A Fabíola também foi traída

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Hoje eu acordei tarde. E assim que abri o Facebook, percebi que todo mundo só falava a respeito de uma coisa: a Fabíola. A princípio, não dei muita atenção, pois tinha muito trabalho a fazer. Agora, porém, entre um texto urgente e outro pra ontem, eu resolvi dar uma olhada no que rolou. E fiquei chocado, sério! Não sei se ando sensível demais devido às notícias repletas de desumanidades que tenho visto ou se – como penso que está acontecendo – a Terra está girando de maneira errada, sem sentido algum. O fato é que eu não vi a menor graça no vídeo. Nenhuma! Pelo contrário: naquilo que virou piada viral, eu enxerguei apenas uma nítida amostra de uma postura assustadora com a qual, infelizmente, estamos nos acostumando.

Eu não sou a favor da traição, porém, não perderei meu tempo explicando os motivos. Por quê? Porque a traição, apesar de ser uma das formas possíveis de desrespeito, está muito longe de ser a parte do vídeo que reforça, ainda mais, a minha vontade de não ter filhos em um mundo perdido como este. A parte que me assusta? A agressão, claro. Ou só eu a vi sendo puxada pelos cabelos e agredida verbalmente? Ela errou? A meu ver, sim. Mas quem sou eu para julgá-la? Além disso, punir um erro com outro erro faz algum sentido? Remediar com um veneno mais letal do que a doença? Assim é que se perde razão, não tenha dúvida. Deixo aqui uma pergunta: há algo que justifica o uso da agressão como solução?

PARTICIPE: Por que nas redes sociais tem tanto homem babaca e machista?
PARTICIPE: O que leva as pessoas traírem seus companheiros?

Mas não pense que fiquei incomodado apenas com a agressão, não. Sabe o que me assusta pra caralho? Uma situação de sofrimento está sendo compartilhada, à la meme, como se fosse engraçada, entretenimento. Será que estou sensível demais? Ou será que o ser humano perdeu totalmente a sensibilidade e a capacidade de se colocar no lugar do outro? Empatia, sua linda, onde é que ocê tá? Será que os seres que compartilharam chacotas ligadas ao caso gostariam que fizessem a mesmíssima coisa com eles? “Você está pegando muito pesado!”, alguns afirmarão, achando que se trata, apenas, de brincadeira. Para eles, talvez. E para as pessoas que estão envolvidas, também é só brincadeira? E para a moça humilhada em escala nacional, hein? É só brincadeirinha? “Mas a piranha merece!”, alguns hipócritas provavelmente dirão. Hipócritas, sim! Hipócritas até o talo! Porque apesar de apedrejarem a Fabíola – e a Geni! -, já fizeram coisa igual, ou pior. Mas não percebem. E não fazem o mínimo esforço para saírem dos seus respectivos umbigos e se colocarem na pele do outro, que também erra, obviamente.

Não, eu não acho que trair é legal, repito. Mas saber que muita gente assistiu ao vídeo da Fabíola e não se incomodou, nem um pouco, com a forma como ela foi tratada e exposta é o que me preocupa, pra dedéu. Gente que compartilhou piadinhas sem sequer se importar com as consequências daquela exposição desnecessária na vida da moça. Gente que, mesmo depois deste texto – e de já terem feito coisas bem piores do que aquela que a Fabiola fez -, com ódio gratuito nos olhos, dirão: “Bem feito, vadia!”.

Vamos com calma, galera. Ou, além dos filhos, também vão me fazer desistir de adotar um cachorro. Ah, e me façam um favor: preocupem-se mais com a vida de vocês e, antes de qualquer atitude, coloquem-se no lugar do outro.

Fonte: SuperEla

As mulheres… e você nem imagina as 5 coisas que elas passam todos os dias.

