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Aécio Neves e a divisão que não lhe rendeu a Mina(s).

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O PSDB está mais dividido que o Brasil

É desastroso para a democracia e para a evolução da sociedade brasileira, o pensamento retrógrado de que o “país está dividido”. Em seu pronunciamento após derrotado nas Eleições de 2014, o candidato a presidência pelo PSDB, o senador Aécio Neves disse: “a prioridade deve ser unir o Brasil”. O Brasil dividido foi uma incoerência do ninho tucano desde as eleições passadas, como as de 2010 e 2006. O problema da fala de Aécio Neves é que  a notoriedade e força emplacadas pelo discurso é em grande parte alardeado pela imprensa fraca, cada vez com menor credibilidade e partidária. É um tanto grave como preconceituoso dizer que “nós do sul e sudeste trabalhamos para manter os baianos e nordestinos”. O ódio acirrado entre as classes foi uma irresponsabilidade do pleito político e de seus produtos de desconstrução das candidaturas opostas e adversárias. Muitas das vezes ultrapassando os limites da pessoa pública política até o centro da pessoalidade.  É temerário pensar em um País dividido. Eleitoralmente o Brasil decidiu pelo voto o destino governamental da nação. Se fosse o contrário, como caracterizar os quase 30 por cento de abstenções?

Uma divisão não igualitária no PSDB – Neves quer a maior fatia do bolo

As afirmações de Aécio Neves nesses quatro meses de campanha, era muito comum ouvir o tucano dizer que “deixou o governo de de Minas com 92 por cento de aprovação”. Não é correto afirmar uma vez que as urnas por trás das montanhas elegeram a adversária de Aécio nos dois turnos. Dilma Rousseff pode ter ganhado as eleições no quintal de casa. Por que Aécio perdeu em Minas? Muitos atribuem a derrota ao nível de auto confiança do ex-governador. Foi um erro. Recordo-me de uma regra básica da sobrevivência infantil: “quem quer brinquedo trás de casa”. Mas há quem aponta para uma “briga de compadres” no ninho tucano nas Gerais. Fato relacionado com a escolha do candidato à disputa para o governo de Minas. Algumas bases do partido no Estado acusam o Aécio de ter sido “autocrático” – na escolha do nome de Pimenta da Veiga. Soou como traição. O nome de alguém que não acompanhava as relações políticas no Estado,  residindo atualmente no Estado de Goiás. Então Pimenta… mais apimentou as relações internas do que… (o resultado você já sabe). Um reflexo do espelho no sol projetando-se nos olhos de Aécio – incomodando. A terceira hipótese é o risco calculado, quando ele saiu pelo País projetando-se como um “presidenciável”.

Professores de Minas Gerais escrevem uma carta a Débora Falabella.

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Prezada Débora Falabella,

Às vezes vale a pena recusar alguns trabalhos apenas para não decepcionar milhares de fãs.

Às vezes vale a pena procurar mais informações sobre o personagem que você irá representar.

Milhares de professores, alunos e comunidades foram extremamente prejudicados pelo governo de Minas Gerais em 2011 e o que você afirma através das peças publicitárias não corresponde à realidade.

No sentido de informá-la da real situação da educação mineira, apresentamos informações:

– O Governo mineiro investe apenas 60% do total dos recursos que deveria investir em educação. O restante vai para fins previdenciários;

– Desde 2008, há uma diminuição do investimento do governo estadual em educação;

– No que se refere à qualidade da educação, o Estado de Minas Gerais tem resultado abaixo da média da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE);

– Apenas 35% das crianças mineiras até cinco anos frequentam estabelecimentos de ensino em Minas Gerais. Onde está o direito à educação de 65% destas crianças?

A realidade do Ensino médio é igualmente vergonhosa:

– nos últimos 6 anos houve uma redução de matrículas no Ensino Médio de 14,18%;

– O passivo de atendimento acumulado no ensino médio regular entre 2003 e 2011, seria de 9,2 milhões de atendimentos. Isso quer dizer que nem todos os adolescentes tiveram o direito de estudar garantido;

– Minas Gerais, comparativamente à média nacional, tem a pior colocação em qualidade da escola: 96% das escolas não têm sala de leitura, 49% não têm quadra de esportes e 64% não têm laboratório de ciências

Os projetos e programas na área da educação são marcados pela descontinuidade e por beneficiar uma parcela muito pequena de alunos.

