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Mídia e Direitos Humanos – um debate necessário

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A qualificação de militantes e a articulação para medidas efetivas de denúncia e exigibilidade de direitos são ações necessárias para que tenhamos uma mídia que valorize e promova os direitos humanos

Nesta terça-feira, 10/12, será celebrado mais um aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, aprovada em 1948, pela Assembleia Geral das Nações Unidas. Por assinalar a fase de internacionalização dos direitos humanos e interferir na elaboração de dezenas de tratados e convenções, a Declaração é um marco na história da luta pela efetivação dos direitos humanos em todo o mundo.

Após 65 anos da assinatura do documento, uma das questões centrais nos debates sobre direitos humanos é, sem dúvidas, o papel desempenhado pelos meios de comunicação. Em seu artigo 19, a Declaração Universal dos Direitos Humanos estabelece que “todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão”.

Assim, a comunicação se configura como um direito humano a ser reivindicado, interferindo diretamente na garantia ou negação de outros direitos. Espaço político com capacidade de formar valores, propagar ideias e influenciar comportamentos, a mídia desempenha, historicamente, um papel duplo: por um lado, podem atuar como instrumentos estratégicos na construção de uma cultura de respeito aos direitos humanos; por outro, muitas vezes, reproduz e legitima violações desses direitos, fortalecendo, assim, a constituição de uma sociedade baseada no preconceito e na opressão.

E no Brasil, como a mídia tem atuado em relação aos direitos humanos? Quantos programas nas emissoras de televisão debatem, com profundidade e de modo permanente, temáticas relativas aos direitos humanos? Quantas campanhas educativas nas emissoras de rádio incentivam mudanças de comportamento para conseguirmos, por exemplo, combater o racismo ou a violência aos/às homossexuais? Quantas propagandas de cerveja se utilizam das mulheres como objetos e a colocam em posição de inferioridade e sob assédio moral? Quantos programas disponibilizam mecanismos de acessibilidade para que pessoas com deficiência tenham acesso aos seus conteúdos? Em qual capital, de Norte a Sul do país, temos programa de TV que criminaliza negros e pobres das periferias?

As respostas a essas e outras questões não deixam dúvidas: em nosso país, a mídia tem se revelado, indiscutivelmente, um eficaz instrumento de violação de direitos. Uma análise mais cuidadosa e ampla da produção midiática consegue escancarar uma dimensão ainda mais séria e preocupante dessa realidade, tendo em vista o poder de alcance dos meios de comunicação de massa e a manutenção de uma postura, se não sempre violadora, mas omissa, desde que o sistema de comunicação brasileiro foi implantado.

A televisão aberta, assistida cotidianamente por 94% da população brasileira, segundo recente pesquisa da Fundação Perseu Abramo, coleciona programas campeões de violações. Dois exemplos são emblemáticos: os programas de auditório que exploram conflitos pessoais e abusam da exposição das mazelas de pessoas em situação de vulnerabilidade psicológica e social; e os programas policiais que violam direitos de crianças e adolescentes, criminalizam a pobreza, invadem domicílios e desrespeitam, de todas as formas, a dignidade humana. Em síntese, a mídia brasileira, de um modo geral, tem sido criminosa e irresponsável pela infinidade flagrante de reforços de intolerância e violência.

Atento a este cenário e buscando intervir diretamente na construção de uma nova postura dos meios de comunicação de massa, o Intervozes está realizando o Ciclo de Formação Mídia e Educação em Direitos Humanos, um projeto do coletivo fruto de convênio com a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Por meio de oficinas que discutem história, princípios e características dos direitos humanos, direitos de mulheres, negros e negras, população LGBT, crianças e adolescentes, pessoas com deficiência e população idosa, o Ciclo busca capacitar – nas cidades de Brasília, Curitiba, Fortaleza, Salvador e São Paulo – militantes de movimentos sociais e comunicadores/as comunitários/as para a educação em direitos humanos e a multiplicação de uma cultura de paz e valorização da diversidade.

Porém, mais que o debate sobre a relação entre mídia e direitos humanos ou a capacitação dessas lideranças sociais, o Ciclo visa incentivar denúncias de violações e a exigibilidade dos direitos humanos em diferentes espaços, incluindo os meios de comunicação, bem como ampliar o debate sobre o papel da mídia em temáticas relativas. Justamente por isso, as oficinas têm como público pessoas que lidam diretamente com direitos humanos ou que representam grupos que, cotidianamente, têm seus direitos violados.