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1) Assédio

Sim, assédio sim. Não venham com essa de “cantada”, “dar mole”, “elogio”. Se a moça não te deu abertura é assédio sim. E pela milésima vez, não importa a roupa que a pessoa esteja vestindo, isso não é motivo pra você mexer com mulher nenhuma na rua, amigo. Isso também vale para forçação de barra, insistência exagerada, puxar pelo cabelo ou pelo braço em uma festa. Apenas, parem.

2) Julgamento

Somos julgadas pelas roupas que vestimos, pela opção sexual que temos, pela escolha de ter ou não ter filhos, pela modo como nos comportamos, pela quantidade que bebemos, pela escolha de dar no primeiro encontro, por lutar pelo direito de interromper uma gravidez e por reclamar de sermos julgadas.

3) Medo

Não sei se vocês sabem, mas nós andamos por aí com medo. Dá medo passar perto de uma obra, dá medo andar de ônibus, metrô e até táxi sozinha, principalmente a noite. Dá medo de sentar na janela quando tem um homem na fila do corredor, dá medo de entrar num elevador quando só tem homens dentro. Não é que nós façamos tempestade em copo d’água ou que achemos que todos os homens são abusivos ou estupradores, mas dá medo sim. Enquanto o medo dos homens durante um assalto é ser rendido com uma arma, o nosso medo é de que tentem nos estuprar.

4) Comentários ofensivos

Quando vocês fazem comentários do tipo “mas isso não é coisa pra mulher”, “você é mulher não devia fazer ~isso~ ou ~aquilo~”, “tinha que ser mulher mesmo”, pra gente não é piada. É ofensa. São comentários que tentam nos diminuir e nos machucam muito, embora vocês muitas vezes não percebam ou não falem com essa intenção.

5) Abuso

Não pensem que abuso é simplesmente o ato de forçar uma mulher a algo que ela não quer fazer. Além disso, também é comportamento abusivo vazar nudes, fotografar ou filmar, principalmente em momentos íntimos, sem a permissão da parceira, roçar suas partes íntimas em mulheres em transporte coletivo, todos esses tipos de coisas.

Esse texto visa expor comportamentos que socialmente e aparentemente podem ser considerados “comuns”, mas que para nós, mulheres, não são. Por isso não falamos aqui abertamente sobre estupro, violência doméstica e esse tipo de coisas. Isso não significa que esses temas não sejam importantes e devam ser debatidos, mas não era o foco do texto. Ok?

Então, por favor tente se colocar no lugar do outro e se ver nesse tipo de situação. Sei que não é um exercício fácil, mas é válido. Se mesmo assim você não conseguir ou “não achar nada demais”, na dúvida, não faça nada disso ou coisas similares com uma mulher.

Fonte: Entre Todas As Coisas

O brasileiro não sabe o que é a religião muçulmana

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Por Francirosy Campos Barbosa*

A pluralidade, diversidade da nossa sociedade atual não impede que sejamos completamente aversos ao diferente. O brasileiro forja a ideia de “homem cordial”, mas o que temos visto em todos lugares, no cotidiano das ruas e das redes sociais é uma onda de preconceito avassalador depois do último atentado em Paris. Os muçulmanos viraram alvos de ofensas, que vão de xingamentos a dizer para uma criança na escola que ela que explodiu a bomba em Paris. Mulheres muçulmanas foram acometidas pelo medo de andar nas ruas, de usar transporte público. Só nesta semana quase 100% delas me disseram ter medo de sair às ruas e me narraram episódios que me faz refletir que falta conhecimento ao povo brasileiro da religião muçulmana. Ainda vemos o Islam como uma religião étnica, árabe e contida no Oriente Médio e mesmo que fosse uma religião tal qual as pessoas imaginam ser, também não justificaria tanta islamofobia, xenofobia. O Brasil é também um país que deve muito aos árabes, é um país de imigrantes, misturado.

