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Allepo – Síria: horror sem fim

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A picture taken on April 28, 2016 shows Syrian men inspecting the damage at the Al-Quds hospital building following reported airstrikes on the rebel-held neighbourhood of Sukkari in the northern city of Aleppo. Doctors Without Borders condemned Thursday the "outrageous" air strike on a hospital it was supporting in the war-torn northern Syrian city of Aleppo, where doctors were among those killed. Local rescue workers said the overnight strike on the Al-Quds hospital  and a nearby residential building left 30 people dead. Among them was the only paediatrician operating in the rebel-controlled eastern parts of Aleppo city, they said. Doctors Without Borders, which is also known by the acronym MSF, said two doctors were among 14 people killed in the strike on the hospital. In an online statement Thursday, Doctors Without Borders (MSF) said it had been donating medical supplies to Al-Quds since 2012. MSF said it had been donating medical supplies since 2012 to the 34-bed Al-Quds hospital, where eight doctors and 28 nurses worked full time. Karam Al-Masri/AFP

O bombardeio do hospital Al Quds, apoiado pela organização humanitária internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF), na cidade de Aleppo, no norte da Síria, na noite da última quarta-feira (27/04), deixou ao menos 14 mortos, incluindo dois médicos.

De acordo com profissionais do hospital em campo, a instalação foi destruída por ao menos um ataque aéreo que atingiu diretamente o prédio, deixando apenas escombros. Outros ataques aéreos na vizinhança também atingiram áreas próximo do hospital.

“MSF condena categoricamente esse ataque ultrajante direcionado mais uma vez a uma instalação médica na Síria”, diz Muskilda Zancada, coordenadora-geral de MSF na Síria. “Esse ataque devastador destruiu um hospital vital em Aleppo, e o principal centro de referência em cuidados pediátricos na área. Onde está a indignação entre aqueles que detêm o poder e a obrigação de dar um fim a essa carnificina?”

A situação na cidade de Aleppo, onde têm se instalado consistentemente as frentes de batalha desse conflito brutal, já era crítica mesmo antes desse ataque. Estima-se que 250 mil pessoas ainda estejam na cidade, que assistiu a aumentos dramáticos na intensidade dos bombardeios, confrontos e fatalidades nas últimas semanas. Apenas uma estrada permanece aberta para a entrada e a saída de áreas não controladas pelo governo. Se ela for bloqueada, a cidade ficará sitiada.

Ao longo da última semana, diversas outras estruturas médicas foram atacadas e destruídas em Aleppo, e cinco profissionais de resgate da organização de Defesa Civil síria foram mortos. MSF doava suprimentos médicos para o hospital Al Quds desde 2012, e construiu uma relação de trabalho muito forte com os profissionais dali.

“Em meio a essa tragédia, a dedicação e o comprometimento da equipe do Al Quds, trabalhando sob condições inimagináveis, foram firmes ao longo desse conflito sangrento”, continuou Zancada.

O hospital de 34 leitos oferecia diversos serviços, incluindo emergência, cuidados obstétricos, ambulatório, internação, unidade de terapia intensiva (UTI) e centro cirúrgico. Oito médicos e 28 enfermeiros trabalhavam 24 horas no hospital, que era o principal centro de referência pediátrica em Aleppo.

MSF mantém seis instalações médicas no norte da Síria e apoia mais de 150 hospitais e centros de saúde no país, muitos dos quais em áreas sitiadas. Diversos hospitais no norte e no sul da Síria foram bombardeados desde o início de 2016, incluindo sete deles apoiados por MSF – nos quais ao menos 42 pessoas foram mortas, incluindo ao menos 16 profissionais médicos.

Fonte: Médicos Sem Fronteiras

 

Ruanda – 20 anos depois que Bill Clinton (os EUA) fechou os olhos porque não havia nenhum interesse econômico.

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As mortes de ruandeses da etnia tutsi pela maioria hutu começaram antes de 1994, quando ocorreu o genocídio que deixou 800 mil mortos em 100 dias no país. Desde 1990, agências humanitárias e a ONU vinham documentando matanças isoladas e a deterioração da situação no país. Quando o genocídio efetivamente começou, as lideranças políticas foram também avisadas. Então por que, dias depois da retirada de estrangeiros, a ONU não aprovou uma intervenção militar? Por que, ao invés disso, diminuiu o número das forças de paz?

Há muitas respostas para a questão da omissão das potências no caso de Ruanda(veja abaixo a cronologia dos eventos em Ruanda e no mundo). De fato, houve pedidos posteriores de desculpa de governos, como o americano, que tentaram se redimir com uma boa ajuda para a reconstrução.

