, prioritariamente, os seus interesses.

Na década de 1990, a burguesia interna, embora tenha se beneficiado com vários aspectos do modelo político neoliberal, teve, também, muitos de seus interesses contrariados pela abertura comercial e pelo definhamento do papel do Estado e do BNDES como propulsores dos investimentos produtivos. No final dos anos 1990, essa fração burguesa se aproximou do PT e da CUT. A diretoria da Fiesp chegou a prestar apoio oficial, público e ativo à greve geral contra a recessão convocada pela CUT e pela  Força Sindical em junho de 1996. Com a ascensão dos governos do PT, essa fração da burguesia foi contemplada com a intervenção do Estado na economia para estimular, dentro dos limites dados pelo modelo capitalista neoliberal, o crescimento econômico.

A política de investimentos públicos em obras de infraestrutura – usinas hidrelétricas, desvio do leito do São Francisco, estradas de ferro, obras da Copa do Mundo e da Olimpíada –, a política de conteúdo local que prioriza a compra de produtos e serviços nacionais, o ativismo do BNDES como financiador das grandes empresas nacionais e as medidas anticíclicas de política econômica diante da crise internacional formaram um contraste gritante com a abertura comercial sem peias, com o Estado raquítico, o BNDES privatizante e as medidas monetaristas ortodoxas diante das crises internacionais que caracterizaram o período FHC.

Porém, além dessa força hegemônica, a frente neodesenvolvimentista incorporou setores importantes das classes populares. A política neodesenvolvimentista da grande burguesia interna fez crescer o emprego, favoreceu a luta sindical por aumento real dos salários e esteve ligada a uma série de políticas sociais que atenderam alguns interesses de distintos setores populares. Os programas de transferência de renda, o programa de construção de casas populares, o financiamento da agricultura familiar, as cotas raciais e sociais, a expansão e a facilitação do acesso ao ensino superior foram políticas sociais que fizeram grande parte da baixa classe média, do operariado, do campesinato e dos trabalhadores da massa marginal se tornarem, de maneiras distintas, base de apoio popular à política dos governos petistas.

A oposição neoliberal ortodoxa, capitaneada no plano partidário pelo PSDB, vinha expressando e ainda expressa interesses, também heterogêneos, de outro campo político. Na direção desse campo, temos o grande capital internacional e a fração da burguesia brasileira integrada, das maneiras as mais diversas, a esse capital. O grande capital internacional engloba os fundos financeiros internacionais que especulam com títulos da dívida pública, com divisas e com ações das empresas brasileiras; as empresas industriais europeias, estadunidense e outras que exportam seus produtos para o mercado brasileiro; as seguradoras que abriram filiais no país e as empresas industriais que possuem plantas no Brasil, como as montadoras de veículos. A fração da burguesia brasileira integrada como sócia menor ou dependente do capital internacional engloba as casas de importação de veículos, de confecções, de alimentos, bebidas e tantos outros produtos; os fornecedores de componentes para as empresas estrangeiras aqui instaladas – como a indústria de autopeças –; os capitalistas nacionais que são sócios minoritários em empreendimentos com o capital forâneo. É o bloco voltado para fora, o mais interessado – embora não seja sempre o único – na abertura da economia, na redução do papel do Estado, na privatização, na política monetarista mais rígida e no definhamento do BNDES, enfim, no programa neoliberal puro e duro aplicado na década de 1990.

Fora do âmbito da classe dominante, esse campo político tem contado com o apoio militante da fração superior da alta classe média. Foi esta, como indicam todos os levantamentos empíricos, que tomou as ruas das grandes cidades contra o governo em 2015. O alto funcionalismo público, os diretores, gerentes e alto funcionariado das empresas privadas, os profissionais liberais economicamente bem-sucedidos têm a percepção de que são eles que pagam as políticas sociais dos governos do PT. Ademais, veem com maus olhos a presença de indivíduos oriundos das classes populares frequentando instituições e locais que, antes, eram frequentados apenas pelos “bem nascidos”. Mais recentemente, a agitação em torno da corrupção, obtida por intermédio da ação articulada de instituições do Estado com a grande imprensa, permitiu que o campo neoliberal ortodoxo neutralizasse e atraísse setores importantes das classes populares.