Veja:

– O Projeto Escola de Tempo Integral beneficiou 105 mil alunos, num universo de 2,5 milhões de alunos;

– O programa professor da família não atinge as famílias mineiras que necessitam de ajuda e tampouco é feito por professores, mas por pessoas sem a formação em licenciatura;

– O Estado não tem rede própria de ensino profissionalizante, repassando recursos públicos à iniciativa privada.

A respeito dos dados sobre o sistema de avaliação, é importante que saiba que são pouco transparentes, com baixa participação da comunidade escolar e ninguém tem acesso à metodologia adotada para comprovar a sua veracidade.

Quanto à valorização dos profissionais da educação relatada nas peças publicitárias, a baixa participação em inscrições para professor no concurso que a Secretaria de Estado realiza comprova que esta profissão em Minas Gerais não é valorizada.

O Governo de Minas não paga o Piso Salarial Profissional Nacional, mas subsídio. Em 2011, 153 mil trabalhadores em educação manifestaram a vontade de não receber o subsídio. Ainda assim o Governo impôs esta remuneração.

Em 2011 o governo mineiro assinou um termo de compromisso com a categoria se comprometendo a negociar o Piso Salarial na carreira. Mas o governo não cumpriu e aprovou uma lei retirando direitos, congelando a carreira dos profissionais da educação até dezembro de 2015.

Compromisso e seriedade com os mineiros são qualidades que faltam em Minas Gerais.

Todas as informações são comprovadas por dados publicados pelo próprio governo estadual e estão à sua disposição. Por fim, a convidamos para conhecer uma escola estadual mineira para comprovar que o personagem das peças publicitárias não corresponde à realidade em Minas Gerais.

Fonte: Blog do Azenha (ex Rede Globo)

Aécio Neves desqualifica José Serra como candidato para a sucessão presidencial.

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Para Aécio Neves “o mais vigoroso e duro crítico do governo do PT, seja eventualmente o melhor candidato para a sucessão”. O senador mineiro pelo PSDB, desqualifica o colega também tucano – José Serra (PSDB-SP). Mas Aécio “never” saiu alfinetando o “tucanato” inteiro, criticou o partido por tomar uma posição conservador sobre o aborto, nas últimas eleições. Ele também defendeu a possibilidade de Minas Gerais ser a sede da abertura da Copa de 2014.

A Minas que muitos não conhecem, fora do eixo BH e Cidades Históricas.

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Do Portal UAI

Seca mineira fica refém de critério adotado para o Nordeste

O Norte de Minas e o Vale do Jequitinhonha estão reféns do sistema de chuvas do Nordeste brasileiro. O drama da seca, que se repete há décadas nessas duas regiões mineiras, onde 89 municípios já decretaram estado de emergência, conta agora com um agravante: há dois meses, o Exército suspendeu o aluguel de caminhões-pipa usados para levar água potável para os moradores da zona rural, alegando falta de recursos. De acordo com prefeitos da região, a causa do problema está relacionada com a própria condição climática do semiárido mineiro: o Norte de Minas e o Jequitinhonha, embora localizados no Polígono das Secas, têm regime de chuvas diferente dos estados nordestinos. Só que, para liberar o dinheiro, o governo federal leva em conta os aspectos climáticos do Nordeste.

“Na hora de fazer o planejamento da liberação dos recursos para a Operação Carro-Pipa, do Exército, o governo considera o período da estiagem de todo o Nordeste, que começa em novembro, colocando o Norte de Minas e o Vale do Jequitinhonha na mesma condição. Acontece que, agora, enquanto ocorre o excesso de chuvas em estados nordestinos como Pernambuco e Paraíba, nossa região está vivendo o momento crítico da seca. Não podemos esperar até o fim do ano”, afirma José Mário Pena (PV), prefeito de Francisco Sá, um dos municípios mais castigados pela estiagem em Minas. O presidente da Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene, Valmir Morais de Sá, prefeito de Patis, diz que, sem repasse de recursos da União para a Defesa Civil Nacional e sem ter como pagar pelo serviço, o Exército interrompeu os contratos de aluguel de 80 caminhões-pipa. “Na hora de planejar, eles tomam o Nordeste como base para mandar o dinheiro de combate à seca na nossa região. Por isso, o dinheiro sempre chega com atraso e quem sofre com os prejuízos é a população”, diz Sá.