O que os brasileiros ainda não sabem é que a maioria dos muçulmanos está no continente asiático e africano. No último sermão do Profeta Muhammad ele diz como ensinamento aos muçulmanos:“Um árabe não é superior a um não-árabe, nem um não-árabe tem qualquer superioridade sobre um árabe; o branco não tem superioridade sobre o negro, nem o negro é superior ao branco; ninguém é superior, exceto pela piedade e boas ações…”.

O Islam religião revelada no século VII ao Profeta Muhammad tem cinco pilares da prática: 1) A profissão de fé – Shahada, que é dizer:Não há Deus, se não Deus, e o Profeta Muhammad é seu mensageiro.Ao dizer isso, qualquer pessoa se torna muçulmano. É a base da religião dizer que nada pode ser maior ou associado a Deus, e o Profeta Muhammad é o mensageiro e não santo e não deve ser cultuado, representado imageticamente, inclusive, assim como todos os demais profetas do Islam: Noé, Abraão, Moisés, Jesus, no total são 144 mil profetas que os muçulmanos respeitam. Se um muçulmano ofende algum deles, por exemplo, ele não pode ser considerado muçulmano; 2) Salat (oração) é obrigação de todo muçulmano rezar cinco vezes ao dia, a oração é a primeira forma de adoração a Deus.”Sou Deus. Não há divindade além de Mim ! Adora-Me, pois, e observa a oração, para celebrar o Meu nome.”(Alcorão 20:14). Esta obrigação religiosa começa na adolescência tanto para homens quanto para mulheres. As mulheres não devem rezar quando estão menstruadas, não porque são impuras, mas porque a oração deve ser feita abluída (limpo), as pessoas fazem uma limpeza corporal antes de cada oração. Adorar a Deus requer um corpo limpo, um lugar limpo e um coração limpo. 3) O Zakat (purificação) é a contribuição anual equivalente a 2,5% da renda anual que o muçulmano deve pagar para ajudar outros muçulmanos”E lhes foi ordenado que adorassem sinceramente a Deus, fossem monoteístas, observassem a oração e pagassem o Zakat; esta é a verdadeira religião.” (Alcorão 98:5); 4) O Jejum do mês do Ramadan, o jejum dura de 29 a 30 dias, da alvorada ao pôr do sol.”Ó fiéis, está-vos prescrito o jejum, tal como foi prescrito a vossos antepassados, para que temais a Deus.Jejuareis determinados dias; porém, quem de vós não cumprir o jejum, por achar-se enfermo ou em viagem, jejuará, depois o mesmo número de dias…” (Alcorão 2:183-185); 5) Hajj (peregrinação a Meca), este último pilar da prática deve ser feito se a pessoa tiver condições físicas e financeiras.

Ser muçulmano significa praticar este código de vida que se pauta pela adoração a Deus, em tudo está contido esta adoração, até mesmo quando uma mulher menstruada não pode rezar e jejuar, isto também é adoração. O lenço islâmico,hijab**,é também uma prescrição religiosa, e cabe à mulher decidir quando deve usar. Nenhum homem deve obrigá-la, porque esta determinação é alcorânica. Mulheres que usam ohijabcolocam em prática e evidenciam sua adoração a Deus. Infelizmente o ocidente, ainda considera o uso do véu, como ausência de inteligência, ausência de sexualidade, relaciona-se a opressão. Nada disso é o hijab. Hijab é modéstia, é comportamento religioso, é estar entregue a Deus plenamente.

No Brasil, infelizmente o alvo tem sido as mulheres que usam lenço. O desrespeito ao uso de uma vestimenta tem sido a maioria dos relatos que recebo cotidianamente, meninas sendo desrespeitadas dentro das universidades, no trabalho, nas ruas. A dificuldade que as mulheres têm em conseguir um emprego, porque sempre associam sua imagem à violência e à ignorância. Um dos relatos mais fortes que recebi foi de uma moça que resolveu retirar o lenço e recebeu o cumprimento dos seus colegas de trabalho. Brasileiro não é cordial, é islamofóbico, preconceituoso, e precisamos educar as pessoas a aceitarem a pluralidade, a diversidade, pois esta só nos faz crescer como humanos.