A hora da crise

As divisões socioeconômicas de classe não se reproduzem de modo exato e fixo no processo político. Dito de outro modo, a linha que divide o campo neodesenvolvimentista do neoliberal ortodoxo não é reta e rígida. É sinuosa e flexível. Um fato conhecido e estudado é que a partir da eleição presidencial de 2006, grande parte dos trabalhadores da massa marginal, que votavam nos candidatos do campo conservador, bandearam-se para o lado do PT (2) . A política da frente neodesenvolvimentista estava, então, ingressando no seu período de ouro com apoio político crescente, com a economia internacional marcada pelo aumento de preços das commodities e com o PIB obtendo, num ou noutro ano, taxas de crescimento jamais imaginadas nos anos 90. Os neoliberais do PSDB encontravam-se na defensiva. Nas eleições municipais de 2012, a oposição teve péssima performance. Foi no início de 2013 que a correlação de forças começou a mudar.

A economia, que crescera 7,5% em 2010, permaneceu o biênio de 2011 e 2012 com crescimento próximo de zero. A oposição neoliberal levantou a cabeça. Percebeu uma  oportunidade e retomou a iniciativa política. Elegeu o então ministro da Fazenda Guido Mantega e a sua “nova matriz de política econômica” como inimigo principal. Os cadernos de economia dos grandes jornais passaram a martelar a necessidade de reduzir os gastos do Estado, acabar com as desonerações fiscais e aumentar a taxa de juros. A Selic tinha sido derrubada para 7,5% ao ano e o rendimento dos investimentos financeiros aproximaram-se de zero.

Esse ponto é fundamental. Quem provocou a crise foi a ofensiva política do campo neoliberal ortodoxo, dirigido pelo capital internacional e pela fração da burguesia brasileira a ele integrada, e não a luta popular. Muitos se confundem ao examinar esse problema. O fato de as pesquisas de opinião indicarem que a imagem do governo Dilma foi abalada em decorrência das manifestações de junho de 2013 e, desde então, nunca mais voltado aos patamares anteriores leva alguns analistas a sugerirem que a crise política foi provocada pelo ascenso da luta popular. Duplo engano. Primeiro, porque apenas a primeira fase das manifestações de junho de 2013 teve caráter popular. Foi a fase em que o Movimento Passe Livre (MPL) lutava contra o aumento das tarifas de transporte. Numa segunda fase, as manifestações diversificaram os setores sociais envolvidos, incorporaram a alta classe média, ampliaram suas palavras-de-ordem, incluindo, principalmente, o discurso genérico contra a corrupção, e se tornaram dependentes da mídia que passou a orientá-las contra o governo.

O que temos aí é uma articulação complexa entre dois tipos de contradição. A principal, que provocou a crise política e que opõe o campo da burguesia internacional ao da frente neodesenvolvimentista, articulou-se, de maneira favorável ao campo neoliberal ortodoxo, com as contradições existentes no próprio interior da frente neodesenvolvimentisa. A Revolta da Tarifa reuniu, como mostram as pesquisas, jovens de baixa classe média, trabalhadores que, na maioria dos casos, são também estudantes. É o setor beneficiário da política dos governos petistas de expansão do ensino superior, que dobrou o número de universitários brasileiros. Ocorre que o mercado de trabalho para os diplomados cresceu muito pouco. Os postos gerados foram, devido à reativação da função primário-exportadora da economia brasileira, predominantemente empregos que dispensam alta qualificação e pagam baixo salário (3) . Foi a frustração da juventude de baixa classe média que se expressou na Revolta da Tarifa e mesmo na segunda fase das manifestações de junho (4). Essa frustração, contudo, permaneceu politicamente acéfala, inclusive em razão do culto ao espontaneísmo que caracteriza o MPL e pôde ser confiscada pela reação e canalizada para o crescimento das candidaturas neoliberais em 2014.

