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O Exército dos EUA pela primeira vez realiza ataque cibernético ao Estado Islâmico

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Com a intenção de romper a infraestrutura digital do ISIS (Estado Islâmico), os EUA executam o primeiro ataque cibernético da sua história. Os americanos com ações desse tipo mostram que a ciberguerra é uma “arma” bélica tão importante quanto o ataque de bombardeiros e incursões por terra. De acordo com o New York Times, a ação cibernética tem o objetivo de interromper a comunicação e restringir as informações que demandam os canais digitais.

Entre os efeitos esperados estão a possibilidade de atrasar ações do grupo, com o temor de que eles poderiam estar caindo em uma armadilha dos Estados Unidos.

 

Entenda como funciona o Sistema de Vigilância Americano denunciado por Edward Snowden

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Fonte: Folha de São Paulo

Brasileiros em trânsito também foram espionados pelos EUA.

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O ex-técnico da CIA Edward Snowden, que denunciou um gigantesco esquema de espionagem liderado pela Agência Nacional de Segurança dos EUA
Foto: HANDOUT / REUTERS/9-6-2013
O ex-técnico da CIA Edward Snowden, que denunciou um gigantesco esquema de espionagem liderado pela Agência Nacional de Segurança dos EUA HANDOUT / REUTERS/9-6-2013

RIO – Na última década, pessoas residentes ou em trânsito no Brasil, assim como empresas instaladas no país, se tornaram alvos de espionagem da Agência de Segurança Nacional dos Estados Unidos (National Security Agency – NSA, na sigla em inglês). Não há números precisos, mas em janeiro passado o Brasil ficou pouco atrás dos Estados Unidos, que teve 2,3 bilhões de telefonemas e mensagens espionados.

É o que demonstram documentos aos quais O GLOBO teve acesso. Eles foram coletados por Edward Joseph Snowden, técnico em redes de computação que nos últimos quatro anos trabalhou em programas da NSA entre cerca de 54 mil funcionários de empresas privadas subcontratadas – como a Booz Allen Hamilton e a Dell Corporation.

No mês passado, esse americano da Carolina do Norte decidiu delatar as operações de vigilância de comunicações realizadas pela NSA dentro e fora dos Estados Unidos. Snowden se tornou responsável por um dos maiores vazamentos de segredos da História americana, que abalou a credibilidade do governo Barack Obama.

Os documentos da NSA são eloquentes. O Brasil, com extensas redes públicas e privadas digitalizadas, operadas por grandes companhias de telecomunicações e de internet, aparece destacado em mapas da agência americana como alvo prioritário no tráfego de telefonia e dados (origem e destino), ao lado de nações como China, Rússia, Irã e Paquistão. É incerto o número de pessoas e empresas espionadas no Brasil. Mas há evidências de que o volume de dados capturados pelo sistema de filtragem nas redes locais de telefonia e internet é constante e em grande escala.

Criada há 61 anos, na Guerra Fria, a NSA tem como tarefa espionar comunicações de outros países, decifrando códigos governamentais. Dedica-se, também, a desenvolver sistemas de criptografia para o governo.

A agência passou por transformações na era George W. Bush, sobretudo depois dos ataques terroristas em Nova York e Washington, em setembro de 2001. Tornou-se líder em tecnologia de Inteligência aplicada em radares e satélites para coleta de dados em sistemas de telecomunicações, na internet pública e em redes digitais privadas.

O governo Obama optou por reforçá-la. Multiplicou-lhe o orçamento, que é secreto como os de outras 14 agências americanas de espionagem. Juntas, elas gastaram US$ 75 bilhões no ano passado, estima a Federação dos Cientistas Americanos, organização não governamental especializada em assuntos de segurança.

Outro programa amplia ação

A NSA tem 35,2 mil funcionários, segundo documentos. Eles informam também que a agência mantém “parcerias estratégicas” para “apoiar missões” com mais de 80 das “maiores corporações globais” (nos setores de telecomunicações, provedores de internet, infraestrutura de redes, equipamentos, sistemas operacionais e aplicativos, entre outros).

