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Amanda Gurgel, com mais audiência que a “Blitz da educação” do JN no Ar (Globo)

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Uma criança de apenas 10 anos: “TENHO DEZ ANOS, E NAO CONHECI O BRASIL ANTES DE LULA, MAS PELO QUE LEIO E OUÇO FALAR O LULA É CONSIDERADO POR MIM UM GRANDE PRESIDENTE, E TENHO MUITO ORGULHO DE TER NASCIDO NA ERA LULA”.

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Aninha: nas águas da liberdade e da justiça.

Mais interessante ainda é ouvir o áudio da entrevista desta menina. Com certeza, será uma grande mulher na história política e moral deste País – claro, se continuar assim, se não lhe for cortada também a liberdade de expressão daqui à pouco. Cujos os obstáculos do destino ou de homens públicos (incompetentes com o poder na mão) tiraram-no o Pai ainda bem cedo. Por isso ela com a sua audácia e esperança criou um blog para tratar de uma das maiores tragédias da Aviação Brasileira. Meu Pai Morreu no Vôo 447, e agora? (clique aqui).

É lindo, dá orgulho ver alguém com tão pouca idade e muito bem politizada. É feio, dá tristeza em saber que muitos jovens, talvez com o dobro da idade de Aninha Zortea, sejam vazios, alienados com a Política que define o amanhecer e o anoitecer nosso de cada dia. “Toca o barco”.

Este post se refere ao comentário (ver aqui) que ela fez no blog “Vi o mundo“, de Carlos Azenha (ex-Rede Globo), sobre à carta preconceituosa enviada à Universidade de Coímbra (Portugal), pelo então ex-deputado do DEM, José Carlos Aleluía. Em repúdio do reconhecimento dado pela instituição  ao ex-presidente Lula – pela sua dedicação à causa pobre. Lula, recebeu o título de Doutor Honóris Causa.

É de babar mesmo! Parabéns Aninha! E sucesso, força, para as respostas que busca sobre a morte de seu Pai. Luigi Zortea, é uma das 228 vítimas do vôo AF 447, da Air France, que, em 31 de maio de 2009, caiu no oceano Atlântico quando fazia o trajeto Rio-Paris. Morava na Itália, era prefeito da cidade de Canal San Bovo.

Em 4 de maio ela vai fazer 11 anos.

 

 

 

Revitalizar a saúde, a educação e as pessoas é tão importante quanto revitalizar praças.

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Atualmente mais de uma dezena de Praças públicas na cidade de Contagem foram revitalizadas e entregue à população. A prefeita Marília Campos diz que a idéia das revitalizações “é a de levar as comunidades a preservação dos espaços verdes, área de encontro de pessoas e que a comunidade ajude Prefeitura a preservar e conservar o espaço depois da reforma”, recomenda a prefeita.

Não há nem um problema nisto. O problema é que falta também por parte da Prefeitura um enfrentamento dos problemas relacionados à educação, saúde e a segurança das pessoas. Há pouco as Escolas Municipais estavam fechadas ou com o funcionamento reduzido porque os professores não tinham vale-transporte para irem de casa para o trabalho (a escola).

É muito comum a reclamação da população pela falta de médicos nos Centros de Saúde do Município. Há super lotação dos postos de urgência e emergência e no Hospital Municipal.

 

É muito comum também encontrar ruas e avenidas sem rede de esgoto instalada e com mato sobre os passeios.

Hoje, mais de 50 mil alunos da rede municipal foram afetados pela paralisação dos professores. Os manifestantes da Educação realizaram uma assembléia com o objetivo de definir o “movimento grevista” para o início de maio. A principal reivindicação da classe é o reajuste salarial de 34% sobre o valor atual – R$ 1.332, 00.

 

 

 

 

 

 

Aécio Neves X Lei Seca: mau e bom exemplo, depende do ponto de vista.