Como indicamos, há contradições no seio da frente neodesenvolvimentista. A contradição da juventude de baixa classe média com a frente foi uma contradição nova, que se desenvolveu conforme se expandia o estudantado universitário sem a correspondente expansão dos empregos para os diplomados. Mas, havia e há, também, contradições originárias, que estiveram presentes desde o início dos governos da frente neodesenvolvimentista. No campo das classes populares, o movimento sindical foi muito ativo nesse período na luta grevista e logrou obter uma melhoria geral dos salários5 . Conflitos econômicos duros ocorreram entre sindicatos e grupos da grande burguesia interna. O movimento camponês, apesar das políticas sociais que beneficiaram os assentados, sempre esteve insatisfeito com a drástica redução das desapropriações. No âmbito das classes dominantes, havia e há contradições no interior da própria burguesia interna. O mais notório é o conflito entre os grandes bancos nacionais e o setor produtivo nacional em torno da política fiscal e da taxa de juro. Surgiram, também, contradições novas. O deslocamento da política energética da prioridade para o etanol para o pré-sal afastou o setor sucroalcooleiro do governo Dilma.

O fato é o seguinte: quando o campo neoliberal ortodoxo iniciou a sua ofensiva restauradora, a frente neodesenvolvimentista vinha se esgarçando. Isso apareceu em diversos aspectos da cena política. Acabou o apoio unânime das grandes centrais sindicais em torno do governo, o PSB passou para a oposição, o PMDB dividiu-se e uma entidade empresarial da importância da Fiesp passou, como já indicamos, do apoio ativo aos governos neodesenvolvimentistas a uma política de oposição (6).

O movimento popular e a crise política

Em caso de deposição do governo Dilma, apenas a oposição burguesa neoliberal ortodoxa tem condições de assumir o governo. O movimento popular encontra-se, ainda, numa fase de luta reivindicativa e a sua luta é segmentada. Não há programa e organização política orientando e enquadrando as massas trabalhadoras. Nessa situação, o principal inimigo a ser combatido é o golpe de Estado branco preparado pelo PSDB com o apoio das instituições estatais incumbidas de manter a ordem – Polícia Federal, Ministério Público, Judiciário. Contudo, quanto mais o governo afunda-se na sua política de recuo passivo frente à ofensiva restauradora, mais o movimento popular tem de combater a política desse governo e, portanto, afastar-se dele. No limite, pode se tornar inviável a defesa do governo que, nesse caso, ver-se-á isolado diante da ofensiva da reação.

Armando Boito Jr. é professor do Departamento de Ciência Política da Unicamp e editor da revista Crítica Marxista (http://www.ifch.unicamp.br/criticamarxista). Organizou, juntamente com Andréia Galvão, o livro Política e classes sociais no Brasil dos anos 2000. São Paulo: Alameda. 2012.

1 Ver a esse respeito Armando Boito Jr. “As bases políticas do neodesenvolvimentismo”. Fórum Econômico da FGV-SP, 2012. Disponível em:http://eesp.fgv.br/sites/eesp.fgv.br/files/file/Painel%203%20-%20Novo%20Desenv%20BR%20- %20Boito%20-%20Bases%20Pol%20Neodesenv%20-%20PAPER.pdf

2 André Singer, Os sentidos do lulismo. São Paulo: Companhia das Letras. 2012.

3 Marcio Pochmann, Nova Classe Média? São Paulo: Boitempo. 2012.

4 Marcelo Ridenti, “Que juventude é essa?”. Folha de S Paulo. 23 de junho de 2013. Disponível em http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2013/06/1299690-marcelo-ridenti-que-juventude-e-essa.shtml

5 Armando Boito Jr., Andréia Galvão e Paula Marcelino, “A nova fase do sindicalismo brasileiro”. In Seminário Internacional ‘Sindicalismo Contemporâneo: 1º de maio – uma nova visão para o Movimento Sindical Brasileiro’. Campinas: Centro de Estudos Sindicais e Economia do Trabalho (Cesit) – Unicamp. Pp..206-223. 2015

6 Para o apoio ativo da Fiesp ao segundo Governo Lula ver Armando Boito Jr., “Governos Lula: a nova burguesia nacional no poder”. In Armando Boito Jr. e Andréia Galvão, Política e classes sociais no Brasil dos anos 2000. São Paulo: Editora Alameda. 2012.

Fonte: César Mangolin

10 atitudes para mudar sua vida

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1 – ESCREVA SUAS METAS E OBJETIVOS PARA 2015
​Fiz ali em cima uma brincadeira com a questão do refrigerante, porque sei que essa promessa é um tanto comum, mas se você realmente deseja não tomar mais refrigerante a partir de agora, escreva essa meta. Pesquisas comprovam que quando você utiliza a ferramenta da ancoragem, que nada mais é do que você amarrar seus objetivos a imagens ou frases que fiquem à vista, a chance de você alcança-los aumenta consideravelmente.