Para facilitar sua ação global, a agência mantém parcerias com as maiores empresas de internet americanas. No último 6 de junho, o jornal “The Guardian” informou que o software Prism permite à NSA acesso aos e-mails, conversas online e chamadas de voz de clientes de empresas como Facebook, Google, Microsoft e YouTube.

No entanto, esse programa não permite o acesso da agência a todo o universo de comunicações. Grandes volumes de tráfego de telefonemas e de dados na internet ocorrem fora do alcance da NSA e seus parceiros no uso do Prism. Para ampliar seu raio de ação, e construir o sistema de espionagem global que deseja, a agência desenvolveu outro programas com parceiros corporativos capazes de lhe fornecer acesso às comunicações internacionais.

Um deles é o Fairview, que viabilizou a coleta de dados em redes de comunicação no mundo todo. É usado pela NSA, segundo a descrição em documento a que O GLOBO teve acesso, numa parceria com uma grande empresa de telefonia dos EUA. Ela, por sua vez, mantém relações de negócios com outros serviços de telecomunicações, no Brasil e no mundo. Como resultado das suas relações com empresas não americanas, essa operadora dos EUA tem acesso às redes de comunicações locais, incluindo as brasileiras.

Ou seja, através de uma aliança corporativa, a NSA acaba tendo acesso aos sistemas de comunicação fora das fronteiras americanas. O documento descreve o sistema da seguinte forma: “Os parceiros operam nos EUA, mas não têm acesso a informações que transitam nas redes de uma nação, e, por relacionamentos corporativos, fornecem acesso exclusivo às outras [empresas de telecomunicações e provedores de serviços de internet].”

Companhias de telecomunicações no Brasil têm esta parceria que dá acesso à empresa americana. O que não fica claro é qual a empresa americana que tem sido usada pela NSA como uma espécie de “ponte”. Também não está claro se as empresas brasileiras estão cientes de como a sua parceria com a empresa dos EUA vem sendo utilizada.

Certo mesmo é que a NSA usa o programa Fairview para acessar diretamente o sistema brasileiro de telecomunicações. E é este acesso que lhe permite recolher registros detalhados de telefonemas e e-mails de milhões de pessoas, empresas e instituições.

Para espionar comunicações de um residente ou uma empresa instalada nos Estados Unidos, a NSA precisa de autorização judicial emitida por um tribunal especial (a Corte de Vigilância de Inteligência Estrangeira), composto de 11 juízes que se reúnem em segredo. Foi nessa instância, por exemplo, que a agência obteve autorização para acesso durante 90 dias aos registros telefônicos de quase 100 milhões de usuários da Verizon, a maior operadora de telefonia do país. Houve uma extensão do pedido a todas as operadoras americanas – com renovação permanente.

Fora das fronteiras americanas, o jogo é diferente. Vigiar pessoas, empresas e instituições estrangeiras é missão da NSA, definida em ordem presidencial (número 12333) há três décadas.

Na prática, as fronteiras políticas e jurídicas acabam relativizadas pelos sistemas de coleta, processamento, armazenamento e distribuição das informações. São os mesmos aplicados tanto nos EUA quanto no resto do mundo.

Todo tipo de informação armazenada

Desde 2008, por exemplo, o governo monitora com autorização judicial hábitos de navegação na internet dentro do território americano. Para tanto, exibiu com êxito um argumento no tribunal especial: o estudo da rotina online de “alvos” domésticos proporcionaria vigilância privilegiada sobre a prática online cotidiana de estrangeiros. Assim, uma pessoa ou empresa “de interesse” residente no Brasil pode ter todas as suas ligações telefônicas e correspondências eletrônicas – enviadas ou recebidas – sob vigilância constante. A agência armazena todo tipo de registros (número discado, tronco e ramal usados, duração, data hora, local, endereço do remetente e do destinatário, bem como endereços de IP – assim como sites visitados). E faz o mesmo com quem estiver na outra ponta da linha, ou em outra tela de computador.

Começa aí a vigilância progressiva pela rede de relacionamento de cada interlocutor telefônico ou destinatário da correspondência eletrônica (e-mail, fax, SMS, vídeos, podcasts etc.). A interferência é sempre imperceptível: “Servimos em silêncio” – explica a inscrição numa placa de mármore exposta na sede da NSA em Washington.