Com as oficinas em andamento, o Ciclo já proporcionou encaminhamentos que vão ao encontro destes objetivos, como a criação de um grupo de trabalho permanente formado pelas entidades participantes das oficinas e o Ministério Público, em Curitiba; e o envolvimento e participação dos grupos e coletivos presentes às oficinas em Salvador na Frente Baiana pela Democratização das Comunicações.

Acreditamos que esse é um caminho essencial. O debate permanente, a qualificação de militantes sociais e a articulação para medidas efetivas de denúncia e exigibilidade de direitos são ações necessárias para que tenhamos, no Brasil, uma mídia que valorize e promova os direitos humanos de mulheres, da população LGBT, dos negros e das negras, das populações tradicionais, das crianças e adolescentes, das pessoas com deficiência e da população idosa.

Paulo Victor Melo, Raquel Dantas e Thaís Brito, integrantes do Intervozes e compõem a Coordenação do Ciclo de Formação Mídia e Educação em Direitos Humanos

Fonte: Carta Capital

A morte do DG (Douglas), a p. que p., a p. e a Globo, tudo a ver.

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Uma jornalista da Rede Globo foi flagrada tendo um ataque de raiva durante gravação em Copacabana e foi rechaçada por populares

bopeNa tarde de ontem, os jovens Edilson da Silva e Douglas Rafael foram enterrados no cemitério São João Batista, zona sul do Rio. Eles foram mortos a tiros no Morro do Cantagalo entre a noite do dia 21 e a manhã do dia 22 de abril. Moradores acusaram PMs da UPP pelos assassinatos. A mãe de Douglas, a técnica em enfermagem Maria de Fátima questionou a presença ostensiva da Tropa de Choque da PM no enterro de seu filho e do jovem Edilson.

Nas ruas de Copacabana, a equipe da Rede Globo foi rechaçada por populares. Uma jornalista da emissora foi flagrada tendo um ataque de raiva (vídeo abaixo).

Leia também: O dia em que uma repórter da Globo foi sincera

Na noite do dia 22, moradores também protestaram e foram respondidos com tiros de munição letal. Até então, somente o jovem Douglas, conhecido como DG, havia sido morto. Na repressão ao protesto, Edilson foi baleado na barriga e morreu a caminho do Hospital Miguel Couto. Dessa vez, apesar da chuva e do clima de revolta, o protesto seguiu pacífico até o Cantagalo, quando PMs da UPP, rechaçados pelas massas, atacaram com bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.

Fonte: Pragmatismo Político

Sininho. Quem tem medo dela?

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downloadE então só se fala de Sininho, a ativista nascida no Rio Grande de Sul e radicada no Rio de Janeiro.

A Globo e a Veja estão massacrando Sininho, e isto leva a crer que a garota tem virtudes.

Sininho, 28 anos, cineasta, é essencialmente uma jovem inconformada com o “sistema”.

Que jovem idealista não estaria, diante das circunstâncias?

Você vê índios sendo mortos, operários se destruindo nas obras da Copa, brasileiros miseráveis sendo removidos de suas casas precárias por causa do Mundial – e vai ficar conformado, se tem sensibilidade social?

A cidade em que vive Sininho ajuda também a entender seu inconformismo: como aturar, sentado no sofá, o desgoverno de Cabral?

“Ah, não vamos para a rua porque Cabral é chapa do Lula”: quem diria isso?

E então os jovens vão às ruas e são recebidos pela polícia predadora de Cabral, sob a omissão de um governo federal que não podia mexer nos brios de seu aliado.

Ora, condenar Sininho é farisaico.

Ela representa o espírito do tempo. Seus pais, segundo ela, participaram da fundação do PT.

Mas para ela, e para muitos outros jovens da mesma geração, o PT acabou por se transformar no sistema.

Ou você quer que Sininho veja Lula abraçado a Maluf e Sarney ou Dilma comprometida com os ruralistas e se sinta representada?

Querer transformar os black blocs em terroristas é uma falácia, um gesto cínico e indefensável.

Que a direita faça isso, entende-se por seu apego a privilégios e medo de tudo que represente oposição a regalias ancestrais.

Mas o PT?

As acusações são bizarras. Eles são atacados porque são “mascarados”. E daí? Tentaram matar uma família num carro quando tudo que ocorreu foi que um motorista assustado tentou passar com seu Fusca baixo sobre um colchão em chamas.