2 – ABRA ESPAÇO PARA O NOVO
​Pense que você tem um armário com três gavetas atulhadas de coisas. São papéis velhos, roupas, cacarecos e outras quinquilharias. Aí um dia você decide investir em novos materiais, numa roupa mais bacana, mas quando vai guardar as novas aquisições, não encontra espaço livre. Agora traga esse exemplo para a sua vida. Como você vai receber aquilo que é novo, se sua mente e sua alma estão cheias daquilo que você não precisa mais? Antes de fazer mais cursos, de ler mais livros, abra espaço dentro de você para que o novo possa entrar e se acomodar.

3 – APRENDA A ESCOLHER
​Quantas frases de efeito do Facebook falam sobre como somos o que escolhemos? Mas o quanto você, de verdade, acredita nisso? Sim, somos mais do que feitos das nossas escolhas. Somos as roupas que vestimos, aquilo que falamos, o que escolhemos comer. Então, aproveite essa época propícia para recomeços e aprenda a fazer escolhas que tenham relação com a pessoa que você deseja ser.

4 – SINTA-SE GRATO
​E aqui eu não falo em agradecer ao caixa do supermercado ou a alguém que lhe faz um favor. Sinta gratidão, que é um movimento muito mais intenso e solitário. Compreenda que sem outras pessoas e sem algumas circunstâncias da vida, você não estaria aqui hoje lendo esse texto.

5 – ELABORE A SUA RAIVA
​Até onde eu sei todos nós, em algum momento, sentiremos raiva em 2015. Assim, procure entender da onde vem a sua. A raiva pode sim ser uma ótima impulsionadora, desde que você compreenda de onde e porque ela surgiu. Não basta apenas extravasa-la praticando box ou correndo. É preciso que você a elabore. Se precisar de ajuda, quem sabe você não inicia um processo terapêutico?

6 – CUIDE DO SEU TEMPLO
​Sim, essa é super batida, mas você já pensou a fundo em como é fundamental cuidar da máquina que carrega você todos os dias? Ouvi no ano passado a seguinte pergunta: “Se você não cuidar do seu corpo, aonde morará no futuro?”. Sempre me imagino alcançando todos os meus objetivos pessoais e profissionais no futuro, mas tomei consciência que se eu não cuidar hoje do meu corpo e da minha saúde, como poderei colher tudo o que estou plantando? Portanto, pode parecer clichê ou o que for, mas essa é uma atitude fundamental para que todas as outras nove possam produzir efeitos, também.

7 – MAIS AÇÃO E MENOS BLÁ BLÁ BLÁ
​Ok, você elaborou sua lista de metas, contou para todos os amigos seus planos para 2015, vem se sentindo inspirado e cheio de ideias. Agora é hora de agir em direção ao alcance das suas metas. Você já pensou que ideias todos podem ter a qualquer momento? Basta que você tenha um cérebro e um minuto disponível para que uma super, hiper, mega ideia brote da sua cabecinha, mas quantas pessoas ficam apenas nesse simples campo das ideias? Mais ação e menos blá blá blá!

8 – ESTRANHE O FAMILIAR
​Não adianta você almejar mudanças e continuar vendo as coisas do mesmo jeito. Exercite questionar tudo o que lhe é familiar? Imagine que você voltou a ser aquela criança questionadora e se encha de porquês. Por que você age dessa forma quando alguém lhe interrompe? Por que você sempre chega atrasados nos seus compromissos? Estranhe o que lhe é familiar e se possível, familiarize-se com o que, a princípio, pode lhe parecer um tanto estranho.

9 – REVEJA SUAS CRENÇAS
​Se você realmente deseja uma mudança profunda, comece pelos pilares que sustentam você: as suas crenças, que são todas as verdades nas quais você acredita na vida. Crescemos ouvindo que somos ansiosos, egoístas, teimosos, mas será mesmo que somos todas essas coisas? Repense as suas porque será difícil você mudar se continuar acreditando, por exemplo, que nada na sua vida dá certo e que você nunca termina aquilo que começa.