Espionagem nesse nível, e em escala global, era apenas uma suspeita até o mês passado, quando começaram a ser divulgados os milhares de documentos internos da agência coletados por Snowden dentro da NSA. Desde então, convive-se com a reafirmação de algumas certezas. Uma delas é a do fim da era da privacidade, em qualquer tempo e em qualquer lugar. Principalmente em países como o Brasil, onde o “grampo” já foi até política de Estado, na ditadura militar.

Fonte: O Globo

O Futuro Que Queremos – um texto que não convence, que não encanta e que frustra.

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O texto final da Rio+20 já está disponível no site da ONU. Para virar documento formal ele ainda vai passar pela aprovação de mais de 190 países membros da entidade. Acesse e baixe aqui.

O Futuro Que Queremos“, nome dado ao documento final da conferência no Brasil traz consigo dois entraves e fonte das principais críticas dos ambientalistas e ativistas do mundo inteiro. Um desses foi a pauta sugerida pelo Brasil e China, gigantes das economias emergentes, de que os países ricos e emergentes criem um fundo de financiamento sustentável para os países mais pobres, como os dos continentes Africano, América Latina e  alguns extremos Asiáticos. Sem sucesso. Os países das maiores economias e de maiores potência bélica foram contra – os EUA encabeçam a lista, seguido pelos grandalhões europeus.

Esta proposta resultaria em um fundo de 30 bilhões de dólares para o desenvolvimento sustentável na produção de bens de consumo, energia limpa e principalmente alimentos.

O outro fracasso foi a proposta dos Países Africanos de que o PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, recebesse o status de agência do órgão. Como as outras, Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância e Juventude) e Unesco (Fundo das Nações Unidas para a Educação e Cultura).

Houve rejeição  principalmente da União Europeia.

“JULIAN ESTÁ TRABALHANDO NA EMBAIXADA”, DIZ JORNALISTA AMIGO DE ASSANGE

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Em entrevista à Pública, Gavin MacFadyen fala das manifestações de apoio que o fundador do Wikileaks tem recebido e do que viu e ouviu na embaixada do Equador em Londres

 “Eu fiquei chocado quando soube”, conta por telefone o jornalista americano Gavin MacFadyen, amigo de Julian Assange e diretor do Centro de Jornalismo Investigativo, em Londres , e conselheiro da Pública. “Julian não contou para ninguém que iria pedir asilo, para não nos colocar em dificuldades”.

Segundo MacFadyen,  que dirigiu alguns dos mais famosos programas de jornalismo investigativo da televisão britânica, depois de entrar na embaixada Assange recebeu uma carta de apoio à sua luta pela não-extradição do cineasta Michael Moore e outras manifestações de nomes de peso como os jornalistas Philip Knightley e John Pilger.

Uma delegação de movimentos sociais da Aliança Bolivariana das Américas (Alba) – da qual o brasileiro MST faz parte – entregou um documento nesta quinta-feira pedindo  que Rafael Correa que forneça asilo a Assange. João Pedro Stedile, líder do MST, explicou durante o encontro: “Assange lidera a batalha contra os americanos e o monopólio da informação. Então, nós pedimos, em nome dos movimentos sociais, que o Equador possa recebê-lo”.

Mas para MacFadyen, porém, mesmo se o Equador conceder asilo diplomático, “Julian vai ficar por lá na embaixada) durante muito tempo”. Leia a entrevista.

Você esteve ontem na embaixada no Equador em Londres. Como está a situação? Tensa?

A atmosfera é muito boa, até de maneira surpreendente. Julian está bem, com bom humor. E os funcionários da embaixada são muito solícitos, mais do que eu esperava. O quarto onde Julian está dormindo é um escritório muito pequeno. Ele dorme em um colchão inflável, desses de acampamento, no meio de algumas mesas. Mas durante o dia ele está com a sua equipe o tempo todo, trabalhando normalmente.

Por que o Equador?

Nada disso aconteceu de uma hora para outra, eu acredito que muitas coisas devem ter pesado na escolha. Mas Julian recebeu uma oferta de residência lá no Equador há dois anos, e o mensageiro disse que se ele estivesse em dificuldade poderia ir para a embaixada. Na entrevista que Corrêa deu a Julian para o programa “O mundo amanhã”, ficou claro que ambos compartilhavam críticas à política externa americana, eles até riram juntos ao falar disso.