Mataram o cinegrafista e conseguiram seu primeiro cadáver.

Ora, foi um acidente lastimável, triste, mas foi exatamente isto: um acidente. Ninguém pegou uma arma e atirou contra Santiago.

Coube a Sininho mesma trazer um pouco de lógica ao debate ao perguntar: por que a Band não deu um capacete para proteger seu cinegrafista? Em áreas conflagradas mundo afora, isso acontece: dar proteção aos jornalistas que cobrem protestos perigosos.

O DCM é visceralmente antiviolência. Somos franciscanos na essência. Andamos com passarinhos nos ombros, e ficamos maravilhados com o Papa Francisco, nosso ídolo. Gandhi e Luther King estão em nossos corações.

Agora: a violência nos protestos do Rio é obra da polícia. Em algum momento, os black blocs entraram em cena para proteger os manifestantes.

Eles são uma reação à truculência policial.

Não fosse a violência policial, altamente estimulada pela mídia com sua pregação contra os “vândalos” e “baderneiros”, eles provavelmente nem tivessem surgido no Brasil.

Agora mesmo: a direção da empresa jornalística alemã Deutsche Welle manifestou formalmente à embaixada brasileira na Alemanha seu protesto contra as cacetadas que seu correspondente levou no protesto em que morreu Santiago.  Ninguém prestou atenção nisso, exceto, modéstia à parte, o DCM. O relato do correspodente conta tudo: uma manifestação pacífica virou um campo de guerra por causa da polícia.

Repito: por causa da polícia.

E em vez de dar um basta à violência policial, os crucificados são os black blocs, por pura conveniência e oportunismo político.

Vamos encarar os fatos: o PT detesta os black blocs por dois motivos. Um: eles não obedecem ao partido. Sequer respeitam. Dois: os protestos podem por em risco, na visão petista, a eleição fácil de Dilma.

O segundo item é uma fantasia. Dilma, com ou sem black blocs, caminha para uma reeleição fácil, dada a fragilidade excepcional da oposição.

Não surgiu, com envergadura, partido nenhum que represente uma nova ordem social menos injusta. É uma tremenda sorte para o PT — e um enorme azar para o país — que do lado de lá estejam fósseis políticos como Aécio, Serra, FHC, Marina, Eduardo Campos etc. Um partido envelhecido como o PT parece jovem diante de rivais encarquilhados.

A não ser que o PT se reinvente, o que parece difícil, no futuro o espaço estará aberto a um partido que realmente interprete a raiva das ruas contra tantos absurdos.

A mensagem de Sininho, no fundo, é esta: o Brasil tem que ser melhor do que é.

Como discordar?

Fonte: Diário do Centro do Mundo

Eu não assisto BBB, e você?

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bbb14.foto620Em todas as rodas de conversa que participo (seja ela com vizinhos, colegas de trabalho e colegas de faculdade) todos são taxativos em dizer que o BBB é fútil, que não agrega valores positivos para quem assiste e por aí vai. Enfim, existe um consenso quase geral quanto ao conteúdo meio “desconteudado” do reality e também uma crítica aberta aos seus telespectadores. Consequentemente, poderíamos presumir que a audiência da atração é baixa mas, contrariando esta lógica, ano após ano, diversos veículos de comunicação noticiam os elevados índices de ligações e acessos a sites com o objetivo de eleger os derrotados no emblemático “paredão” (que virou, inclusive, um jargão dentro das empresas quando o assunto é demissão de funcionários). Portanto, temos que nos perguntar: quem está mentindo?

Não creio que neste caso seja a mídia. Afinal, o programa já está na décima quarta edição e todos sabemos que se não houvesse o mínimo de rentabilidade, já teria “saído do ar”: Se existe o BBB, é porquê existem anunciantes e, se existem anunciantes, é porquê existem telespectadores. Não tenho o menor conhecimento acerca dos aspectos mercadológicos que envolvem publicidade e televisão. Entretanto, esta parece ser linha razoável para discutirmos o assunto.

Se não e a mídia, logicamente é o povo é quem mente nesta história. É duro demais admitir que não existe nada realmente enriquecedor para fazer naquela hora a não ser ver pessoas quase peladas falando de como iniciaram sua vida sexual, como fazem para ter aqueles corpos, o que faziam antes de estar ali e o que farão depois que saírem de lá. Os mais entusiasmados adquirem o pay-per view, assistem o TV fama, compram revistas de fofocas para traçar todas as possíveis perspectivas para o fim do jogo e ainda procuram as reflexões do Pedro Bial na internet (que, cá pra nós, estão no mesmo nível dos “pensamentos” do Antônio Roberto publicados no Super Notícia). Aprendemos a nos deliciar com a vida alheia e não queremos assumir isto.