10 – RESPIRE
​Sim, eu sei que todos respiram o dia todo, todos os dias, mas você já prestou atenção na sua respiração? Respirar melhor pode ajudar a melhorar a sua qualidade de vida, não ter dor e é gratuito! Fora que ainda te ajuda a adquirir mais autocontrole diante das adversidades que aparecerão pelos próximos trezentos e poucos dias. Experimente e se você se interessar pelo assunto, existem milhares de vídeos na internet te ensinando a como usufruir com qualidade e totalidade do seu aparelho respiratório.
​Talvez nem todas essas atitudes caibam na sua vida e nos seus propósitos, mas espero que, pelo menos, algumas delas, possam ser incorporadas nos próximos dias. Vamos fazer diferente para que dezembro não chegue com aquela sensação de que tudo continuou igual!
​ Novos hábitos para novos começos!

Fonte: Sobre A Vida

Energia: a sua é milhares de vezes mais power ao vivo do que nas redes sociais?

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12573751_1931016116952075_8622410263862532222_nHá pessoas (creio) que o Universo conspira para que elas entrem em nossas vidas. E, tais pessoas às vezes nos trazem coisas que farão pra sempre a diferença – para a eternidade. E diferenças assim pulverizam insights que nos possibilitam construções do tipo “escolha sua vida”. Isto é fantástico. É viver das coisas que fazem nossos corações vibrarem.

E há uma diferença bem particular de algumas pessoas em situações opostas: ao vivo e virtual. E ter uma energia “milhares de vezes mais power” ao vivo, não é tarefa fácil. É uma arte incessante de motivar pessoas, a viver seus sonhos, alcançar metas e aspirações. Simples assim – devemos “compartilhar” pessoas dessa vibe. Quando compartilhamos pessoas assim; multiplicamos também ideias para construir uma vida e um trabalho com propósito. As chaves para a realização de qualquer coisa que nos propusermos serão semeadas.

As pessoas reais com a energia milhares de vezes mais power do que no campo virtual nos ensinam o que difere as percepções julgamentosas das totalmente opostas. Elas nos alertam para o cuidado com que devemos ter com as “chateações” de quando uma pessoa sente-se decepcionada conosco, enquanto outras pessoas pelos mesmo motivos se amabilizam por nossas ações.

Pessoas com energia assim sabem relativizar o dinheiro e a espiritualidade.  O fato de ter uma energia milhares de vezes  mais power, em presença, nos faz refletir sobre a necessidade abundante de uma vida próspera (que desejamos) sem deixar que a ambição tome conta. Elas, quando presentes, dotadas de energia power (multiplicado por milhares de vezes) ascende a luz amarela (de atenção) para as crenças limitantes em relação ao dinheiro.  Aos mesmo tempo ajuda-nos a discernir que crenças sabotadas atrapalham o nosso desenvolvimento pessoal.

 

VOCÊ NÃO É OBRIGADA… SAIBA DISSO!

tessalia-01Sabe aquele meme que estava na internet até pouco tempo dizendo “eu não sou obrigada a nada!”? Sim, esta é uma verdade e não apenas fruto do mundo virtual. Você realmente n%C

(+18) CONTEÚDO ADULTO: homosexuais tocam uma vagina pela 1ª vez

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O canal BriaAndChrissy investiga reações de gays ao tocarem pela primeira vez o órgão genital feminino.

2016: disseram que não vai mudar nada

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tumblr_o0a6karz9D1s44eovo2_1280Sempre que quero pensar na vida, entro numa playlist especial que coloca minhas músicas preferidas nas alturas. Quase fico completamente surdo – pra quem não sabe, tenho surdez total em um ouvido e já deveria ter deixado os fones aposentados pra não prejudicar ainda mais a audição -, mas é inevitável o transe em que as músicas me colocam. Nesse fim de ano, mais que todos os outros, voltar ao passado também foi inevitável.

Particularmente tive um ano incrível. Gosto de dizer que foi o melhor ano da minha vida, não importa o que tenha acontecido de ruim. Senti-me vivo, rodeado de amores, realizado em âmbitos completamente diferentes. Esse ano, a balança de libra pesou mais pro lado bom, meu bem. Vai ver, foi isso. E fecho o ano cheio de gratidão, pronto pra recomeçar.