Mas foi uma decisão que te surpreendeu? Foi repentina?

Olha, obviamente devem ter havido discussões anteriores, não é algo que se faz assim de uma hora para outra. Mas nós, os amigos mais próximos não sabíamos de nada. Julian preferiu não contar a ninguém porque qualquer um que soubesse que ele planejava pedir asilo político seria obrigado por lei a entregá-lo às autoridades. Se alguém soubesse, poderia ser responsabilizado legalmente, então ele decidiu não avisar a ninguém – nem aos que deram dinheiro para a sua fiança – para protegê-los.

A imprensa tem noticiado que aqueles que pagaram sua fiança, como Michael Moore, o jornalista Philip Knightey e a socialite Jemima Khan, ficaram surpresos e decepcionados com o ato. Eles podem peder seu dinheiro.

Olha, eu falei com muitos deles. Todos ficaram surpresos, mas no momento em que entrou na embaixada Julian mandou uma carta a todos eles se explicando. Eu também fiquei chocado quando soube disso como todo mundo. Mas se você pensa um pouco, percebe que houve uma reflexão séria que antecedeu esta decisão. Tanto que todos os apoiadores deles que pagaram a fiança, pelo menos os que falei, mandaram cartas de apoio depois de receberem a carta de Julian. O jornalista Philip Knightley mandou um email, e o Michael Moore enviou uma carta de apoio.

Mas diversos jornais têm afirmado que os apoioadores estão se afastando de Julian.

Isso não é verdade. Michael Moore enviou uma carta oferecendo seu apoio e dizendo que entendia por que Julian tinha tomado esta decisão. Eu li essa a carta. A questão é:  se há perigo de Julian ser entregue aos EUA, então a decisão que ele tomou foi correta.

Gavin, você é americano. Você acredita que existe este risco?

Eu acho que há um perigo potencial. E eu vou te dizer por que. Há um júri secreto que está se reunindo no estado da Virgínia há mais de um ano, e todas as decisões tomadas pelo júri são secretas. O governo dos EUA  admitem que ele existe, mas não falam o que está sendo decidido ali. Basicamente eles estão testando uma acusação formal que deve ser feita contra o Julian. Estão buscando um tribunal que concorde em emitir um pedido de extradição. É esse o propósito do júri secreto. Advogados costumam dizer que um júri deste tipo, que existe nos EUA, consegue incriminar até um sanduíche de presunto.  E o pior é que há muito segredo sobre o que está acontecendo, ninguém sabe o que se passa.  É sinistro. Outra coisa: quatro membros do Comitê Nacional Republicano pediram a morte de Assange, dizendo que ele deveria ser caçado e assassinado. Eu nunca ouvi falar em algo assim em toda minha vida. E o próprio Obama, em um evento público, disse que Assange violou as leis, que ele é culpado. Como alguém pode ser considerado culpado antes de ter havido qualquer julgamento?

Mas daí a buscar de fato a extradição…

Veja, os Estados Unidos são a única potência mundial que admite sequestrar pessoas. Eles têm uma política de assassinar pessoas no exterior quando são consideradas inimigas. Afinal, eles fazem sequestros, rendições extraordinárias quando é o caso. E todos sabem que os EUA gostaria de vê-lo preso. Algumas das acusações que estão cogitando fazer contra ele são a prisão perpétua ou pena capital. Estão cogitando acusá-lo de espionagem, ou de assessorar o inimigo – já se chegou a dizer que ele teria auxiliado a Al Qaeda, por exemplo, com os vazamentos no Afeganisão, o que é uma loucura completa.

A cobertura da batalha judicial de Assange mudou muito de tom desde o vazamento dos documentos diplomáticos. Hoje em dia grande parte da cobertura é bastante negativa. Qual a sua visão sobre isso?

Os veículos que decidiram ser hostis a Assange continuam sendo. Hoje de manhã, por exemplo, alguns veículos reportavam que ele estavam com a barba por fazer. É terrível. Há grandes e importantes exceções, mas grande parte da mídia tem sido histil à figura do Julian. Os jornais falam pouco dos documentos, não analisam seriamente o papel do WikiLeaks, o jornalismo do WikiLeaks,  eles sugerem que Assange é um homem horrível, que tem maus hábitos, uma bobajada.