* Francirosy Campos Barbosa é antropóloga, docente da Faculdade de Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP), pesquisadora de comunidade muçulmana há 18 anos e coordenadora do Gracias (Grupo de Antropologia em Contextos Islâmicos e Árabes) email:[email protected]

** Não é burca, burca é uma vestimenta especifica de contextos como do Afeganistão, advindo de um grupo do Paquistão, não é alcorânico cobrir o rosto, é costume, é regionalismo. Não está pedido no Alcorão e nem aparece na Sunnah do Profeta Muhammad que a mulher tenha que cobrir rosto e mãos.

Fonte: Caros Amigos

Desculpa!

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]Desculpa pelos sustos dados em hiatos não planejados de silêncio. Te fiz esperar mais do que deveria, eu sei, mas é que existe um medo enorme que me consome quando vejo as coisas caminhando pra um terreno que eu desconheço. Não gosto de pisar em terras desconhecidas, nunca escolhi os desbravadores nos jogos de vídeo game, sou mais do tipo que analisa todo o campo antes de bolar a tática. Sei que isso não me impede de pisar em campos minados, mas finjo que sim, finjo que desse meu jeito as coisas estão sob controle. Nunca estão. Se estivessem, os estilhaços das bombas anteriores não teriam voado diretamente em você.

Você persiste, já não sei se é pelo desafio ou pelos motivos que você me diz sem rodeios: você gostou de mim. Então por que não acredito? Dizem que leva tempo e levaria mais tempo ainda pra você gostar de alguém feito eu, pra entender esses receios cheios de histórias de guerra que eu carrego no peito. Vivo em trincheiras explosivas, mas você avança. Desculpa por isso, mas vou precisar te ferir pra não chegar tão perto, pra não perceber que eu já tô deixando o escudo de lado.

Resisto bravamente, encaro a linha de frente do combate. Qualquer coisa pra não ter que encarar você. Mas.

Tem algo ali. Alguma coisa que eu não esperava. Alguma coisa que não estudou a guerra, alguma coisa que tenta me explicar que eu não preciso fugir. Que já fugi demais, e talvez por isso seja tão difícil me convencer a ficar. Porque acho que todo mundo que chega perto é combatente, encaro toda e qualquer aproximação como inimigo. É que eu já me machuquei tanto que exijo cautela, sou quase um sentinela sentimental. Me desculpa por isso também.

O problema é que eu sinto cada vez mais vontade de cair pra dentro de você. Enxergo nos teus olhos alguma coisa divina, alguma benção que vai pôr fim ao meu martírio, algum decreto de liberdade pra deixar os escudos pra lá e largar as armas. Cansei de ladrar, amor. E quando você vem é só paz que eu sinto, sinto as marcas desaparecendo, sinto como se se pudesse sentir tudo de novo outra vez. Sinto que pode ser dessa vez.

Desculpa pelos sustos dados em hiatos não planejados de silêncio. É que eu nunca sei o que dizer diante de um milagre. Mas te digo, repito largando as armas de lado, que pode ter demorado tanto, posso ter resistido tanto, mas que agora não tem mais desculpa. Resisto bravamente, encaro a linha de frente do combate. Qualquer coisa pra poder encarar você por uma vida inteira.

Fonte: Entre Todas As Coisas

Ficha Rosa: você é ou faz?