Tenho a crença de que todo fim e início de ano promovem esperança na gente. É a chance de um recomeço cronológico, contado e marcado por meses em que a gente já sabe o que vai acontecer, por datas obrigatórias, por feriados aguardados e por uma agenda pré-moldada na nossa cabeça. Fim de ano traz uma vontade danada de ser feliz no ano que vem, faz uma faxina completa na casa e nas coisas que a gente pensa. E parece que também traz alívio, já que vi tanta gente reclamando desse ano e das coisas todas que aconteceram nele. Ano que vem vai ser melhor, dizem eles.

Mas o que é a mudança de ano senão uma simples virada de calendário? Se não contássêmos os dias dessa forma, trinta e um de dezembro não teria valor algum além daquele que damos a ele no Ocidente. Se a vida fosse linear – até é, depende do ponto de vista -, viveríamos sem a expectativa de reparar erros antigos, sem projetá-los mais na frente. Parece que a vida em ciclos faz mais sentido, é mais humana, permite que a gente reviva nas primaveras de outros anos o degelo dos invernos anteriores. É nisso que a gente acredita.

O fato é que 2016 não vai mudar nada. Nadica. Não é o ano que chega com algo especial, mas a motivação que essa nossa crença em ciclos traz. Não haverá uma mudança completa e louca no alinhamento das nossas vidas por nenhuma razão além de nós mesmos e da nossa vontade em mudar. 2016 não vai ser melhor só por ser 2016, assim como o mundo não vai mudar num passe de mágica entre os dias trinta e um de dezembro e primeiro de janeiro. Mas acreditar nisso acende na gente a possibilidade da mudança. Nós é que criamos a nossa chance de recomeçar.

Então, se você é uma dessas pessoas que espera ansiosamente pelo ano novo como se um milagre caísse do céu, sinto decepcioná-lo: nada vai acontecer. Assim como nada aconteceu em 2015 porque você não se moveu, não aproveitou o impulso mágico dos recomeços pra fazer uma vida melhor. É claro que existem fatores que são independentes e não controlamos, e geralmente são esses fatores que estragam tudo. No entanto, se já sabemos que eles existem, resta a nós fazer a outra parte dar certo, aquela que depende da gente. Ser feliz é movimento, e toda felicidade reside na busca por ela mesma.

Insistir nas mesmas pessoas que nos quebraram, deixar de lado afetos reconhecidos e não correspondidos, largar sonhos por preguiça de ir atrás deles, amar pouco e fechar os olhos pro que importa são coisas que não mudam sozinhas, dependem da gente. Já disse isso há tempos, já escrevi no meu livro, só falta tatuar na cara: desalojar velhos vícios é muito difícil, mas muito necessário pra novos e bons ciclos. Não é um ano novo, um mês novo, um dia novo que vai mudar tudo. É o que faremos com eles e com as chances que nos serão dadas de mudar a vida.

Fonte: Entre Todas As Coisas

Fabíola: entre a sensatez e o talvez

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tumblr_nghv8hNOom1qd33wso1_400Fabíola talvez tenha uma história. Tenha filhos, mãe e pai, tenha irmãos.

Talvez ela seja formada, ou tenha estudado muito para ingressar na faculdade. Ajudou a avô na fisioterapia por anos, talvez. Participou de encontros jovens; doou roupas; deu conselhos a alguém; pagou todas as dívidas em dia; abraçou seus pequenos como se não houvesse amanhã. Talvez.

Fabíola é uma boa mãe, quem sabe. Talvez tenha apanhado do marido algumas vezes, ou não. Talvez ela tenha sentido falta de carinho, talvez não. Quem sabe ela nunca ouviu um “eu te amo”, ou ela nunca tenha sentido orgasmos porque, afinal, mulher nasceu pra dar prazer, e não pra sentir.

NO VÍDEO: A “piranha” da Fabíola foi pega no motel com o amigo do marido.
Ela errou? Talvez. E quem é que não erra?
Ela acertou? Talvez. Quem são vocês pra pontuar?

Agora, todo mundo conhece a Vadia do Motel. Mas ninguém conhece a Fabíola.
Agora, entre milhões de possíveis “talvez”, os donos da moral e dos bons costumes tem a coragem de dar um único veredito: Puta.

Talvez ela seja uma péssima pessoa, de fato. Talvez não.
Talvez vocês sejam MUITO PIORES QUE ELA. Aliás, certamente vocês são.

Fonte: Facebook – Perfil de Oliver Bredariol

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