Pra concluir, quero chamar a atenção para outro fato: de todos os “campeões” (é triste dizer mas até esta preciosa alcunha está banalizada) poucos conseguiram se manter nos holofotes ou multiplicaram o dinheiro que receberam ao fim de cada edição. Lógico que existem as exceções mas, genericamente falando, muitos que saíram de lá ricos, são hoje tão pobres quanto nós (se não mais). Se estes “artistas” (outra infeliz banalização de tão nobre termo) não conseguiram melhorar as próprias vidas com tamanha oportunidade, o que melhoraria em nós acompanhado o BBB? Se assistimos e não admitimos isto, é porque já sabemos a resposta…

Fonte: Marcelo Fernandes

A cobertura da mídia sobre o conflito na Faixa de Gaza.

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Em texto manifesto, linguistas denunciam a manipulação do notíciário pela grande imprensa para camuflar o massacre do povo palestino, apelam a jornalistas para que não sirvam de joguetes e para que as pessoas se informem pela mídia independente. Entre os signatários, Noam Chomsky. Confira a íntegra.

Enquanto países na Europa e América do Norte relembravam as baixas militares das guerras presentes e passadas, em 11 de Novembro, Israel estava alvejando civis. Em 12 de novembro, leitores que acordavam para uma nova semana tiveram já no café da manhã o coração dilacerado pelos incontáveis relatos das baixas militares passadas e presentes.

Leia também:
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Faixa de Gaza: Israel intensifica ofensiva militar 

Não havia, porém, nenhuma ou quase nenhuma menção ao fato de que a maioria das baixas das guerras modernas de hoje são civis. Era também difícil alguma menção, nessa manhã de 12 de novembro, aos ataques militares à Gaza, que continuaram pelo final de semana. Um exame superficial comprova isso na CBC do Canada, Globe and mail, na Gazette de Montreal e na Toronto Star. A mesma coisa no New York Times e na BBC

De acordo com o relato do Centro Palestino para os Direitos Humanos (PCHR, pela sigla em inglês) de domingo, 11 de Novembro, cinco palestinos, entre eles três crianças, foram assassinados na Faixa de Gaza, nas 72 horas anteriores, além de dois seguranças. Quatro das mortes resultaram das granadas de artilharia disparadas pelos militares israelenses contra jovens que jogavam futebol. Além disso, 52 civis foram feridos, seis dos quais eram mulheres e 12 crianças. (Desde que este texto começou a ser escrito, o número de mortos palestinos subiu, e continua a aumentar.)

Artigos que relatam os assassinatos destacam esmagadoramente a morte de seguranças palestinos. Por exemplo, um artigo da Associated Press publicado no CBC em 13 de novembro, intitulado “Israel estuda retomada dos assassinatos de militantes de Gaza”, não menciona absolutamente nada de civis mortos e feridos. Ele retrata as mortes como alvos “assassinados”. O fato de que as mortes têm sido, na imensa maioria, de civis, mostra que Israel não está tão engajado em “alvos” quanto em assassinatos “coletivos”. Assim, mais uma vez, comete o crime de punição coletiva.

Outra notícia de AP na CBC de 12 de novembro diz que os foguetes de Gaza aumentam a pressão sobre o governo de Israel. Traz a foto de uma mulher israelense olhando um buraco no teto de sua sala. Novamente, não há imagens, nem menção às numerosas vítimas sangrando ou cadáveres em Gaza. Na mesma linha, a manchete da BBC diz que Israel é atingido por rajadas de foguetes vindos de Gaza. A mesma tendência pode ser vista nos grandes jornais da Europa.

A maioria esmagadora das noiticias enfatizam que os foguetes foram lançados de Gaza, nenhum dos quais causaram vítimas humanas. O que não está em foco são os bombardeios sobre Gaza, que resultaram em numerosas vítimas graves e fatais. Não é preciso ser um especialista em ciências da mídia para entender que estamos, na melhor das hipóteses, diante de relatos distorcidos e de má qualidade e, na pior, de manipulação propositadamente desonesta.