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Algumas recepcionistas de feiras e eventos são contratadas para prestar serviços sexuais para determinados clientes; o recrutamento das chamadas fichas rosa é feito nas redes sociais

Nome, idade, telefone, endereço, altura, manequim, medidas do busto e do quadril. Tem tatuagem? Onde? Disponibilidade para viagens? Valor cobrado pelo período de uma a duas horas? Aceita homens mais velhos? E mais novos? Transa com casais? Topa anal? Dupla penetração? Oral finalizado ou sem camisinha (caso o cliente tenha higiene)? E beijo na boca? O longo e incomum questionário poderia ser o cadastro a ser preenchido por uma candidata a emprego em uma casa de prostituição. Mas, com a promessa de uso exclusivo pela agência e manutenção das informações em sigilo, trata-se de um recrutamento das chamadas modelos ficha rosa, ou seja: aquelas que além do trabalho em feiras e eventos topam esticar o expediente para acompanhar clientes.

Com um cachê que pode chegar a 1.000 reais por duas horas, as meninas ficha rosa participam de eventos pequenos – como despedidas de solteiro –, a grandes produções – como salões de carros, feiras de corridas automobilísticas e exposições voltadas à indústria agropecuária. O mercado se baseia na ideia tradicional de que um corpo bonito é capaz de atrair mais clientela.

Tudo começou, reza a lenda, em meados dos anos 1990, quando a Shell colocou em seu estande uma modelo vestida com um macacão branco colado ao corpo e notou um aumento expressivo de visitas a seu setor. Desde então, é comum ver em grandes eventos Brasil afora “gostosas” que têm o papel de atrair mais visitantes e potenciais consumidores do produto à venda. Para a modelo ali ser considerada ficha rosa, no entanto, ela tem de topar também acompanhar os empresários que visitam essas feiras, seja em festas pós-evento ou mesmo para oferecer “favores sexuais” em troca de um cachê maior do que o previsto para trabalhar no estande.

A partir de um falso perfil no Facebook, CartaCapital buscou se informar sobre os detalhes de um trabalho ficha rosa. Fazendo-se passar por uma garota de 24 anos interessada nesse tipo de atividade, muitas agências, agenciadores e comunidades explicaram os requisitos para uma mulher bonita vir a se tornar ficha rosa, assim como as condições de pagamento.

Em uma das respostas, o perfil de uma agência de fichas rosa contou que a demanda parte do contratante. “O cliente nos passa o perfil da garota que ele deseja para um atendimento VIP ou evento. Nós indicamos as meninas ao cliente, mostramos as fotos das garotas conforme o perfil solicitado. O cliente informa qual foi a modelo escolhida, e nós entramos em contato com você para confirmar a disponibilidade, cachê, data, local e detalhes dos trabalhos”, explicou.

Em relação às condições de pagamento, neste caso, a comissão que cabe à agência gira em torno de 10% sobre o total do cachê. “Nossa comissão nos é repassada por você. Em alguns casos, onde temos um acordo com o cliente, ele paga nossa comissão por fora quinzenalmente ou mensalmente”, acrescentou.

Em um anúncio feito no mural de um grupo aberto, uma outra agência seleciona meninas ficha branca e ficha rosa, ou seja, as interessadas em apenas trabalhar como recepcionista em eventos e também as dispostas a “acompanhar clientes VIPs” e “fazer atendimento em hotéis e pousadas”. Com o título “Job Campos do Jordão – 8 vagas ficha rosa e 10 vagas ficha branca”, a agência pede envio de material fotográfico sem maquiagem ou alterações feitas pelo photoshop e lembra que os cachês para fichas rosa começam em 1.500 reais.

Outros agenciadores pedem, ainda, modelos ficha rosa para um trabalho de dois dias com disponibilidade para viajar para o interior paulista, com passagem, alimentação e hospedagem pagas em troca de um cachê de 3.000 reais. Há quem ofereça também 1.000 reais por duas horas para um “novo cliente em São Paulo”, sem a necessidade de experiência prévia e sob a promessa de ser “tudo bem discreto, seguro e sigiloso”.