Segundo a historiadora Cíntia Ribeiro, que pesquisou o tema no mestrado, Ruanda não despertava o mesmo interesse nas grandes potências que a Bósnia, em guerra na época. “A Bósnia, por se tratar de uma região que é importante para a Europa, teve muito mais preocupação das grandes potências do que Ruanda, um país pequeno no centro da África, que não tem nenhum recurso mineral, nenhum interesse econômico, não é nem zona de influência.”

Outro fator, segundo ela, foi o fracasso de uma intervenção militar americana pouco tempo antes na Somália. “Eles tentaram uma intervenção [na Somália], mas entram no país sem um conhecimento profundo do que acontece, muito por conta de uma certa arrogância militar. […] Eles tinham a ideia de que aquilo ia durar três meses, iam sair de lá com uma vitória completa. Um filme que retrata bem isso é ‘Falcão negro em perigo’. Eles foram fazer uma operação no centro da capital e um dos helicópteros caiu. O episódio foi televisionado e a comunidade americana ficou chocada. Tudo caiu em cima do [ex-presidente Bill] Clinton. Logo depois disso ficou decidido que eles só interviriam se houvesse extremo interesse, porque ficar fazendo missão de paz só pela questão de direitos humanos não interessava, porque a vida de um soldado americano é muito mais importante. Então quando eles entram no Oriente Médio, por exemplo, é porque existe um interesse efetivo lá, é legitimada a morte de um soldado, ainda que cause grande problemática”, disse a historiadora cuja dissertação “O genocídio de Ruanda e a dinâmica da omissão estadunidense” analisa a resposta americana no país africano.

Nigel Eltringham, professor de antropologia da Universidade de Sussex, no Reino Unido, também cita o fracasso da investida americana na Somália no ano anterior como um dos fatores. “Os americanos ficaram chocados com o que aconteceu em Mogadishu e o governo achou que não havia apoio da opinião pública para uma intervenção, então não apoiou o chamado de outras nações para intervir.”

Segundo Eltringham, outro fator foi “uma completa falta de entendimento de que o genocídio era um ataque planejado aos tutsis (e hutus moderados) com um objetivo político claro (a manutenção do poder). Em vez de mostrar essa realidade, a imprensa reportou que o conflito era ‘tribal’ com ‘raízes de ódio’. Ao despolitizar o conflito, a mídia deu a impressão de que era um confronto que não poderia ser resolvido, o que era incorreto.”

Ruanda 100 dias - V2 (Foto: Editoria de Arte/G1)
Fonte: G1

O Futuro Que Queremos – um texto que não convence, que não encanta e que frustra.

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O texto final da Rio+20 já está disponível no site da ONU. Para virar documento formal ele ainda vai passar pela aprovação de mais de 190 países membros da entidade. Acesse e baixe aqui.

O Futuro Que Queremos“, nome dado ao documento final da conferência no Brasil traz consigo dois entraves e fonte das principais críticas dos ambientalistas e ativistas do mundo inteiro. Um desses foi a pauta sugerida pelo Brasil e China, gigantes das economias emergentes, de que os países ricos e emergentes criem um fundo de financiamento sustentável para os países mais pobres, como os dos continentes Africano, América Latina e  alguns extremos Asiáticos. Sem sucesso. Os países das maiores economias e de maiores potência bélica foram contra – os EUA encabeçam a lista, seguido pelos grandalhões europeus.

Esta proposta resultaria em um fundo de 30 bilhões de dólares para o desenvolvimento sustentável na produção de bens de consumo, energia limpa e principalmente alimentos.

O outro fracasso foi a proposta dos Países Africanos de que o PNUMA – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, recebesse o status de agência do órgão. Como as outras, Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância e Juventude) e Unesco (Fundo das Nações Unidas para a Educação e Cultura).

Houve rejeição  principalmente da União Europeia.

A fome na Somália

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Fonte: Estadão

O País, têm cerca de 4 milhões de seus habitantes passando fome. A Nação Africana enfrenta a pior seca dos últimos 60 anos. Com uma força governamental frágil e incapaz de resolver seus problemas, o País está mergulhado em ondas de saques que impedem a ajuda humanitária. Na capital, Mogadíscio, forças militares do governo estão fuzilando civis que correm em busca dos caminhões com transporte de alimentos. A maior e mais frequente ajuda aos somalis é a do Programa Mundial de Alimentos (PMA) – um braço da Organização das Nações Unidas (ONU) para a causa. Há também obstáculos impostos pela milícia Al Shabab, que domina a região ha décadas e não aceita auxílio de entidades com origem nas civilizações ocidentais.
A crise em números:
  • 7,5 milhões de habitantes é a população do País.
  • 5 grandes regiões da Somália enfrentam o problema.
  • 640 mil crianças somalis estão subnutridas.
  • 10 mil crianças morrem a cada mês.
  • 400 mil pessoas é o total de refugiados em Mogadíscio.

 

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