Não há uma sensação de que ele deveria ir encarar a justiça sueca de uma vez?

Sim, háum sentimento de que ele deveria ir à Suécia, mas muitas pessoas não se sentiram confortáveis com o fato de que ele deter muitos documentos secretos. Muitos jornalistas acham que ele é um anarquista, um homem louco, uma pessoa difícil de lidar. Mas uma parte disso é porque ele fez a grande imprensa a fazer coisas que ela não queria fazer.

Como por exemplo?

Como por exemplo, sentarem todos na mesma mesa e colaborarem. O Guardian e o New York Times em particular, queriam exclusividade sobre os documentos, eles acharam que Julian era um nerd que eles iam conseguir dobrar, mas mudaram quando perceberam que ele é inteligente, e que manteve a mesma linha desde o começo. Eles não o convenceram, e ficaram muito bravos, todo mundo começou a acusar todo mundo… Em alguns casos, é uma questão de inveja mesmo. É um cara que não é um jornalista conhecido e respeitado, e de repente dá mais furos em alguns dias do que toda a imprensa ocidental em um ano. Eles odiaram isso. Além disso, Julian não segue as regras e normas deles, ele tem seu jeito de fazer as coisas…

Você considera Julian Assange um jornalista?

Claro, por qualquer critério que você quiser medir. Há algumas semanas ele recebeu o maior prêmio de jornalismo na Austrália, e é membro da associação australiana de jornalistas há muitos anos. Não há a menor dúvida que alguém que recebe documentos,que publica informações, que defende a liberdade de informação, que escreve sobre elas e produz material jornalístico é um jornalista. Mas essa é uma falsa discussão. Porque o problema é que quem diz que ele não é jornalista está retirando a proteção que a Constituição americana dá aos jornalistas. E isso é muito perigoso não só para o Julian, mas para todos os jornalistas.

Se o Equador der asilo politico a Julian, o que acontece?

Está claro que se ele colocar o pé para fora da embaixada ele será preso, então vai ficar por lá durante muito tempo. Eu acredito que casos assim levam algum tempo para ser esquecidos, depois pode haver um acordo baseado em algum aspecto técnico, mas no final os britânicos vão concordar em deixá-lo ir se ganharem algo com isso. Depende do Equador decidir se estão dispostos a pagar um preço por isso.

Você acredita que Rafael Correa vai garantir asilo a Julian?

Eu não sei. Espero que sim. O que ficou claro durante a minha visita à embaixada é que o pessoal lá tem sido muitoo amigável, caloroso e generoso. Eles estão tratando o Julian muito bem, então há uma postura obviamente amigável. Mas é claro que eles terão que procurar todo o auxílio jurídico  necessário.  Alguns jornais estão dizendo que deve sair uma resposta hoje, mas eu acho impossível. O governo do Equador já disse que terá que conversar com o Reino Unido, a Suécia e os Estados Unidos – o que é uma prova de como eles estão conscientes de que o governo americano tem interesse em extraditá-lo.

O governo de Obama iria até o fim na busca da extradição? O próprio governo é acusado de vazar documentos para a imprensa…

Olha, o governo de Obama é ainda pior do que o governo Bush neste aspecto. Ele processou mais whistleblowers (informantes) do que qualquer presidente americano, e endureceu as regras internas do governo para quem vaza informações. Até o New York Times criticou duramente Obama por isso. E é claro, o caso de Bradley Manning é responsabilidade do governo Obama. É um caso terrível, se você pensar. Um jovem rapaz que já está sofrendo uma punição não usual e brutal, pela administração  Obama. O que eles estão fazendo com Manning é tão sério que um membro do alto escalão do Departamento de Estado pediu demissão em protesto.

Fonte: Agência Pública

EUA declaram guerra à Coca-Cola, seu maior ícone.