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Ficha rosa na tela da Globo

O assunto tomou fôlego recentemente com a novela Verdades Secretas, da Globo, na qual o autor Walcyr Carrasco aborda a prostituição de luxo no mundo da moda. O mundo das tops, por sua vez, está urrando com o enredo e quer traçar uma linha divisória entre o trabalho em passarelas e eventos e a atividade exercida por quem faz parte do famoso “book rosa”, cardápio de modelos que fazem as vezes de acompanhantes e garotas de programas.

As fichas rosa, no entanto, não se consideram prostitutas, mas, sim, modelos que prestam serviços VIPs. O termo ficha rosa parece, portanto, dar certo status ao trabalho da meretriz. Além disso, muitas são meninas com curso superior, que revelam em seus perfis do Facebook terem estudado em universidades, em geral particulares, de prestígio ou não.

 O mesmo vale para homens modelos, que quando topam fazer além de eventos e recepções são chamados de ficha azul e acabam compondo o “book azul”.

No Brasil, explica o promotor de justiça Everton Luiz Zanella, a prostituição não é crime, mas facilitá-la é. “A pessoa que pratica o comércio do corpo de forma habitual não comete crime. Comete quem induz, atrai ou submete alguém à prostituição, impedindo essa pessoa de abandonar a atividade e se beneficiando dela”, observou o coordenador do centro de apoio criminal do Ministério Público de São Paulo.

O Código Penal prevê pena de dois a cinco anos para quem induzir ou atrair alguém para a prostituição (artigo 228), um a quatro anos se uma pessoa tirar proveito da atividade de prostitutas (artigo 230), dois a cinco anos para quem mantiver um estabelecimento destinado à prostituição (artigo 229), dois a seis anos para quem promover o deslocamento de alguém com esses fins dentro do País ou uma punição de três a oito anos de prisão quando se tratar de um deslocamento internacional (artigo 231).

Assim, em uma situação onde uma modelo ficha rosa é recrutada por uma agência para realizar um trabalho em outra cidade ou estado e ainda é obrigada a repassar parte de seu cachê como comissão, o agenciador estará sujeito à soma das penas referentes aos três tipos de crime: induzir à prostituição, tirar proveito dela e promover o tráfico interno de pessoas.

Zanella explicou, no entanto, que a prostituta em si nunca é punida. “Essas modelos ficha rosa, por exemplo, são consideradas vítimas do crime, uma vez que são exploradas. O crime seria contra a dignidade sexual delas”, afirmou. “Não se pune autoprostituição. Portanto, se a própria prostituta anunciar seus serviços não estará cometendo crime.”

Apesar de se mostrarem facilitadores, ferramentas como o Facebook ou sites que recrutam e anunciam modelos ficha rosa, raramente são punidos. É preciso comprovar que os administradores ou responsáveis por esses meios têm ciência de que estão sendo negociados ali serviços envolvendo a prostituição de terceiros.

O mesmo vale para os responsáveis por ceder o espaço onde ocorrem grandes feiras e exposições com modelos fichas rosa. Questionada sobre fichas rosa nos eventos realizados no Anhembi, em São Paulo, a responsável SPTuris diz desconhecer o tema e deixa claro que “a organização deve ser feita pela empresa locatária”, responsável pela mão de obra contratada. Organizadores de eventos nacionais de renome, por sua vez, responsabilizam os expositores de cada estande pelas contratações – do buffet a garçons, atendentes e recepcionistas –, alegando não ter como interferir nelas.