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A Lei Seca é controversa desde sua criação. Já que o indivíduo não é obrigado a produzir prova contra si mesmo, ele foi um bom exemplo neste sentido. Fazendo valer a Constituição Federal de 1988, “o sujeito, indivíduo cidadão, tem direito à sua integridade física”. Poderia eu, estar na mesma situação que ele. Mas quis o destino que nossas vidas estivessem em dois extremos. Um pobre, “ignorante” no que diz respeito ao “com o poder tudo pode”, nascido no Vale do Jequitinhonha, na cidade de Araçuaí, filho de pais também pobres mas que sempre, até a morte honraram todos os seus compromissos como bons cidadãos e brasileiros. Pagando impostos, cumprindo leis, etc. Ah, sou feio também. Embora, ambos (nós dois) só pegamos mulheres belas, inteligentes e … (mulheres que já peguei, estou mentindo?).

Já o outro, o senador Aécio Neves, é milionário, ex-governador de Minas Gerais, neto do ex-presidente Tancredo Neves, por tal obra a fama o alcançou ainda precoce. E o cara também é dono do discurso moralizador, da ética, do “certinho”, da “Minas que está dando certo” (só uma parte, exclui-se o Vale), blá, blá, blá… É um presidenciável, um representante popular, um legislador (cria leis), etc. Por isso, deu mau exemplo. Também por conduzir o veículo com a carteira de habilitação vencida. Neste caso, não dá senhores senadores, deputados, vereadores, e os demais da “mesma laia” . As vezes o Arauto, o Aecismo, sai caro.

COMENTE, DÊ SUA OPINIÃO SOBRE O CASO!

A matança na escola de Realengo

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Por Chico Alencar no blog do Rodrigo Vianna (ex-Globo)

“Um grito ouviu-se em Ramá, de pranto sentido e lamentação: é Raquel que chora seus filhos, e não quer ser consolada, porque eles não existem mais”  (Mt, 2, 18)

A dor indizível e inconsolável das famílias que perderam suas crianças, até há pouco alegres alunos da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio, exige de nós consternada solidariedade.  Ter filhos, netos, irmãos, primos ceifados no alvorecer da vida é a pior tragédia que pode acontecer, e só o conforto humano e alguma fé dará forças para seguir sobrevivendo. Perdê-los no espaço sagrado de uma sala de aula, no início da manhã ensolarada, é mais absurdo ainda.

Mas o acontecimento terrível também impõe profunda reflexão.  Uma tragédia como esta não se insere no painel tristemente costumeiro da criminalidade, mas no da violência social insana. É difícil reconhecer que os gatilhos exterminadores também foram, de maneira indireta e invisível, apertados por todos os que temos responsabilidade pública. Mas a matança perpetrada por um indivíduo mentalmente degradado tem propulsores sociais que nos dizem respeito.

O assassino estava com duas pistolas e fartamente municiado porque é frouxo o controle da circulação de armas e munições em nosso país. O armamentismo ilegal é objeto de crescente tráfico, e favorecido também pela cultura importada do ‘cada indivíduo uma arma’;

O criminoso imbuiu-se de uma ‘missão de terror’ porque os meios de comunicação de massa e de ‘entretenimento’ disseminam serial killers, vídeo-games, filmes e seriados propagadores da violência, da eliminação dos adversários como valor maior, do espetáculo da destruição;

O demente, no seu isolamento, em sociedade sem política pública preventiva de saúde mental, cristalizou comportamento mórbido talvez também estimulado por fundamentalismos e fanatismos contemporaneamente exacerbados;

O matador encontrou facilidades no seu trajeto de morte porque nossas precarizadas escolas públicas já não têm quantitativo de servidores, dentro delas e no seu entorno, que possa contribuir para maior segurança do cotidiano pedagógico.

O homicida, já condenado definitivamente, foi produzido, de alguma maneira, também por nossa omissão, por nossa indiferença, por nossa demissão cidadã. Talvez por nossa adesão ao mundo torpe da competição desvairada, da eliminação do outro, do desprezo pela dignidade da vida humana.  Ambiente civilizatório perverso que muito(a)s educadore(a)s – tantas vezes vítimas dele –  lutam por transformar, para que nossas crianças tenham possibilidade de futuro.