Além disso, os artigos que se referem à vítimas palestinas em Gaza relatam consistentemente que as operações israelenses se dão em resposta ao lançamento de foguetes a partir de Gaza e à lesão de soldados israelenses. No entanto, a cronologia dos eventos do recente surto começou em 5 de novembro, quando um inocente, aparentemente mentalmente incapaz, homem de 20 anos, Ahmad al-Nabaheen, foi baleado quando passeava perto da fronteira. Os médicos tiveram que esperar seis horas até serem autorizados a buscá-lo. Eles suspeitam que o homem pode ter morrido por causa desse atraso. Depois, em 08 de novembro, um menino de 13 anos que jogava futebol em frente de sua casa foi morto por fogo do IOF, que chegou ao território de Gaza em tanques e helicópteros. O ferimento de quatro soldados israelenses na fronteira em 10 de novembro, portanto, já era parte de uma cadeia de eventos que começou quando os civis de Gaza foram mortos.

Nós, os signatários, voltamos recentemente de uma visita à Faixa de Gaza. Alguns de nós estamos agora conectados aos palestinos que vivem em Gaza através de mídias sociais. Por duas noites seguidas, palestinos em Gaza foram impedidos de dormir pela movimentação contínua de drones, F16, e bombardeios indiscriminados sobre vários alvos na densamente povoada Faixa de Gaza . A intenção clara é de aterrorizar a população, e com sucesso, como podemos verificar a partir de relatos dos nossos amigos. Se não fosse pelas postagens no Facebook, não estaríamos conscientes do grau de terror sentido pelos simples civis palestinos em Gaza. Isto contrasta totalmente com a consciência mundial sobre cidadãos israelenses chocados e aterrorizados.

O trecho de um relato enviado por um médico canadense que esteva em Gaza, servindo no hospital Shifa ER no final de semana, diz: ” os feridos eram todos civis, com várias perfurações por estilhaços: lesões cerebrais, lesões no pescoço, hemo-Pneumo tórax, tamponamento cardíaco, ruptura do baço, perfurações intestinais, membros estraçalhados, amputações traumáticas. Tudo isso sem monitores, poucos estetoscópios, uma máquina de ultra-som. …. Muitas pessoas com ferimentos graves, mas sem a vida ameaçada foram mandadas para casa para ser reavaliadas na parte da manhã, devido ao grande volume de baixas. Os ferimentos por estilhaços penetrantes eram assustadores. Pequenas feridas com grandes ferimentos internos. Havia muito pouca Morfina para analgesia.”

Aparentemente, tais cenas não são interessantes para o New York Times, a CBC, ou a BBC.

Preconceito e desonestidade com relação à opressão dos palestinos não é nada novo na mídia ocidental e tem sido amplamente documentado. No entanto, Israel continua seus crimes contra a humanidade com a anuência plena e apoio financeiro, militar e moral de nossos governos, os EUA, o Canadá e a União Europeia. Netanyahu está ganhando apoio diplomático ocidental para operações adicionais em Gaza, que nos fazem temer que outra operação Cast Lead esteja no horizonte. Na verdade, os novos acontecimentos são a confirmação de que tal escalada já começou, como a contabilização das mortes de hoje que aumenta.

A falta generalizada de indignação pública a estes crimes é uma conseqüência direta do modo sistemático em que os fatos são retidos ou da maneira distorcida que esses crimes são retratados.

Queremos expressar nossa indignação com a cobertura repreensível desses atos pela mainstream mídia (grande imprensa corporativa). Apelamos aos jornalistas de todo o mundo que trabalham nessas mídias que se recusem a servir de instrumentos dessa política sistemática de camuflagem. Apelamos aos cidadãos para que se informem através de meios de comunicação independentes, e exprimam a sua consciência por qualquer meio que lhes seja acessível.

Fonte: Vermelho

Lionel Messi: o talento que superou outros dois obstáculos, Galvão Bueno e o assédio exacerbado da imprensa brasileira sobre o Neymar Jr. da i

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COM UMA AULA DE CLASSE, CATEGORIA E OPORTUNISMO, O ARGENTINO FEZ TRÊS GOLS E SELOU VITÓRIA ARGENTINA CONTRA O BRASIL POR 4 A 3, NUMA PARTIDA ELETRIZANTE

Não é à toa que o argentino Lionel Messi é o melhor jogador do mundo. Não é qualquer atacante que consegue fazer três gols numa única partida contra o Brasil. E mais difícil ainda é marcar três golaços. Sim, porque todos eles foram pequenas obras de arte. No primeiro, Messi dominou com a direita, entrando em profundidade, e tocou com a esquerda no canto. No segundo, driblou o goleiro Rafael antes de empurrar para as redes. No terceiro, avançou pela esquerda, passou por dois adversários e chutou de fora da área.