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CONTRA A CRESCENTE OBESIDADE DA POPULAÇÃO, AUTORIDADES AMERICANAS DEFLAGRAM ATAQUE A REFRIGERANTES AÇUCARADOS – E A COCA-COLA EM ESPECIAL; IMPOSTOS AUMENTAM EM 33 ESTADOS; DEPOIS DO TABACO, BEBIDAS ADOCICADAS ESTÃO NO ALVO DE GENTE COMO O PREFEITO DE NOVA YORK, MICHAEL BLOOMBERG, E PODEM FICAR MENORES

Os Estados Unidos começaram uma nova guerra. Desta vez, não em terras distantes e contra inimigos humanos, mas em seu próprio território e contra seu maior ícone de consumo e seguidores: a Coca-Cola e todos os refrigerantes gaseificados e açucarados.

Autoridades públicas, pesquisadores e cientistas americanos se reuniram na quinta-feira 7 em Washington, a capital do país, para expor projeções que comparam as bebidas ‘cola’ ao tabaco e seus males para saúde. Assim como o cigarro passou a ser associado ao câncer, com todas as decorrências de processos milionários contra a indústria, movidos pelos consumidores, acredita-se agora que dentro de dez anos as fábricas de refrigerantes irão ocupar esse papel.

“O que acontece em relação à indústria do tabaco hoje, se verá ocorrer em relação à indústria de bebidas açucaradas em dez anos”, vaticinou Kelly Brownell, diretor do Centro Rudd de Política Alimentar e Obesidade da Universidade Yale. “E o mesmo sucesso que os advogados estão conseguindo agora frente a indústria do fumo poderá se repetir no setor de refrigerantes”.

Ninguém menos que o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, tomou a frente desta nova guerra. Ele tem sido visto na televisão defendendo a redução em 16 onças da quantidade de açúcar utilizada nos refrigerantes. Apoiado em pareceres de especialistas, Bloomberg mostra os torrões de açucar contidos em cada embalagem de refrigerante, posicionando-se pelo corte drástico. “A redução no tamanho tem o sentido de levar a população a pensar no assunto”, justificou o prefeito. “Quem quiser mais, pode comprar mais”. As primeiras pesquisas de opinião mostram que a população, em maioria, é contra a redução, mas entidades médicas gostaram da proposta.

O prefeito da Philladelphia, cidade da Pensilvânia, Michael Nutter, é uma das autoridades que vai olhando com atenção a campanha de Bloomberg. “É, sem dúvida, uma estratégia muito ousada”, reconheceu, fazendo um declaração de apoio crítico à iniciativa de reduzir os tamanhos dos copos oferecidos ao público, para que ofereçam menos açúcar. “Faço um apelo às autoridades da área de saúde para que investiguem a fundo a relação entre bebidas açucaradas e obesidade, em moldes semelhantes ao relatório ‘Fumo e Saúde’, de 1964, feito pelo Cirurgião Geral”, solicitou. “Chegou a hora para um estudo abrangente sobre o efeito do açúcar sobre nossos corpos”.

O governador do Colorado, John Hickenlooper, igualmente não embarca totalmente na campanha de Bloomberg, mas reconhece que algo deve ser feito pelas autoridades frente à indústria de refrigerantes. “Os custos da saúde pública com a obesidade estão altos demais para ignorarmos uma possível relação entre os super-refrigerantes e a gordura da população”. Pelo menos 33 Estados americanos já aumentaram os impostos dos refrigerantes, como forma de inibir o consumo. As alíquotas variam de 1,5% a 7%. A guerra está em campo.

Fonte: Brasil 247

EUA já assassinaram quase 1000 civis no Paquistão, entre estes mais de 170 crianças.

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A CIA efetuo seu 300º ataque remoto no Paquistão. Os aviões não tripulados, controlados por controle remoto disparou contra supostos militantes tribais. As tribos estariam ligadas ao Talibã. Foi o quarto ataque em 48 horas na Região. De acordo com uma análise detalhada dos ataques, pelo menos 2.318 pessoas foram assassinadas pela CIA. A maioria é supostamente de militantes. Mas entre 386 e 775 civis foram mortos, incluindo mais de 170 crianças. Além disso, pelo menos 1.100 pessoas foram feridas.

Os Estados Unidos afirmam não ter matado nenhum civil no Paquistão desde maio de 2010.

Fonte: clique aqui

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