*Chico Alencar é professor, tendo lecionado por 20 anos na rede municipal do Rio de Janeiro, e exerce mandato de deputado federal (PSOL/RJ). Texto publicado em sua página.

 

Anastasia terá o dever de rever o salário de mais de 200 mil professores da rede estadual.

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Do Blog do Benny,
A decisão desta quarta-feira do STF, de considerar constitucional o piso nacional dos professores e determinar que ele deve ser considerado como vencimento inicial, deu força inesperada à categoria em Minas. Veja aqui.
Os professores já vêm se mobilizando desde fevereiro para a campanha salarial de 2011 – mais cedo do que em 2010, quando a primeira assembleia foi em março e a categoria parou por 42 dias.
Na próxima assembleia, marcada para Ouro Preto no dia 19, terça-feira da semana santa, certamente que os professores vão comemorar a vitória na Justiça e usar esse argumento para forçar a negociação com o governo do Estado na direção de um reajuste geral, agora exigido por lei.
Lembrando que a decisão foi do STF. Ou seja, não tem mais como recorrer.
Minas Gerais tem mais de 200 mil professores. Muitos ainda ganham o piso estadual, abaixo de 400 reais. O STF obriga o governo a subir para, pelo menos, 1187 reais, mas o Sindicato dos Professores diz que, em Minas, devido ao custo/aluno, o piso deveria ser superior a 1500 reais. (veja mais aqui)
Abaixo estão alguns comentários postados na matéria original. A importância deles é para o sinal de que nem todos os mineiros acredita no governo que está aí, uma hegemonia da era Aécio-Anastasia.

Autor: Antonio – 09/04/2011 às 12:22
Comentário: O Aécio e o Anastasia devem estar chateados coitados.Eles deram um golpe nos professores no ano passado quando aceitaram que um comissão fosse formada para estudar e intermediar um acordo salarial.Acabou que a comissão foi passada para tras e impuseram a lei do subsídio incluindo todos os direitos adquiridos pela classe para pagar o piso.Agora terão que rever tudo isso.” Justiça tarda mas não falha”.
Autor: Luiz Mauro de Rezende – 09/04/2011 às 11:06
Comentário: Parabéns pela independência em comentar a notícia, “audácia” que a maioria da imprensa mineira não tem!
Autor: Jorge – 08/04/2011 às 18:53
Comentário: O Governo de Minas é um vexame nacional quando o assunto é educação. Fazem de tudo para blindar o governador, que sempre dá desculpas esfarrapadas para “justificar” o descaso para com os professores e demais servidores. Ainda bem que a justiça prevaleceu. Vejamos, no entanto, se ela será devidamente cumprida ou se ficará apenas no papel. Estamos de saco cheio com esse papo de “honra ao mérito”. Queremos nossos direitos assegurados e respeitados.
Autor: Maria – 08/04/2011 às 16:01
Comentário: Os professores precisam ser respeitados, valorizados e a educação priorizada. Enquanto os políticos aumentam seu próprio salário, os educadores com curso superior precisam mendigar por salário.País vergonhoso e um estado que não cumpre o que diz.Fora Anastazia
Autor: Donaldo Herbert Barcelos – 08/04/2011 às 14:52
Comentário: Benny, parabéns pela sua lucidez e coragem. Mostrou ser um grande repórter e imparcial. Sou professor em Uberaba e fico feliz com sua publicação. Abraço
Autor: Ana Lúcia Santos Lima – 08/04/2011 às 11:55
Comentário: Benny, finalmente alguma notícia boa para os educadores! Sempre somos apontados como causadores do fracasso da escola e, até agora, não havia visto um incentivo do governo para que continuemos trabalhando com dignidade. Só espero que o governador acate rapidamente o que foi determinado e que os nossos salários sejam reajustados e as vantagens sejam reincorporadas, já que a ilegalidade impera na gestão do PSDB em Minas Gerais. Onde já se viu ir contra a Constituição, retirando vantagens que conquistamos? Aumentando o valor, mas diminuindo a dignidade, como se fôssemos todos burros!
Autor: linder lener – 07/04/2011 às 23:32
Comentário: Caro Benny, Ainda temos a esperança de uma educação melhor, isto graça a jornalista como você e também a tv alterosa e em alguns momentos o jornal o tempo – Que se comprometem com a verdade, mostrar a realidade da educação, a falta de apoio dos educadores, escolas com espaço fisico terriveis, alunos sem nenhuma assistencia psicológica, escolas sem nenhuma segurança…