Na sexta-feira, procurado pelo Estado de Minas, o Ministério da Integração Nacional informou que “todas as providências estão adotadas” para o retorno da Operação Carro-Pipa em Minas. Em Francisco Sá, município com 23,6 mil habitantes, eram nove caminhões alugados pelo Exército, que pararam de rodar há dois meses, prejudicando mais de 2.250 moradores da zona rural, conforme a Secretaria Municipal de Agricultura. Percorrendo a região, a equipe do EM se deparou com espaços onde corriam rios caudalosos, agora totalmente secos. Exemplo disso é o Rio Quem-Quem, onde dezenas de famílias foram buscar água e voltaram com tambores vazios.

Uma das “vítimas” da falta do caminhão-pipa é Ana Paz dos Santos, de 45 anos, viúva, mãe de quatro filhos. Sem receber a água tratada do caminhão do Exército, ela se viu obrigada a carregar lata d’água na cabeça, retirando o líquido de um tanque a 600 metros de sua casa, na localidade de Prudente. A água era a mesma consumida por animais de uma fazenda. Mas o sol forte sem dar trégua e a falta de chuvas secaram o reservatório. “Fico muito triste, pois sem água não tem como a gente viver”, lamentou. Agora, Ana recorre à água de um poço tubular, considerada salobra e imprópria para consumo humano.

“A água do poço é salgada, mas não tem outro jeito. Temos que beber dela mesma.” A situação também está difícil para a pequena agricultora Neide Mendes, que mora na região de Boi Gordo, onde não há poço ou cisterna por perto. Assim, ela e o marido, o agricultor Geraldo Teodoro, passaram a buscar água a cinco quilômetros de casa, fazendo o transporte de moto. “São duas viagens por semana, pois a gasolina está muito cara”, diz Neide, que reclama do drama enfrentado. “A gente tem que se virar. Sem água, a gente não se alimenta, não faz a higiene. Ninguém vive sem água.”

Recursos públicos

Segundo o professor da Universidade Federal de São Carlos, no interior de São Paulo, Marco Antonio Villa, a falta de conhecimento e de planejamento faz com que o Polígono das Secas viva sistematicamente situações de emergência. “Basta o governo federal elaborar uma política para a região, com objetivos de curto, médio e longo prazos. Não faltam agências para atuar: Sudene, Banco do Brasil, CEF, Embrapa e o Banco do Nordeste. O problema não é falta de estrutura e de recursos. A questão é o péssimo uso dos recursos públicos. O polígono não é um todo unitário, tem diferenças regionais. E isso tem de ser considerado”, pondera.

Daqui para o futuro – Três meses sem chuvas

A estiagem vai se estender por pelo menos três meses no Norte do estado. De acordo com o meteorologista Ruibran dos Reis, do Centro de Climatologia Minas Tempo, a previsão é de que chuvas ocorram no começo ou em meados de novembro. Ele salienta que não serão sentidos os efeitos dos fenômenos El Niño e La Niña, responsáveis por outras estiagens como a de 2007, considerada uma das piores da história, provocando a morte de mais de 100 mil reses. Por outro lado, ele lembra que a região foi prejudicada pelo veranico do início do ano. “Em março e abril, tivemos chuvas significativas, que, entretanto, não foram suficientes para eliminar os prejuízos dos agricultores e recuperar a vazão dos mananciais.” Sobre o fato de o governo adotar critérios similiares para o Nordeste do país e o Norte mineiro, ele esclarece: “O período chuvoso mais intenso do Nordeste começa em maio e vai até agosto. No Norte de Minas, as chuvas começam em outubro/novembro e vão até março ou abril.”

 

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