Fonte: Carta Capital

A CRISE É UM PRODUTO DE VENDA

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size_590_16_9_size_810_16_9_dinheirosp2É urgente e necessário que se tome consciência do efeito danoso  obtido com a venda do produto “crise”. Uma refração da Economia não pode ocupar o lugar do “sonho juvenil”. A tsunami de pessimismo inunda o debate promissor. É preciso incentivar, estimular o consumo consciente, promover, produzir e reinventar uma “nova economia”. É preciso fomentar a “economia compartilhada”, aportar micros e marcos investimentos, ampliar a oferta de créditos diversificados e mais baratos.
A crise é uma guerra suja. A crise é uma análise “jornalística” não pautada por fatos. A propaganda de crise desestimula o trabalho, os investimentos e o empreendedorismo. Como na canção “armas químicas e poemas” – a pergunta ecoa sem respostas: ‘afinal de contas, o que nos trouxe até aqui’? ‘Qual é a lógica do sistema’?
A canção “armas químicas e poemas” é uma composição provocadora do músico Humberto Gessinger, ex-Engenheiros do Hawaii – cuja época da composição foi no estouro da bolha da Guerra no Iraque. Empossada pelo então ex-presidente George w. Bush contra Saddam Hussein. Naquela ocasião, a equipe de inspeção de uma agência norte americana de armamento nuclear forjaram “relatórios” para justificar a presença de ‘armas químicas’ em instalações iraquianas. Bush usou isso como propaganda nos EUA para conseguir apoio da população e do Congresso na investida bélica. O fato ocorreu e sabemos o resultado desastroso.
A dita crise é uma espécie de armadilha ideológica. Ou seja: cria-se uma situação de caos com objetivos obscurantistas de soluções imediatas e com efeitos antídotos. Na prática, é isto.
Então, o que há? O que define “refração econômica”? Como define um dos grandes economistas e especialista deste País, o ex-ministro Delfim Netto, que “desde de 2012 os ventos de uma economia frágil e volátil cuja as consequências são um aumento inflacionário e a diminuição de crescimento” – mudaram os rumos econômicos pelo mundo de economias emergentes. Ventos de cauda que propiciaram os governos Lula, agora batem de frente com o final do primeiro e início do segundo governo Dilma.

Esse pode ser o seu mal, moça bonita.

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Pense bem no que você quer…

Quando você olha pra mim, você enxerga outra pessoa. Enxerga uma pessoa decente e boa, o homem que você gostaria que eu fosse. Um perfeito cavalheiro. Um homem que eu jamais poderia ser.

Esse é o seu mal, moça bonita: você acha que o amor é baseado nas expectativas que cria. O amor não é isso. O amor tá naquela unha encravada horrível que você aceita. Tá nos pães de queijo na mesa quando chego do trabalho. Tá na sua música preferida que eu coloco bem alta quando você está no banho. O amor tem muito mais das pequenas coisas do dia-a-dia do que essa imagem que você pinta de mim.

Eu não sou e nem vou ser essa pessoa que você avaliou como a correta para você. Eu sou um ser humano como qualquer outro e não posso mudar toda a minha vida porque você me chama o tempo todo a atenção por ser desse ou daquele jeito. Eu sou assim e pronto, não tô te fazendo nenhum mal. Eu esqueço as datas, mas e daí? Todo dia que estou em sua companhia não se torna menos especial por isso. Sei que eu podia ser mais atento, mais cheiroso, mais disponível… mas aí não seria amor. Seria servidão.

E você não quer um servo, não é mesmo?

Às vezes acho que o amor é um produto de um erro de avaliação. As pessoas vão criando expectativas e exigindo que o outro se encaixe perfeitamente nelas. E se isso não acontece, há uma enxurrada de lágrimas, muito drama e frustração envolvidos.

É a mesma coisa com casais que enfrentam a infidelidade: um lado geralmente quer um relacionamento monogâmico. Quer fazer passeios nos sábados ensolarados. Quer ir a concertos. Quer jantares a luz de velas. A outra parte, nem tanto. A outra parte quer curtir sexo no banheiro com estranhos ou marcar breves escapadas em motéis espalhados pela cidade. E assim caminha a humanidade.

Moça, pensa bem no que você quer. Pensa bem se é isso mesmo, se eu te faço feliz desse jeito ou se você precisa de outra pessoa para seus sonhos se realizarem.

Fonte: Entre Todas As Coisas

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