O retórico problema atual: uma dualidade cíclica.

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Por Vanuza Silva*,

Não é segredo pra ninguém que os problemas sociais brasileiros são diversos, como se ensina nas escolas públicas a origem de tantos problemas está atrelada à origem social
do país, este por sua vez formado de maneira não planejada, sendo apenas fonte
de exploração e acomodando consigo todos os tipos de pessoas, inclusive
criminosos que eram banidos de sua “sociedade mãe”. Ocorre que deve-se colocar
em pauta que os problemas sócio-culturais atuais são conseqüência não apenas do
que foi feito há 510 anos, mas em suma do que sido feito ao longo de
todos esses 510 anos, e da insistência em cometer os mesmos atos que vem
causando tanto transtorno desde essa época.

Os portugueses acreditavam que a melhor maneira de educar os índios e escravos, ou
seja, pessoas que estavam à margem de suas convicções e eram consideradas
bárbaros e selvagens, era a repressão. Os Jesuítas denominados homens de Deus,
pacificadores eram na verdade enviados para intermediar os repressores e os
reprimidos, e alocavam-se em alojamentos em meio a estes os quais eram
desajustados ao perfil moldado pela sua cultura, punindo-os caso se recusassem
a cumprir o que lhes era imposto. Qualquer semelhança não é mera coincidência.
Séculos após, deparamo-nos com uma situação na qual o Governo (como Portugal)
aloca seus soldadinhos de chumbo (como os Jesuítas) em uma “selva” chamada
favela, na tentativa de impor aos “índios contemporâneos” sua cínica
civilidade.

Ressalta-se ainda que algumas adequações foram feitas, afinal não estamos no século XVI,
hoje os jesuítas usam farda militar, as armas são equipamentos modernos capazes
de aniquilar em frações de segundos, e a punição por não acatar ordens não
limita-se á violência física pois, existe o DIREITO (aquele que por definição
dá a cada um o que lhe é devido) garantindo aos oficiais a possibilidade de
reter por desacato à autoridade os que questionarem a violência imposta
implicitamente em unidade pacificadoras. Não esquecendo os demais cidadãos
passivos ás decisões, que cobram atitudes do governo e acompanham os
acontecimentos através das mais diversas fontes de informação, aplaudindo cada
massacre aos que são de fato bárbaros, contudo que assim são devido ás
possibilidades que a tal “sociedade” lhes oferta.

Pois bem, percebemos que os problemas mudam de época, porém não de contexto, bem como as soluções que parecem ser provisórias tornam-se desencadeadoras de problemas
definitivos e crescentes repetindo o mesmo ciclo que nos leva de volta ao ponto
inicial. Está na hora de percebermos que educação é o extremo oposto de
repressão
. Liberdade de se expressar deveria ser um direito comum, da mesma
forma que os direitos básicos comuns demagogicamente assegurados aos cidadãos
pela Constituição Brasileira, e na realidade negados não coincidentemente aos
geradores do motivo desta discussão. Estes por sua vez apenas devolvem á
sociedade que lhes gera o que receberam da mesma, violência.

(*)Vanuza Silva é estudante de Administração de Empresas e leitora do Blog do Marcone.

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