No fim, o saldo final foi até positivo para o Brasil. Uma derrota por 4 a 3, diante de uma argentina que foi superior e mereceu a vitória. No primeiro tempo, a seleção canarinho abriu o placar, mas a alegria durou pouco. Logo, vieram os dois primeiros gols de Messi.

No segundo tempo, o time de Mano Menezes conseguiu virar o placar, mas não soube administrar a vantagem. O resultado é mais uma comprovação de que o Brasil vem encontrando dificuldades para formar uma seleção competitiva e de que, por ora, Neymar, que teve atuação apagada, não é páreo para Messi.

Fonte: Brasil 247

Dia dos Namorados: para quem Rodrigo (Carlinhos) vai dar o presente? Para Mírian ou Elisa?

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Que situação vive o Rodrigo (Carlinhos), complicadíssima por todos os lados. O perfil (ideal) de algumas mulheres foi escalado (pela Globo) para dramatizar a vida do cara pobre-rico-humilde. Todos os ideais da mulher perfeita estão de bandeja na vida do “caipira de Marajó” – lindas, educadíssimas, inteligentes, extrovertidas, simpaticíssimas e (…) {eu inverti agora o olhar masculino para a mulheres}. Para quem Rodrigo-Carlinhos vai dar o presente do DDN? Para a Mírian, ou   para Elisa?

Que macho não desejaria estar no papel (no lugar mesmo) dele? Afinal de contas o cara é riquíssimo, gente boa, está com o lugar garantido no outro céu. Porque já estar aqui no dilema da escolha entre aquelas duas gatas – é mais do que o paraíso. É Adão e Eva com sua irmã gêmea. Infelizmente com os mesmos problemas do escolhido de Deus – o Adão da Bíblia. Não, pior que ele. Pois além da serpente, a Tia Melissa, há também o escorpião, o primo Fernando.

Será que Deus vai expulsar o Rodrigo do paraíso?

Gente, e o que fazer com a Mírian agora?

E o escorpião Fernando, está enlouquecendo?

Pois é pessoal, às vezes criticamos as novelas (Amor Eterno Amor) sobre quão é a contribuição dessas para as nossas vidas. Há sim colaboração negativa e positiva. A dramaturgia é uma arte e o seu uso é influente sobre as massas. O problema ou a solução está por trás do que se pretende influenciar.

É só observarmos o aumento (na vida real) dos casos explorados na telinha. Quantos “Fernandos” estão por aí? Loucos, doentes e obcecados por suas ex-namoradas e ou ex-esposas.

O filósofo e ativista político norte americano, Noam Chomsky, fala sobre as estratégias por detrás de temas como esses explorados na TV, em seu artigo “As 10 estrategias da manipulação midiática“. Vale muito a pena ler e entender.

A socióloga da Fundação Joaquim Nabuco e integrante do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Criminalidade, Violência e Políticas de Segurança Pública da Universidade Federal de Pernambuco, Patrícia Bandeira de Melo, enfatiza que a Mídia faz  “O discurso sobre o crime violento e o trauma cultural do medo“. A sua afirmação  é o resultado de uma análise sobre a cobertura policial dos casos que chamam mais atenção e sobre seu efeito perverso na sociedade. A TV, os jornais, o rádio e a internet cria a “geração de pânico na população”. “Um medo dirigido para o improvável, em um público cada dia mais assustado, que passa a tratar a crueldade humana como um traço do seu destino, como uma -característica do povo, do País”.

Diferente do Rodrigo (Carlinhos) que está no paraíso e com duas “Evas”, estamos cada vez mais conduzidos ao “inferno midiático”.

Se liga no seu paraíso. E não se iluda com o Amor Eterno Amor. Olha aqui uma abordagem sobre a influência das “novelas” sobre a sociedade.

Olha só, o cara ainda tem de sobra uma irmã (igual aquela Gracinha não existe), e aquela empregada? Eternamente diferente das “Empreguetes” hein?

É pior do que a vida de Rodrigo é só a Avenida Nossa Senhora Do Carmo, em BH, Uma verdadeira Avenida Brasil.

E aí? Se você fosse o Rodrigo (Carlinhos) para quem você daria o presente?

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